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Do talento ao negócio, BRICS debate caminhos para impulsionar mulheres na tecnologia

Assessoria de Imprensa - 18 de setembro de 2026 28 Visualizações
Do talento ao negócio, BRICS debate caminhos para impulsionar mulheres na tecnologia

Foto: reprodução / Magnific

Brasileiras participam de debates em Nova Délhi sobre economia digital, inovação e oportunidades para empresas lideradas por mulheres

São Paulo, setembro de 2026 – Tecnologia, startups, acesso a capital e participação feminina em STEM estarão entre os temas discutidos por representantes dos países do BRICS em Nova Délhi, na Índia. A agenda acontece às vésperas da 18ª Cúpula do BRICS, marcada para os dias 12 e 13 de setembro, em um ano em que a presidência indiana colocou inovação, tecnologias digitais, inteligência artificial e startups entre as prioridades do bloco.

É nesse contexto que Ana Claudia Badra Cotait, presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), participa, no dia 9 de setembro, do BRICS WBA Women-Led Development Summit, na capital indiana. O encontro reunirá empresárias, empreendedoras, investidores, representantes de governos e lideranças dos países do BRICS para discutir o papel das mulheres na economia e os caminhos para ampliar sua participação em setores estratégicos.

Ana Claudia será uma das participantes do painel “Advancing Women in STEM, Digital Technologies and Innovation: From Classroom to Frontier”, que discutirá como ampliar a presença feminina em ciência, tecnologia, engenharia e matemática, da formação profissional ao desenvolvimento de novas tecnologias.

Para a executiva, a questão central é transformar a participação feminina na economia digital em capacidade de criar negócios, acessar mercados e atrair investimentos.

“Não basta preparar as mulheres para usar as tecnologias que estão transformando a economia. É preciso garantir que elas também estejam entre quem cria, pesquisa, empreende, investe e lidera essa transformação”, afirma Ana Claudia.

Do debate à oportunidade de negócios

A agenda do BRICS WBA terá também entre os temas o desafio de ampliar o acesso de startups lideradas por mulheres ao capital e aos ecossistemas de inovação. A programação prevê discussões sobre venture capital, financiamento e mecanismos capazes de reduzir as barreiras enfrentadas por empresas lideradas por mulheres.

É nesse ponto que a delegação brasileira pretende concentrar parte de sua atuação. Durante os grupos de trabalho, o CMEC apresentará a experiência da UpStarts, iniciativa voltada à identificação e ao desenvolvimento de negócios liderados por mulheres com potencial de inovação e crescimento. O programa visa aproximar empresas de novos parceiros, investidores e ecossistemas internacionais.

De acordo com Ana Claudia, é preciso transformar eventos como o UpStarts em uma ponte permanente entre talento, capacitação, investimento e mercado. “Nosso objetivo é apresentar nos grupos de trabalho do BRICS WBA startups lideradas por mulheres e identificar investidores-anjos, fundos e apoiadores que possam se aproximar desse universo de empresas. A intenção é que essas conexões continuem depois do Summit e possam gerar negócios”, enfatiza.

O que o Brasil pode aprender com a Índia

A experiência indiana em tecnologia será outro foco da delegação brasileira. Um dos setores que despertam interesse é o de games, área em que o CMEC vem buscando ampliar a participação feminina por meio do Brasília Game Hub (BGH), polo de desenvolvimento, incubação e investimento em jogos eletrônicos do Distrito Federal.

A missão pretende conhecer iniciativas indianas de formação, empreendedorismo e desenvolvimento de empresas de tecnologia que possam ser aproveitadas no ecossistema brasileiro.

“Teremos em nosso radar as boas práticas da Índia para entender como elas podem contribuir para o desenvolvimento do ecossistema brasileiro de games, especialmente para ampliar a participação das mulheres”, afirma Beatriz Guimarães, vice-presidente do CMEC Nacional e presidente do CMEC-DF, que também integra a missão brasileira. Além dos games, a agenda brasileira inclui STEM, design autoral, inovação e internacionalização de negócios liderados por mulheres.

Uma agenda brasileira dentro do BRICS

O BRICS WBA Women-Led Development Summit 2026, que ocorre em 9 de setembro, foi estruturado para reunir mulheres líderes empresariais, autoridades, inovadoras e empreendedoras dos países do bloco e discutir oportunidades de colaboração internacional. O encontro também inclui uma exposição voltada a startups lideradas por mulheres.

Para Ana Claudia, a presença brasileira deve ser aproveitada para construir relações que possam resultar em oportunidades concretas. “Queremos voltar desta experiência com conexões que possam gerar parcerias, investimentos, intercâmbio de conhecimento e novos caminhos para que empresas brasileiras possam acessar outros mercados”, destaca.

A presidente do CMEC avalia ainda que a plena participação das mulheres é essencial para a construção de uma economia mais competitiva, inclusiva e pronta para o futuro. "Mais mulheres em STEM [ciência, tecnologia, engenharia e matemática] e inovação significam expandir o grupo de talentos, trazer maior diversidade de perspectivas e desenvolver soluções capazes de enfrentar os desafios econômicos e sociais deste século", afirma.

A missão empresarial brasileira contará com 19 representantes, que participarão de diferentes agendas relacionadas ao BRICS, entre elas o BRICS WBA Women-Led Development Summit & Exhibition, o Women’s Business Alliance Annual Meeting, o BRICS Business Council Annual Meeting e o Fórum Empresarial do BRICS 2026.