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Brasil sobe seis posições no ranking de competitividade digital

Fundação Cabral - Outubro 2020 348 Visualizações
Brasil sobe seis posições no ranking de competitividade digital

O Ranking de Competitividade Mundial do IMD (International Institute for Management Development) chega à sua quarta edição em 2020 tendo no Brasil o Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral como parceiro. O anuário compara a competitividade de 63 economias com base na capacidade e preparo para adotar e explorar tecnologias digitais com o objetivo de promover o desenvolvimento econômico e de gerar transformações das práticas governamentais, dos modelos de negócios e da sociedade em geral.

Nesta edição, o Brasil alcançou a 51ª posição, com destaque, em diferentes graus, para os ganhos em relação à concentração científica, estrutura regulatória, capital e agilidade para negócios. Esta, em especial, apresentou avanços na maioria de seus componentes, tais quais a transferência de conhecimento entre universidades e setor privado e a agilidade das empresas. Ainda assim, há muito a ser feito para que o país mantenha avanços sustentáveis no cenário mundial e amplifique sua competitividade.

O topo do ranking manteve-se relativamente estável, com Estados Unidos e Singapura na liderança, seguidos por Dinamarca (3º), que ultrapassou a Suécia (4º) e Hong Kong (5º), este pela primeira vez entre os 5 líderes. A China avançou 6 posições e sustentou sua tendência ascendente. O Chile (41º) segue à frente dos países latino-americanos, com avanço tímido de 1 posição em relação à edição anterior. Além disso, destaque positivo é conferido a Estónia (20º), que fez juz ao seu propósito de construir uma sociedade digital tendo avançado 8 posições, e negativo à África do Sul, que em período de pandemia do covid-19 por sua vez perdeu 12 posições.

Tabela Ranking 1.png Tabela 1: Classificação geral do Índice de Competitividade Mundial 2020Fonte: IMD World Digital Competitiveness Ranking 2020

SOBRE O RELATÓRIO DE COMPETITIVIDADE DIGITAL

A avaliação da competitividade digital de uma economia se baseia na análise de três fatores:

  • Conhecimento – o know-how necessário para descobrir, compreender e construir novas tecnologias;
  • Tecnologia – as condições gerais que possibilitam o desenvolvimento de tecnologias digitais;
  • Prontidão para o futuro – o nível de preparo para explorar transformações digitais.

Os resultados do relatório são construídos a partir da combinação de dados de percepção obtidos anualmente junto a representantes da comunidade empresarial e dados estatísticos coletados anualmente nos países e junto a organizações internacionais. Os dados estatísticos possuem um peso de 2/3 na classificação geral, enquanto os dados da pesquisa de opinião representam um peso de 1/3.

A edição deste ano apresentou um desafio para análise dos resultados: a crise econômica, social e sanitária que aflige o mundo todo. As pesquisas de opinião foram coletadas durante a primeira onda da COVID-19 em muitos países e, embora não tenham tratado diretamente de questões relacionadas à pandemia, é natural que as respostas obtidas reflitam em certo grau a situação em curso. Além disso, é evidente o papel crucial que as ferramentas tecnológicas e os projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) têm desempenhado na batalha mundial contra a COVID-19, diante da corrida para adaptação a relações remotas e pelo desenvolvimento de soluções biomédicas. Assim, é razoável admitir que as tendências captadas pelos resultados apresentados sejam acrescidas de significância, dado o crescente papel da geração de conhecimento e desenvolvimento de talentos em combinação com regulamentação e infraestrutura eficazes para propulsão da competitividade digital.


O BRASIL NO RELATÓRIO DE COMPETITIVIDADE DIGITAL 2020

O avanço do Brasil no Ranking de Competitividade Digital 2020 está atrelado ao ganho de posições para o fator de conhecimento, tendo sido mantida estabilidade nos demais fatores. Se analisarmos os dados para os últimos 5 anos, observamos que o país parece estar se recuperando de uma perda anterior para conhecimento, mas enfrenta dificuldades para sustentar o ritmo de avanço para prontidão para o futuro, que configura, ainda assim, seu melhor fator. A tabela 2 registra a progressão dos resultados para os últimos 5 anos.??

