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Capítulo II

Sistema da qualidade

19.8. Gestão da excelência e da qualidade

19.8.1. Introdução

Neste capítulo está fundamentada a gestão de processos direcionados para a qualidade e excelência na empresa. Já os indicadores de desempenho serão abordados em detalhes no capítulo específico sobre indicadores de desempenho.

O direcionamento da gestão dos processos tem como objetivo saídas que validam a gestão da excelência e da qualidade na empresa, observando também que muitas das saídas de um processo servem de entradas para outros processos, formando na realidade, uma rede de interferências e interdependências.

A gestão dos processos foram agrupados em áreas de conhecimento afins, de forma a facilitar o entendimento global da gestão de processos da excelência e da qualidade.

·      fundamentos da excelência e da qualidade: modelo de organização, liderança, responsabilidade pública e cidadania, responsabilidade técnica e qualidade do produto;

·      planejamento estratégico: formulação, desenvolvimento e implantação;

·      ações de responsabilidade junto a sociedade: social, ética, meio ambiente;

·       foco no cliente e no mercado: relacionamento, interfaces, parcerias;

·       conhecimento: divulgação, capital intelectual;

·       comunicações: interna e externa a empresa;

·       informações comparativas: ações internas e externas a empresa ( conhecimento do concorrente);

·       pessoas: sistema de organização do trabalho, capacitação e desenvolvimento, qualidade de vida e segurança do trabalho;

·       implantação do projeto (obtenção do produto): planejamento, orçamento e controle;

·       patrimônio: aquisição, operação, manutenção, produtividade dos equipamentos e instalações;

·       aquisição (Suprimento/Fornecedores/Parceiros): contratação, controle da execução dos contratos;

·       econômico financeira das empresas: tesouraria, aplicações;

·       administração: balanço contábil, social e ecológico, auditoria;

·       riscos da empresa e dos projetos;

·       aspecto jurídico da empresa;

19.8.2. Fundamentos da gestão do processo da excelência e da qualidade

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19.8.2.1. Modelo de organização

·       demonstrar claramente as intenções perante a empresa:

ü  dos acionistas;

ü  do conselho administrativo;

ü  da presidência;

ü  e da diretoria executiva.

·       agir com responsabilidade perante a sociedade civil e os órgãos governamentais;

·       agir com responsabilidade perante os acionistas, visando:

ü  a manutenção do capital;

ü  a proteção do patrimônio;

ü  lucros que possam ser retribuídos aos acionistas, e a participação a ser distribuídos entre os empregados.

·       procurar manter os índices de liquidez, de endividamento, entre outros, em patamares aceitáveis pelo mercado financeiro;

·       política da qualidade: uso dos princípios da gestão de qualidade, estabelecendo indicadores de desempenho de forma sistemática e transparente para melhorar continuamente a eficácia e eficiência do desempenho da organização; registros de documentos pertinentes para apoiar uma operação eficaz e eficiente dos processos da organização; identificar os responsáveis , os gestores de processo e dar-lhes plena responsabilidade e autoridade;

·       identificar, com clareza de objetivos, as áreas de conhecimento da empresa ou mesmo externas a ela, e as pessoas (ou grupos) que nela atuam;

·       oferecer as melhores condições para seus clientes;

·       oferecer produtos e serviços diferenciados, com qualidade, e com valor técnico e econômico reconhecidos;

·       confiança e respeito mútuo, demonstrados por meio de ações concretas perante:

ü  a sociedade;

ü  os clientes;

ü  os fornecedores;

ü  seu pessoal;

ü  e seus parceiros.

·       comprometimento com as ações propostas no planejamento estratégico:

ü  dos acionistas;

ü  do conselho administrativo;

ü  da presidência;

ü  da diretoria executiva;

ü  dos participantes do plano e de seus subordinados.

