Logotipo Engenharia Compartilhada
Home Notícias Steel frame exige integração entre arquitetura e engenharia para ampliar eficiência e qualidade das obras
MÉTODO CONSTRUTIVO

Steel frame exige integração entre arquitetura e engenharia para ampliar eficiência e qualidade das obras

Assessoria de Imprensa - 26 de outubro de 2026 23 Visualizações
Steel frame exige integração entre arquitetura e engenharia para ampliar eficiência e qualidade das obras

Com avanço da construção industrializada no Brasil, compatibilização de projetos e planejamento desde as etapas iniciais ganham importância para reduzir retrabalho e aumentar a previsibilidade na execução

São Paulo, outubro de 2026 - A expansão da construção industrializada no Brasil está mudando não apenas os sistemas utilizados nas obras, mas também a maneira como projetos são concebidos e executados. Nesse cenário, o steel frame exige uma atuação integrada entre arquitetos, engenheiros, fornecedores e equipes responsáveis pela construção, com decisões técnicas tomadas desde as primeiras etapas do desenvolvimento do empreendimento.

O movimento acompanha a evolução do setor. Segundo o Índice Geral de Industrialização da Construção, elaborado pelo FGV IBRE, a participação de sistemas construtivos industrializados nas obras brasileiras passou de 14,8% em 2025 para 15,7% em 2026. No segmento de edificações, o índice avançou de 16,1 para 18,8 pontos no mesmo período. Os dados indicam uma ampliação gradual do uso dessas soluções e reforçam a importância de preparar os processos de projeto e execução para essa transformação.

A integração entre os profissionais é um dos fatores que influenciam o resultado das obras em steel frame. Diferentemente de processos em que diversas definições são ajustadas durante a execução, os sistemas industrializados demandam planejamento antecipado e compatibilização entre arquitetura, estrutura e instalações elétricas e hidráulicas. Quando essas disciplinas são desenvolvidas de forma coordenada, torna-se possível identificar interferências antes do início da obra, reduzir a necessidade de adaptações no canteiro e organizar melhor as etapas de montagem.

A discussão ganhou espaço no setor. Em setembro de 2026, o 4º Seminário Industrialização na Construção, realizado no Rio Grande do Sul, destacou a aproximação entre indústria, projetistas, incorporadoras e construtoras como um caminho para ampliar a adoção de sistemas industrializados. Entre os desafios debatidos estavam a escassez de mão de obra, os ciclos construtivos e a necessidade de incorporar novas tecnologias aos canteiros.

Para Diego Vaz, da iBUILD, a maior rede de franquias de construção industrializada do Brasil, a evolução do steel frame depende de uma mudança de mentalidade que começa antes da execução. “A industrialização exige que arquitetura, engenharia e construção trabalhem de forma coordenada desde o início. Não basta escolher um sistema construtivo diferente e manter a mesma lógica de desenvolvimento de uma obra convencional. É preciso considerar as características do sistema nas decisões de projeto, compatibilizar as disciplinas e planejar cada etapa para que a execução aconteça com mais precisão e previsibilidade”, afirma.

Essa integração também influencia as possibilidades arquitetônicas. A escolha do sistema construtivo interfere em aspectos como modulação, dimensionamento dos ambientes, especificação de materiais e passagem das instalações. Quando essas definições são consideradas desde a concepção, arquitetos e engenheiros conseguem trabalhar de maneira complementar, conciliando as intenções estéticas do projeto com os requisitos técnicos e executivos.

Na construção residencial de alto padrão, em que soluções personalizadas e atenção aos detalhes são especialmente relevantes, essa coordenação ganha ainda mais importância. A industrialização não elimina a liberdade criativa, mas exige que as escolhas arquitetônicas estejam alinhadas às condições de fabricação, montagem e desempenho do sistema. O resultado depende da capacidade de transformar o projeto em um processo executivo bem definido, sem deixar decisões fundamentais para o canteiro.

Na iBUILD, essa discussão está relacionada à atuação da empresa em projetos de construção industrializada e ao desenvolvimento do iBUILD Signature, iniciativa voltada ao segmento de alto padrão e à aproximação com arquitetos. A colaboração com esses profissionais permite discutir a aplicação do steel frame desde a concepção dos projetos, considerando as particularidades de cada empreendimento e a integração entre as soluções arquitetônicas e construtivas.

“A parceria com os arquitetos é fundamental para que a construção industrializada seja compreendida como uma solução de projeto, e não apenas como uma etapa da obra. Quanto mais cedo conseguimos discutir as possibilidades e as necessidades de cada empreendimento, maior é a capacidade de alinhar expectativa, especificação técnica e execução. Isso contribui para que a arquitetura preserve sua identidade e, ao mesmo tempo, aproveite as vantagens de um processo construtivo planejado”, acrescenta Vaz.

Com o avanço da industrialização, a integração entre os diferentes agentes da cadeia tende a ganhar relevância nas decisões do mercado imobiliário. Mais do que incorporar novos materiais ou tecnologias, a transformação envolve rever processos, antecipar decisões e aproximar quem projeta de quem executa. Nesse contexto, a compatibilização entre arquitetura, engenharia e construção se consolida como uma condição importante para ampliar a eficiência e a qualidade das obras em steel frame.