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MERCADO DE TRABALHO

Quanto ganha um engenheiro brasileiro nos EUA? Estudo mostra salários que passam de R$ 1 milhão

Assessoria de Imprensa - 18 de setembro de 2026 37 Visualizações
Quanto ganha um engenheiro brasileiro nos EUA? Estudo mostra salários que passam de R$ 1 milhão

Levantamento da AG Immigration aponta remuneração média de US$ 119,6 mil; nas faixas superiores, salários de algumas especialidades passam de R$ 1 milhão por ano

Os Estados Unidos reúnem cerca de 1,8 milhão de postos de trabalho classificados como engenheiros e pagam a esses profissionais uma média de US$ 119,6 mil por ano. Os números integram a edição mais recente da pesquisa do Departamento de Trabalho americano, apurados pela AG Immigration, escritório de advocacia imigratória com sede em Washington D.C.

De acordo com o levantamento, que analisou 29 áreas da engenharia, a média salarial em dólar de um engenheiro é de US$ 119.640, o equivalente a R$ 620,4 mil. Por mês, a conversão corresponde a cerca de R$ 51,7 mil.

Entre as áreas de engenharia, quatro se destacam pelos salários mais altos: engenheiros que trabalham com hardware de computador ganham em média US$ 162.670 (R$ 843,5 mil) por ano, engenheiros de petróleo recebem US$ 157.150 (R$ 814,9 mil), engenheiros aeroespaciais ganham US$ 142.060 (R$ 736,6 mil), e engenheiros nucleares fecham a lista com US$ 140.420 (R$ 728,2 mil).

De acordo com Leda Almeida, CEO da AG Immigration, o escritório tem notado crescimento na procura de profissionais da engenharia por informações sobre imigração para os EUA. “É um processo que, em alguns casos, exige a revalidação do diploma, mas trata-se de um procedimento muito mais simples do que, por exemplo, o exigido para profissionais da área da saúde”, afirma.

Muitos engenheiros brasileiros também atuam em consultorias, posições executivas ou no setor de tecnologia, especialmente como programadores, gerentes de projeto e gestores. “A formação matemática dos engenheiros favorece a atuação nesses cargos, que não precisam que o profissional revalide o diploma, já que não se trata de função privativa da engenharia”, acrescenta Leda.

Faixas superiores ultrapassam R$ 1 milhão

Os dados apurados do BLS (sigla em inglês do órgão do governo dos Estados Unidos responsável pelas estatísticas oficiais de emprego e salários no país) mostram que a marca de R$ 1 milhão por ano já é realidade para os salários mais altos em várias especialidades da engenharia. Isso fica claro quando olhamos o chamado "percentil 90" — ou seja, o patamar salarial dos 10% profissionais mais bem pagos de cada área.

Nesse grupo, engenheiros de petróleo chegam a US$ 253.200 por ano (R$ 1,31 milhão), engenheiros de hardware a US$ 225.330 (R$ 1,17 milhão), engenheiros eletrônicos a US$ 206.960 (R$ 1,07 milhão) e engenheiros aeroespaciais a US$ 205.890 (R$ 1,07 milhão).

A categoria "Pilotos, Copilotos e Engenheiros de Voo”, registra média anual de US$ 288.650 (R$ 1,50 milhão) e percentil 90 de US$ 463.830 (R$ 2,41 milhões). O BLS, porém, reúne pilotos, copilotos e engenheiros de voo no mesmo código; por isso, o dado não deve ser interpretado como remuneração exclusiva de engenheiros.

Na outra ponta, as menores médias entre as especialidades centrais são as de engenheiros agrônomos (US$ 108.230), civis (US$ 108.670) e industriais (US$ 109.900). Ainda assim, todas superam com folga a média de US$ 69.770 registrada para o conjunto das ocupações nos EUA.

Em 2022, o salário dos engenheiros era em torno de US$ 107.170. Em 2025, esse valor é 11,6% maior, um crescimento que ainda não desconta a inflação do período.