·       estar presente de forma contínua e atuante no andamento dos projetos (contratos), independente do seu valor monetário;

·       tomar medidas necessárias e concretas para atender as prioridades dos clientes;

·       agir com justiça, ética e imparcialidade perante a sociedade;

·       reconhecer os esforços coletivos para a obtenção dos melhores resultados para a empresa;

·       fazer o que precisa ser feito, sem medo de assumir riscos;

·       tomar atitudes que surpreendam positivamente os clientes internos e externos;

·       estabelecer regras bem definidas para promover um ambiente de trabalho interno seguro e saudável;

·       ser tecnologicamente inovadora na execução dos seus serviços;

·       tornar claro os registros contábeis e sociais de suas ações;

·       assegurar que o ambiente de trabalho exerça uma influência positiva na motivação, satisfação e desempenho das pessoas para aumentar o desempenho da organização.

·       identificar e gerenciar riscos, buscando oportunidades de melhoria de desempenho;

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19.8.2.2. Liderança

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19.8.2.3. Responsabilidade pública e cidadania

·      participar em eventos sócio-culturais da comunidade onde a empresa atua;

·      participar ativamente de entidades de classe, que representam seu setor, interagindo com todas as esferas governamentais, visando o benefício mútuo entre empresas e governo;

·      assistência médica a indivíduos ligados diretamente ao desenvolvimento dos negócios da empresa;

·      parcerias com as universidades para o  desenvolvimento de determinados produtos ou serviços;

·      prestar serviços via internet;

·      participar de campanhas de donativos;

·      participação em campanhas políticas, deixando claro os valores de contribuição, dentro das leis do tribunal eleitoral.

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19.8.2.4. Responsabilidade técnica e qualidade do produto

·       coerência com a visão inserida no planejamento estratégico e as necessidades atuais e futuras da organização e com os mercados atendidos;

·       realizar sob a liderança da alta direção da empresa estudos que envolvam novos e modernos equipamentos, materiais e mão de obra especializada;

·       procurar, sempre que possível, a aplicação de técnicas de vanguarda e que possam trazer novidades tecnológicas e custos acessíveis;

·       procurar produzir produtos com a melhor qualidade possível.

19.8.3. Gestão do processo do planejamento estratégico

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19.8.3.1. Formulação das estratégias

·       deve ser fruto de trabalho em equipe envolvendo a organização;

·       realizar sob a liderança da alta direção da empresa e, quando necessário, apoiado por especialistas externos e facilitadores internos provenientes da área de conhecimento e inteligência de negócios da empresa;

·       esse trabalho normalmente é executado:

ü  em um ciclo de reuniões no final de cada ano;

ü  em reunião de conclusão realizada fora das instalações da empresa;

ü  exprimindo o que precisa ser atingido ou ainda a área de foco.

·       buscar ações que estejam sempre adequadas às dimensões de cada empresa e as necessidades de todos os segmentos interessados;

·       montar formas e tipos de informações do cenário do momento, assim como projeções futuras utilizadas como base no desenvolvimento estratégico.

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19.8.3.2. Desenvolvimento e implantação das estratégias

·      as principais informações para a formação do planejamento estratégico podem ser consideradas, entre outras, as seguintes:

ü  as ações governamentais nos níveis federal, estadual, municipal, autarquias e fundações;

ü  quadro político nacional, estadual, municipal, autarquias e companhias mistas;

ü  ações sociais;

ü  projeções econômicas;

ü  ambiente interno e externo da empresa;

ü  o potencial de mercado;

ü  os clientes;

ü  o potencial econômico da empresa;

ü  a força de trabalho de sua equipe;

ü  o potencial patrimonial de suas instalações e equipamentos;

ü  o relacionamento e o potencial de seus fornecedores e parceiros na execução de seus serviços;

ü  os procedimentos com relação ao meio ambiente;

ü  a forma ética da atuação da empresa;

ü  as ações dos concorrentes;

ü  os riscos dos negócios, inclusive aqueles relacionados com o meio ambiente.

·      o alinhamento entre as estratégias e a sua implantação é assegurada nas ações das áreas de conhecimento, departamentais ou setoriais, dependendo das dimensões da empresa;

·      é de vital importância que se implante um plano de treinamento buscando objetivamente a implantação do plano estratégico nos níveis táticos e operacionais, e em todas as áreas que necessitam ser incorporados novos conhecimentos técnicos, administrativos e de software.