Tabela 2: Classificação geral do Índice de Competitividade Mundial 2020
Fonte: IMD World Digital Competitiveness Ranking 2020

O fator de conhecimento é composto por três subfatores: talento, preparo e educação e concentração científica. Apesar de configurar entre os 10 países que mais investem publicamente em educação (9º), o Brasil apresenta um dos piores resultados no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) para a disciplina de matemática, ocupando a 55ª posição. Da mesma forma, a taxa aluno-professor (46º), a realização de educação superior (56º) e as graduações na área de ciências (55º) também não apontam na mesma direção que a dimensão dos gastos públicos em educação.

Por outro lado, os componentes da concentração científica apontam bons resultados: o país é o 8º com maior participação das mulheres nas pesquisas científicas, apesar de 51º para mulheres graduadas, o 9º com maior produtividade da P&D por publicação e o 14º com maior emprego de robôs na educação e P&D. Esses dados refletem os gastos totais com P&D (31º), apesar da baixa composição de pessoal de P&D (44º) e baixa empregabilidade técnica-científica (40º) relativas.

Componentes do subfator talento apontam a percepção negativa do empresariado brasileiro em relação à suficiência da experiência internacional dos administradores (58º), atratividade de pessoal qualificado estrangeiro (58º), eficiência da gestão das cidades para incentivo do desenvolvimento de negócios (60º) e disponibilidade de mão de obra digital-tecnológica (62º). Ao mesmo tempo, o empresariado admite que o treinamento profissional não é uma prioridade nas empresas (59º).

Quando nos concentramos no subfator de concentração científica, identificamos as grandes Universidades Públicas brasileiras, dentre federais e estaduais, como importantes polos de realização de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no cenário internacional. Ao todo, 52 universidades do país configuram entre as mais bem avaliadas no mundo, segundo World University Rankings 2021[1], que reúne 1527 universidades em 93 países e regiões e considera fatores relacionados ao ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectiva internacional. A Universidade de São Paulo (USP) é a instituição brasileira mais bem ranqueada (faixa 201-250), seguida pela Universidade de Campinas (Unicamp, faixa 401-500).

O estudo A Pesquisa no Brasil: Promovendo a Excelência[2], disponibilizado em 2019 pelo Web of Science Group, segmento da Clarivate Analytics, para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), reforça a grande produtividade científica brasileira - o país ocupa a 13ª posição no mundo em termos de produção de artigos e revisões de pesquisa indexados na Web of Science - e destaca a existência de “bolsões de excelência", em termos de impacto de citações, nas áreas de ciências da vida, ciências físicas e engenharia. Novamente, as universidades públicas aparecem como principal protagonista, sendo que as 15 universidades com maior produção de pesquisa, todas públicas, são responsáveis por mais de 60% da produção total. Também aqui, a USP e a Unicamp aparecem em posição de destaque, junto a outras universidades também listadas no ranking da THE. Outro fator que merece atenção é a importância da colaboração entre academia e indústria para a produção científica. Entre 2015 e 2018, 81% dessas publicações conjuntas resultaram de colaborações entre universidades públicas e indústria.

Por fim, o Ranking de Competitividade dos Estados 2020[3], do Centro de Liderança Pública, possibilita analisar a competitividade de cada unidade federativa do país para os pilares de educação, capital humano e inovação, entre outros. São Paulo aparece na liderança do ranking de educação, que reúne indicadores de desempenho dos alunos e taxas de atendimento, abandono e frequência para os diferentes níveis de ensino. Embora para o pilar de capital humano o Distrito Federal assuma a liderança, se sobressaindo na população com ensino superior, produtividade do trabalho e qualificação dos trabalhadores, é São Paulo novamente que se sobrevale no pilar de inovação, o qual analisa a oferta de bolsas de mestrado e doutorado, a ocorrência de empreendimentos inovadores, os investimentos em P&D, o registro de patentes e o desenvolvimento de pesquisa científica. Essas observações convergem com os apontamentos anteriores e, juntos, conferem ao estado paulista posição de destaque para o fator de conhecimento considerado no Ranking de Competitividade do IMD.

