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Empresas apostam na construção industrializada em aço para dar vida a coworking e ambientes de trabalho híbridos

Redação - 25 de junho de 2021 481 Visualizações
Empresas apostam na construção industrializada em aço para dar vida a coworking e ambientes de trabalho híbridos

Conhecido pela vantagem em oferecer troca de experiências e geração de novos negócios, o movimento “coworking” já conquistava adeptos no Brasil mesmo antes da pandemia. Neste ano, após a onda de grandes escritórios que fecharam suas portas com a adoção do trabalho remoto, os ambientes compartilhados ganharam ainda mais usuários justamente por oferecer espaço corporativo, sem a preocupação de custos fixos de um escritório próprio diante de tantas incertezas.

A demanda e o movimento rápido do mercado fizeram com que muitos espaços já existentes passassem por uma transformação para atender às necessidades de seus clientes. Em São Paulo, a construção industrializada em aço ajudou a dar vida a um antigo galpão, que reúne áreas para escola, showroom dos principais players do segmento de jeans no Brasil, food hall e o coworking: o Denim City.

“Quando assumimos este projeto, nós tínhamos que fazer uma intervenção muito cirúrgica, pois precisávamos otimizar o espaço e o tempo. A estrutura metálica, contudo, foi tão bem executada que nós não temos nenhum acabamento e nenhuma peça sobre ela, ou seja, quando nós terminamos o projeto estrutural, todo o espaço já estava concluído”, explica o arquiteto e responsável pelo projeto, Jayme Lago Mestieri.

De acordo com o Centro Brasileiro da Construção em Aço, a estrutura metálica é uma aposta certeira para esses tipos de projeto devido à possibilidade de ser feita sob medida dentro das fábricas e longe dos canteiros de obras, dando abertura para que outras etapas do processo sejam feitas ao mesmo tempo.. No caso do projeto de Mestieri, o espaço onde hoje funciona o Brás Coworking – entre outros serviços – utilizou o vidro feito em fábrica como complemento, o que acabou por melhorar ainda mais a previsão de conclusão da reforma.

“A estrutura metálica deu um acabamento limpo, sem necessidade de retoque ou melhoria, o que também nos deu uma possibilidade de economia e redução de desperdício”, explica.

Na capital do Rio Grande do Sul, o movimento coworking conquistou o publicitário Alexandre Skrovonsky, que escolheu instaurar a sede de sua empresa de comunicação na Fábrica do Futuro, um ambiente que proporciona o formato de trabalho mais colaborativo, diferente do modelo operacional conhecido até então.

“Neste espaço, nós temos estrutura própria, mas com inúmeras áreas compartilhadas, com espaço para reunião e colaboração. Além de conviver com outros negócios físicos, essa experiência de rompimento do formato convencional trouxe inúmeros benefícios, como a forma de envolver as pessoas, o trabalho mais ágil e a possibilidade de participar de um sistema vigoroso de inovação, tecnologia, comunicação e arte”, contou.

A mudança da empresa foi efetivada em 2020, mas devido aos cuidados necessários e controle de disseminação do novo coronavírus, a equipe ainda não retomou ao trabalho presencial e aguarda o fim da pandemia para aproveitar, em sua totalidade, das vantagens da arquitetura industrial. Para o empresário, esse ambiente somente se tornou possível graças a adoção da construção industrializada em aço.

“A estrutura oferecida pela Fábrica do Futuro é uma adaptação de uma antiga fábrica que traz uma combinação de modernidade e leveza. Essa escolha arquitetônica, com espaços maiores e ambientes integrados adaptados com a melhor tecnologia e segurança, é um saldo muito positivo, porque causa um efeito visual que proporciona o bem-estar necessário e estimula a criatividade”, disse.

Trabalho híbrido

Com 300 m², a sede da linha de móveis planejados de alto padrão Live foi atualizada antes mesmo da instauração da pandemia no Brasil e tornou-se um espaço híbrido, flexível, sem postos de trabalho fixos e adaptável às diferentes demandas do dia a dia. Inaugurado em 2020, o projeto do Estudio Guto Requena já antecipava o movimento global de transformação dos espaços corporativos advindo da ampliação do home office.

Para manter a linguagem visual da marca, o ambiente foi incorporado a partir da aplicação de um conjunto conciso de materiais. “Uma mesma estante que se estende entre térreo e mezanino foi desenhada, por exemplo, com prateleiras leves produzidas em chapa metálica perfurada, painéis de cortiça e apoios estrategicamente posicionados, abrigando o essencial para o cotidiano e eventos”, explica a equipe de comunicação do estúdio.
Na contramão da grandiosidade do projeto, sua execução levou menos de um ano para ser completa.

Sobre o CBCA

O Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA) é uma entidade de classe, criada em 2002, com o objetivo de ampliar a participação da construção industrializada em aço no mercado nacional, realizando ações para sua divulgação e apoiando o seu desenvolvimento tecnológico no Brasil.
O CBCA tem como gestor o Instituto Aço Brasil e não é uma entidade comercial. Para acessar os últimos dados divulgados pela entidade, acesse: www.cbca-acobrasil.org.br/site/estatisticas.