19.8.4. Gestão do processo na sociedade (área de conhecimento)

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19.8.4.1. Responsabilidade social

As atividades com relação às responsabilidades sociais busca:

·         primeiramente, identificar de forma clara e objetiva as necessidades mais importantes;

·         forma de atuar no tratamento dos impactos sociais;

·         analisar junto à sociedade os resultados dos primeiros tratamentos;

·         reagrupar e organizar novos tratamentos para as eventuais pendências;

·         incentivar os fornecedores e parceiros à adesão aos compromissos relacionados com meio social.

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19.8.4.2. Responsabilidade socioambiental

·      organizar e promover ações mitigadoras de prevenção dos impactos ambientais e o tratamento dos passivos ambientais;

·      informar a sociedade sobre como os principais impactos associados aos serviços e produtos são tratados pela empresa;

·      incentivar os fornecedores e parceiros à adesão dos compromissos relacionados ao meio ambiente.

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19.8.4.3. Responsabilidade ética

·      a empresa deve gerenciar os seus negócios de maneira ética e transparente, considerando:

ü  os interesses da sociedade e incorporando-os ao planejamento de suas atividades;

ü  tornar-se parceira e corresponsável pelo desenvolvimento ético de nossa sociedade.

·      tratamento ético da empresa com relação:

ü  à sociedade;

ü  aos órgãos governamentais;

ü  aos acionistas;

ü  aos seus clientes;

ü  ao seu pessoal;

ü  ao seu patrimônio;

ü  aos seus parceiros, fornecedores e prestadores de serviços;

ü  aos seus concorrentes;

ü  ao exercício de cidadania;

ü  e ao meio ambiente.

19.8.5. Gestão do processo com foco no cliente e no mercado

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19.8.5.1. Relacionamento com o mercado

·       este processo permeia por toda a estrutura de negócios e objetivos da empresa e engloba as seguintes relações:

ü       conhecimento da existência do mercado dos clientes e a identificação das suas necessidades;

ü      conhecimento, por parte do mercado e dos clientes, da existência da empresa e do seu potencial técnico e econômico.

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19.8.5.2. Interfaces com os clientes

·      a empresa, na obtenção de um negócio, deve se relacionar com o cliente nas seguintes interfaces:

ü  conhecimento das necessidades do cliente;

ü  possibilidades de execução dos serviços por parte da empresa;

ü  habilitação para a execução dos serviços;

ü  pré-contratação com a validação da proposta técnica e comercial;

ü  contratação final;

ü  execução dos serviços;

ü  entrega do empreendimento;

ü  assistência pós-entrega.

·      as empresas de engenharia atuam normalmente em dois segmentos de mercado: área pública e privada;

·      a empresa, no relacionamento com o cliente, deve se basear nos seguintes pontos de ação:

ü  continuidade operacional;

ü  canais claros de comunicação com o cliente;

ü  linguagem adequada;

ü  contatos pessoais;

ü  disponibilidade, prestabilidade, receptividade, flexibilidade de ações;

ü  base de preço;

ü  nos termos do contrato;

ü  contatos com departamentos operacionais;

ü  preocupação com a segurança;

ü  preocupação com o social;

ü  preocupação com o meio ambiente;

ü  atendimento correto as cláusulas contratuais;

ü  agilizar ações que envolvam soluções de atendimento rápido às reclamações do cliente.

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19.8.5.3. Formação de parcerias

·       deve ter boa imagem ética, técnica e saúde financeira, para poder se candidatar à formação de parcerias com outras empresas, em forma de consórcio, para poderem conseguir contratos de maior vulto daqueles individualmente conquistados.

19.8.6. Gestão do processo do conhecimento

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19.8.6.1. Divulgação do conhecimento

·      manter a força de trabalho da empresa informada sobre os principais acontecimentos das áreas, entre elas: engenharia, marketing, comercial, técnica, administrativa, aquisições, produção ( implantação de projetos), recursos humanos, de sistemas, entre outros;

·      divulgar suas estratégias e conhecimentos junto às partes interessadas, internas e externas, à empresa.