Em relação ao fator tecnologia, observamos um avanço em relação ao último ano para a estrutura regulatória brasileira (52ª posição, avanço de 5 posições) e para a estrutura de capital (58ª posição, avanço de 3 posições). Em contraposição, a constância para o subfator de estrutura tecnológica observada nos últimos 5 anos parece ter sido quebrada, tendo o país caído 3 posições em relação a 2019 (50º em 2020). Esses avanços, de um lado, e retrocessos, de outro, explicam a estagnação do país para o fator tecnologia.

A percepção dos executivos apresentou melhoras em relação às leis de imigração para contrato de trabalho estrangeiro (30º), à atuação do ambiente legal no incentivo à aplicação e desenvolvimento de tecnologias (55º), ao encorajamento à pesquisa científica através da legislação (55º) e ao cumprimento dos direitos de propriedade intelectual (51º), mas, com exceção do primeiro, ainda indica forte insatisfação em relação aos marcos regulatórios brasileiros.

Dois fatores merecem destaque em relação à estrutura de capital: a dificuldade de financiamento para desenvolvimento tecnológico percebida pela comunidade executiva (55º) e classificação de crédito do país medido a partir de um índice (0-60) das três classificações de crédito de país: Fitch, Moody's e S&P. Neste indicador o Brasil fica no 56º lugar com 25.3 pontos. Apesar disto o país saiu-se relativamente bem nos investimentos em telecomunicações tendo ficado na 38a posição com investimentos equivalentes a 0,31% do PIB. O benchmarking nesta variável é a Índia com investimentos equivalentes a 1,1% do PIB.

Finalmente, no que tange a estrutura tecnológica, apesar do amplo mercado de 3G e 4G (23º) representando 89,2% do mercado de telecomunicação móvel no país e das exportações de alta tecnologia (31º) com 12,95% das exportações de manufaturados, na pesquisa executiva observa-se que as tecnologias de comunicação não atendem às expectativas da comunidade empresarial (59º). Um dos fatores que talvez tenha pesado na avaliação dos respondentes tenha sido uma reação à baixa velocidade média de banda da internet com 19,5 Mbps (49º). Neste indicador os benchmarkings são Cingapura com 82,0 e 73,8 Mbps respectivamente. Para este relatório as velocidades de banda de internet são uma média compilada de quatro fontes diferentes: M-Labs / cablie.co.uk; Ookla; Akamai; e OpenSignal[4]

Não obstante aos indicadores apresentados, há no Brasil exemplos de boa prática no que tange o desenvolvimento tecnológico, como é o caso dos ambientes de inovação. O estudo Ecossistemas de empreendedorismo inovadores e inspiradores[5], realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), destaca três cidades cases que têm apresentado sucesso na promoção da capacidade de inovação e empreendedorismo – Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais, Campina Grande, na Paraíba, e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Além da capacidade de empreendedorismo e inovação, essas cidades têm em comum a capacidade de articular a dinamização regional e gerar impactos e benefícios sociais com base em:

1.Sólidas redes institucionais de alicerce, com especial atenção aos mecanismos de proteção da propriedade intelectual;
2. Significativo desenvolvimento da capacidade de empreendedorismo, seja através de incentivos fiscais para PD&I, suporte a startups e empreendimentos nascentes ou abertura ao fluxo de talentos. Mais ainda, parece existir uma tendência de hibridização dos mecanismos de apoio a empreendimentos inovadores (coworking, incubadora, aceleradora, capital de risco, etc.);
3. Forte apoio do poder público e atuação do setor acadêmico na formação de mão de obra qualificada e geração de empreendimentos inovadores, garantindo suporte inicial para construção, crescimento e sustentabilidade dos ecossistemas de inovação.