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19.8.6.2. Capital intelectual

·      medir e proteger os ativos que compõem o capital intelectual da empresa;

·      desenvolver e melhorar o capital intelectual da empresa de forma a aumentar o valor agregado dos serviços assim como a competitividade da empresa, por meio de treinamento continuo, planejamento de carreira, envolvimento no estabelecimento de objetivos e na tomada de decisão, reconhecimento recompensado, facilidade de comunicação;

19.8.7. Gestão do processo das comunicações

·       identificar e tratar as necessidades da comunicação (informações sistematizadas) para apoiar as operações diárias, assim como, as tomadas de decisão em todos os níveis e áreas da organização;

·       estabelecer formas e níveis operacionais da comunicação (de informações necessárias) e disponibilizá-las aos usuários;

·       meios de comunicação eletrônico e áudio visual, como correio eletrônico e páginas na internet;

·       assegurar a integridade, atualização e confidencialidade das informações.

19.8.8. Gestão do processo das informações comparativas

·     acompanhar os resultados técnicos, operacionais, custos e resultados econômicos dos diversos projetos, investimentos (contratos) da empresa;

·     acompanhar as atividades de desenvolvimento técnico, econômico e financeiro dos concorrentes;

·     manter-se atualizada sobre os resultados operacionais dos concorrentes;

·     manter-se atualizada sobre o cenário montado no momento da implantação do planejamento estratégico e o cenário atual;

·     avaliar a produtividade e eficiência dos serviços realmente executados, comparando-os com os da produtividade estabelecidos no planejamento e orçamento básico inicialmente projetado;

·     avaliar a produtividade e eficiência dos equipamentos alocados na execução dos serviços (produtos) executados, comparando-os com o projetado inicialmente.

19.8.9. Gestão de processo das pessoas

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19.8.9.1. Sistema e organização do trabalho

·      privilegiar o trabalho em equipe nas estruturas hierárquicas e nas estruturas operacionais, matriciais e de aprendizado, todas de forma perene às necessidades estratégicas da empresa;

·      descrever e avaliar os cargos para que cada descrição corresponda a um nível de faixa salarial de mercado;

·      estruturar e viabilizar a criação de níveis, agrupamento de processos afins, promoção de intercâmbio de experiências de melhoria contínua dos serviços e elevada força de trabalho.

·      identificar o fluxo operacional das etapas de trabalho nas seguintes principais etapas:

ü  análise do projeto;

ü  período em que deve ser executado;

ü  análise dos eventos mais simples;

ü  considerações sobre os eventos mais complexos;

ü  organização dos eventos;

ü  níveis de produção;

ü  interdependência entre serviços, equipamentos e mão de obra;

ü  os serviços de apoio;

ü  o canteiro de obras;

ü  a formação de equipes;

ü  o acampamento;

ü  o suprimento;

ü  a liberação para execução dos serviços;

ü  controles e revisões.

·      organizar o trabalho segundo, entre outros, os seguintes procedimentos:

ü  eliminar operações desnecessárias;

ü  reduzir os tempos ociosos;

ü  inter-relações ordenadas entre as diversas operações;

ü  evitar a desordem do canteiro de obras;

ü  racionalizar os locais de trabalho;

ü  racionalizar o fluxo de materiais;

ü  racionalizar a distribuição de equipamentos;

ü  prevenir os acidentes de trabalho;

ü  escolher os materiais adequados;

ü  integrar as ações do sistema homem-máquina;

ü  integrar as ações do sistema homem-material;

ü  integrar as ações do sistema máquina-material;

ü  coordenar as ações de execução dos serviços entre espaço e tempo;

ü  controlar o tempo entre as atividades do pessoal e do equipamento.

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19.8.9.2. Capacitação e desenvolvimento

·      capacitar as equipes de trabalho por meio de educação, treinamento e informação a partir de um conjunto de iniciativas, todas decorrentes direta ou indiretamente da estratégia da empresa;

·      programar treinamentos práticos e objetivos, tornando as equipes de trabalho agentes ativos na melhoria da capacidade em levar adiante as tarefas previstas no cenário do planejamento estratégico;

·      programar ações de treinamento junto às universidades, com carga teórica e prática;

·      programar palestras internas, de modo que as equipes de trabalho apresentem seus projetos especiais, e debatam com outros agentes ativos, incorporando as sugestões pertinentes.

·      capacitar as forças de trabalho, entre outros, para:

ü  a imaginação produtiva;

ü  a quebra de paradigmas;

ü  a eliminação do medo de correr riscos;

ü  o diálogo em equipe;

ü  habilidades de comunicação;

ü  aprendizagem coletiva;

ü  criar clima de sinergia;

ü  eliminar obstáculos;

ü  formação de líderes;

ü  mapeamento das áreas de risco.

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19.8.9.3. Qualidade de vida e segurança no trabalho

ü  desenvolver ações para materialização e manutenção da política de segurança;

ü  manter ativo o programa de integração em segurança, dirigido a todos os empregados recém chegados;

ü  disponibilizar equipamentos de proteção individual e coletivo adequados aos riscos;

ü  manter o programa de limpeza do local de trabalho;

ü  manter o programa de inspeções e treinamento de segurança.

19.8.10. Gestão de processos do produto (área de conhecimento)

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19.8.10.1. Gestão de processos relativos ao planejamento, ao orçamento e ao controle dos projetos

·      gerenciar a estratégia operacional/validação/execução relativos ao planejamento; orçamento dos empreendimentos da empresa, no contexto dos negócios  apresentados no planejamento estratégico da mesma;

·      analisar os principais eventos que compõem o projeto;

·      definir com clareza:

ü  o que produzir;

ü  quantidade que se deve executar;

ü  período de tempo em que deve ser executado;

ü  condições gerais de trabalho.

·      nas condições de trabalho explicitar:

ü  localização dos projetos;

ü  acessos;

ü  meio de transporte;

ü  calendário de trabalho;

ü  interferências;

ü  mão de obra;

ü  apoio logístico;

ü  infraestrutura;

ü  recursos de água, energia elétrica e combustíveis.

·      organizar os eventos perante o tempo, evidenciando a interdependência das diversas atividades, o caminho crítico e as folgas;

·      determinar os níveis de produção no planejamento básico inicial e compará-lo com o realmente executado.

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19.8.10.2. Gestão de processos relativos à execução dos serviços e à obtenção dos produtos

·      gerenciar a estratégia operacional/validação/execução dos serviços e obtenção dos produtos (dos projetos) da empresa, riscos, meio ambiente, no contexto dos negócios  apresentados no planejamento estratégico da mesma;

·      os processos para a obtenção de um projeto, produto, requerem uma somatória de esforços de outros processos que formam uma rede de interferências interdependentes, por exemplo, área de engenharia, aquisições, recursos humanos, patrimônios, entre outros;

·      manter o processo operacional de produção dos serviços em congruência com:

ü     os desenhos;

ü     especificações técnicas e normas técnicas;

ü     os setores de engenharia, patrimônio, suprimento, administração, recursos humanos, fornecedores, parceiros, cláusulas contratuais pertinentes ao contrato que gere o projeto, e o planejamento e custos que originaram a composição orçamentária contratual.

·      estudar o ciclo operacional dos equipamentos, buscando:

ü    os micromovimentos que ocorrem;

ü    a perfeita caracterização do início de cada movimento;

ü    as unidades de movimento;

ü    os movimentos padronizados;

ü    os movimentos mecanizados e manuais;

ü    os movimentos fixos e variáveis, as interrupções.

·      estudar o ciclo operacional da mão de obra considerando:

ü    rotatividade da mão de obra;

ü    região do país;

ü    serviços que ocorrem com frequência;

ü    familiaridade da mão de obra com o material a ser aplicado.

·      analisar os rendimentos considerando:

ü    as condições climáticas e do solo;

ü    reparos de manutenção preventiva e corretiva;

ü    imperícia do operador;

ü    estado do equipamento;

ü    outros fatores aleatórios.

·      coordenar os trabalhos:

ü     nas frentes de serviços;

ü     e nos canteiros de apoio relacionados, entre outros como as centrais de armação, de carpintaria, de pré-moldado, oficina mecânica, almoxarifado, escritórios de campo; centrais de ar comprimido.

·      monitorar os processos de execução dos serviços por meio de indicadores de produtividade e competitividade, que devem estar alinhados aos indicadores de planejamento e orçamento básico.