Mais especificamente, em Santa Rita do Sapucaí estão reunidos os fatores-chave para sucesso de um arranjo produtivo local (APL), tais quais componentes geográficos, histórico social, exploração de um setor econômico (eletroeletrônica), multiplicidade de firmas concorrentes e complementares inter-relacionadas e base educacional. Em 2019, a cidade possuía 153 empresas ao todo, sendo 90% micro e 8% médias empresas que investem próximo de 9% do faturamento em P&D, com o diferencial de trabalharem em sinergia. Campina Grande, por sua vez, teve um ecossistema inovador construído com bases em fatores histórico-sociais que ligam a cidade à ideia de progresso econômico, tendo a indústria de algodão atuado intensamente nesse sentido. Além disso, a cidade se adiantou na construção de parques tecnológicos, com marca já em 1984, à época da criação da Fundação PaqTcPB. Assim como em Santa Rita do Sapucaí, o pioneirismo na constituição de escolas técnica e superiores impulsionou a criação de empresas de base tecnológica e o desenvolvimento econômico. Por fim, o desenvolvimento inovativo de Porto Alegre se pautou no intenso estímulo do poder público, com participação das universidades e entidades da sociedade civil através do Programa Porto Alegre Tecnópole. Essa dinâmica se renova e se reforça, evidenciada mais recentemente pelo Pacto Alegre, que busca transformar a cidade em um ecossistema de inovação de classe mundial.

No entanto, o estudo mostra que mesmo nessas cidades-exemplo há um grande gargalo no que tange o acesso a estruturas de investimento, como fundos de venture capital. Tal observação é corroborada pelo relatório de Competitividade Digital, que aponta a dificuldade de acesso a venture capital (49º) e a ineficiência dos serviços financeiros e bancários no apoio das atividades empresariais (45º) percebidas pelo empresariado.

Em entrevista com a equipe do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da FDC, o professor Rogério Abranches, Coordenador do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo do Instituto Nacional de Telecomunicações de Santa Rita do Sapucaí, reforçou detalhes importantes para o sucesso sustentável do ecossistema de inovação desenvolvido no local. De fato, o desenvolvimento de instituições acadêmicas teve papel central na dinâmica local, mas a articulação dos setores público, privado e social mostrou-se, desde sempre, fundamental para a superação criativa de gargalos comuns à inovação em todo o país. A criação da feira do Inatel, em 1983, a partir de uma inquietação do então prefeito para reter ali o talento formado na cidade ilustra bem essa capacidade criativa e articuladora da região: com o objetivo de criar empresas na cidade que retivessem a mão de obra capacitada, a prefeitura se comprometeu a oferecer as condições necessárias para permanência dos estudantes (habitação, por exemplo), enquanto o Inatel viabilizou o acesso a seus laboratórios. O resultado de tal esforço é notável ainda nos dias de hoje - a maioria absoluta dos donos das empresas de Santa Rita foram estudantes das escolas locais. Mais ainda, as instituições locais assumiram o compromisso de desenvolver o ambiente social para além das relações acadêmicas-profissionais, transbordando esforços inclusive para a promoção do acesso à cultura.

A observância de uma cadeia produtiva solidamente estabelecida parece ser um dos pilares centrais da dinâmica da cidade: a mão-de-obra qualificada é amplamente canalizada das instituições de ensino locais, as quais formam técnicos, desenvolvedores de softwares, engenheiros e administradores; os setores de telecom, segurança eletrônica, equipamentos biomédicos, tecnologia para o agronegócio, infraestrutura, entre outros, são muito fortes e atuam no sentido de compartilhamento de estruturas físicas e cooperação tecnológica; a qualidade da infraestrutura tecnológica é garantida por empresas locais, a exemplo de duas importantes provedoras de internet. E mais ainda, além da autossuficiência da cadeia produtiva, as empresas locais têm como mercado mínimo o Brasil, algumas inclusive em atividade de exportação.

Quando questionado sobre as estratégias das empresas locais para superar as limitações das estruturas de investimento, o professor Rogério explicou que durante décadas, as empresas do Vale da Eletrônica cresceram com recursos próprios, sem aporte de capital externo, a partir do desenvolvimento e comercialização de um lote piloto e reaplicação da receita gerada. Hoje, o processo de desenvolvimento de novas empresas conta com a importante atuação das incubadoras da Inatel e da própria prefeitura. Ainda que a convivência de fundos de investimento em Santa Rita do Sapucaí seja constante, com prospecção inclusive de um grupo de investidores anjo, Rogério identifica a ausência de uma uma atuação fixa como um grande gap do ambiente local, cuja solução permitiria maior propulsão de novos empreendimentos diante do tempo exigido para maturação de um investimento.