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19.8.10.3. Gestão de processos de apoio

·       gerenciar a estratégia operacional/validação/execução dos processos de apoio e dos contratos dos projetos da empresa, no contexto dos negócios apresentados no planejamento estratégico da mesma;

·       identificar com clareza as necessidades de execução do projeto, entre outros:

ü  execução ou complementação de projetos do projeto;

ü  consultores especializados em serviços técnicos;

ü  pessoal direto, indireto;

ü  equipamentos de execução dos serviços pertencentes ou não ao patrimônio da empresa;

ü  insumos necessários pertencentes aos ativos do projeto;

ü  equipamentos pertencentes ao ativo do projeto;

ü  recursos financeiros e administrativos.

·       gerenciar os requisitos-chave acima indicados nas áreas específicas da empresa: comercial, engenharia, pessoal, patrimônio, suprimento e financeiro.

19.8.11. Gestão de processos relativos ao patrimônio

·      gerenciar a estratégia operacional/validação/execução do patrimônio da empresa, no contexto dos negócios  apresentados no planejamento estratégico da empresa;

·      gerenciar as atividades do patrimônio da empresa, entre outros:

ü      as aquisições de equipamentos;

ü      a manutenção preventiva, corretiva e industrial;

ü      a operação, o histórico de produtividade e custos operacionais dos equipamentos compartilhados com os tipos de serviços e os projetos;

ü      controle administrativo envolvendo a depreciação real e as horas produtivas, paradas e ociosas;

ü      o confronto entre a depreciação real e a contábil de acordo com as regras contábeis de depreciação.

·      gerenciar e assessorar a área de engenharia e de produção da empresa nos estudos de planejamento e orçamento na aquisição de novos contratos;

·       gerenciar com os fornecedores a formação de estoque mínimo de peças.

19.8.12. Gestão de processos relativos à aquisição (suprimento/fornecedores/parceiros)

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19.8.12.1. Gestão da contratação

·    gerenciar a estratégia operacional/validação/execução das atividades do setor de aquisição (suprimentos) e em especial dos contratos dos projetos da empresa, no contexto dos negócios  apresentados no planejamento estratégico da mesma;

·      otimizar as quantidades de fornecedores e parceiros;

·      estabelecimento de comunicações com os parceiros e fornecedores;

·      identificar com clareza os insumos necessários na execução do projeto;

·      gerenciar os ativos qualificando o menor preço global com qualidade e prazos históricos atendidos;

·      gerenciar a parceria com fornecedores de mão de obra, equipamentos e serviços especializados;

·      gerenciar a política de estoque com os fornecedores de matéria-prima.

19.8.13. Monitoramento da execução dos contratos

·       a estratégia operacional/validação/execução dos contratos dos projetos da empresa, no contexto dos negócios  apresentados no planejamento estratégico da mesma;

·       os custos, receita e o fluxo de caixa de cada contrato, e comparar com os do orçamento original;

·       as parcelas preponderantes do orçamento de custos com o realmente executado, por exemplo mão de obra de execução dos 65% dos principais serviços indicados na curva ABC de custos;

·       as tendências dos custos versus as receitas, ressaltando, principalmente, as de desempenho inferior àquelas orçadas, e outras informações pertinentes.

19.8.14. Gestão econômico-financeira

·      gerenciar a estratégia operacional/validação/execução da posição econômica-financeira da empresa, no contexto dos negócios,  apresentados no seu planejamento estratégico;

·      monitorar os custos indiretos da empresa, entre outros, das áreas de: engenharia, patrimônio, pessoal e suprimento;

·      gerenciar as aplicações financeiras nas melhores taxas e com segurança, os empréstimos a curto e longo prazo para capital de giro e financiamento de ativos;

·      gerenciar os pagamentos devidos, entre outros: de pessoal, de fornecedores, dos impostos, dos ativos, dos financiamentos e dos dividendos;

·      gerenciar os recebimentos: dos ativos, dos atrasados e inadimplentes.

19.8.15. Gestão da administração

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19.8.15.1. Balanço contábil, social e ecológico

·      gerenciar a estratégia operacional/validação/execução do balanço contábil, social e auditoria da empresa, de acordo com as leis vigentes e no contexto dos negócios apresentados no planejamento estratégico da empresa;

·      monitorar as possíveis alterações na legislação contábil, tributária e fiscal.

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19.8.15.2. Auditoria

·     assegurar o estabelecimento dos processos por meio da obtenção de evidências objetivas que os requisitos existentes estão sendo atendidos, avaliando os pontos fortes e fracos do sistema e que devem ser aprimorados.   