O último fator analisado pelo relatório do IMD, prontidão para o futuro, é composto por três subfatores: atitudes adaptativas, agilidade de negócios e integração de TI. Em relação à última edição, o Brasil teve avanço considerável no segundo subfator (de 58º para 41º) em função da melhora da perspectiva do empresariado, especialmente no que tange a habilidade de resposta rápida a oportunidades e ameaças (50º para 44º) e à agilidade das empresas (57º para 39º). Além disso, também registrou-se um ganho concernente à transferência de conhecimento entre empresas e universidades (59º para 54º), mas, apesar de o país não mais configurar entre os 10 últimos colocados do relatório, esse gargalo se mantém evidente pela percepção dos executivos. Outra grande fragilidade está relacionada com a aptidão empresarial para uso de big data e ferramentas analíticas nos processos de tomada de decisões (58º), não obstante ao tímido avanço de 2 posições. A edição deste ano incluiu um novo componente ao subfator de agilidade de negócios e os resultados para o país são positivos: o medo de falência não parece ser um grande impeditivo ao empreendedorismo, conferindo ao Brasil a 18ª posição.

Em relação às atitudes adaptativas, apesar de cair 6 posições, o país continua bem colocado no indicador do uso de serviços online que facilitam a interação do público com o governo (18º) apesar de estar apenas na 47a posição no indicador de governo digital (fornecimento de serviços governamentais online para promover o acesso e a inclusão dos cidadãos) ambos indicadores obtidos no "UN E-Government Knowledge Database"[6]

No que se refere à segurança digital, apesar de um avanço de 7 posições o país ainda aparece no 51 lugar na percepção da comunidade empresarial. Nesse ponto, vale resgatar um aspecto interessante abordado pelo professor Rogério Branches durante a entrevista realizada. Com vistas à promoção da transferência de conhecimento junto a empresas, foi criado o Inatel Competence Center (ICC), cuja proposta é desenvolver produtos, soluções e serviços a partir da demanda das empresas. Rogério aponta que:

“O que tem de diferente das demais instituições que transferem tecnologia pro mercado é que não são professores e pesquisadores que dedicam parte do seu tempo para fazer isso. São 450 profissionais de expertises diferentes, contratados pelo Inatel, que dedicam período integral exclusivo a desenvolver tecnologia para atender o mercado. Nossos pesquisadores não trabalham neste centro justamente para não se confundirem os objetivos, mas sempre que necessário um conhecimento mais aprofundado, eles são trazidos para atuação pontual em um projeto".

O ICC é hoje a maior fonte de recursos do Inatel e reúne entre seus clientes desde empresas da incubadora até grandes nomes do mercado, como Huawei, Ericsson e Nokia. Ao priorizar que parcela significativa da transferência de tecnologias do Inatel passe pelo ICC, o Instituto estabeleceu uma importante estratégia de agregação de valor.

[1] World University Rankings 2021/ Times Higher Education. Disponível em: <https://www.timeshighereducation.com/world-university-rankings/2021/world-ranking>.

[2] A Pesquisa no Brasil: Promovendo a excelência/Web of Science (Clarivate Analytics) – 2019. Disponível em: <https://discover.clarivate.com/Research_Excellence_Awards_Brazil_Download>.

[3] Ranking de Competitividade dos Estados 2020/Centro de Liderança Pública. Disponível em: <https://www.rankingdecompetitividade.org.br/>.

[4] Cable.co.uk; https://www.speedtest.net/th; Ad·www.akamai.com/; https://www.opensignal.com/

[5] Ecossistemas de empreendedorismo inovadores e inspiradores/ SEBRAE – Brasília: Sebrae, 2020. Disponível em: <https://informativo.anprotec.org.br/estudoecossistemas>.

[6] https://publicadministration.un.org/egovkb?