 

19.8.16. Gestão dos riscos da empresa e dos projetos

·      assegurar que os riscos estabelecidos no planejamento estratégico da empresa e do projeto em particular, assim como o plano de contingência, sejam monitorados.

19.8.17. Gestão dos sistemas de informática

·      gerenciar a estratégia operacional/validação/execução de implantação dos sistemas de informática na empresa;

·      integrar os diversos sistemas na empresa de tal forma que possam se comunicar e integrar as informações das diversas áreas de conhecimento;

·      gerenciar a política de desenvolvimento e integração dos sistemas de informática e informação da empresa; 

19.8.18. Gestão sob o aspecto jurídico da empresa

·      gerenciar a estratégia operacional/validação/execução dos contratos dos projetos da empresa, no contexto dos negócios  apresentados no planejamento estratégico da mesma;

·      ser capaz de dar suporte ao conselho de administração e à alta direção da empresa nas questões jurídicas e legais;

·      direção da empresa nas questões jurídicas e legais;

·      gerenciar o contencioso da empresa, entre outros, nos aspectos trabalhistas e tributários;

·      gerenciar o contencioso nas concorrências em que a empresa participa.

19.8.19. Gestão dos riscos

19.9. Sistema da qualidade: procedimentos, controle e verificação

19.9.1. Introdução

A seguir, se apresenta uma descrição detalhada dos programas de controle, revisão e verificação de qualidade e os procedimentos de garantia da qualidade, que normalmente, se aplicam no desenvolvimento dos trabalhos para a empresa que tenha como objetivo a implantação de um projeto.

O objetivo dessa metodologia é definir, de forma clara e concisa, os procedimentos do sistema de gestão que serão utilizados na empresa. Mediante esses procedimentos, se controlará, revisará e verificará a execução dos trabalhos, a fim de assegurar que se cumpram os requisitos estabelecidos pelo cliente, tanto os gerais ou de políticas, como os próprios de cada produto ou atividade, e que igualmente se ajustem às exigências técnicas, em concordância com os princípios da gestão da qualidade adotados pela empresa. E empregando para isso, técnicas de acordo com o estado da arte da tecnologia e técnicas de valor para conseguir o melhor balanço funcional entre o custo, a confiabilidade e o desempenho.

Quando, como resultado desses processos, detectam-se anomalias ou disparidades entre os requisitos ou exigências, implementam-se as ações corretivas necessárias para repará-las, tendo em conta a incidência que possam ter na qualidade, o custo, a segurança e a operatividade das atividades do projeto.

19.9.2. Conceituação

Na concepção e planejamento dos processos deveremos levar em conta três etapas de seu desenvolvimento:

·         estabelecimento do marco conceitual para a formulação de procedimentos;

·         elaboração dos procedimentos gerais;

·         normalização de procedimentos.

No estabelecimento do marco conceitual se deve levar em conta as três fases dos processos: antes, durante e depois. Isso indica que os procedimentos deverão classificar-se em três tipos diferentes: os de planejamento e direção (antes); os de execução, operação e controle (durante) e os de avaliação (depois).

Na elaboração dos procedimentos gerais, se desenvolvem as estruturas gerais dos procedimentos baseados na prática e experiência dos integrantes na execução de trabalhos similares, e aqui se estabelecem os aspectos afins que deverão ser levados em conta para a normalização, ou seja, os procedimentos descrevem a forma como se propõe levar a efeito uma empresa, a qual se tem levado em conta os requerimentos dos termos de referência da execução.

A normalização dos procedimentos responde a uma sequência que vai desde a concepção, até o planejamento e à organização de todas as operações que compõem um procedimento numa forma lógica e controlada.

19.9.3. Marco conceitual

De acordo com estabelecido nos termos de referência, considera-se importante, para a garantia da qualidade, a definição de cada processo como o antes, o durante e o depois; com esta definição se assegura que durante todo o processo, desde sua planificação, sua execução, até o seu encerramento, deve-se levar a cabo a análise do desempenho do processo e o comportamento dos controles, responsabilidades, registros, revisões e verificações para garantir a qualidade do produto ou serviço.

No desenvolvimento desse nosso trabalho explicaremos as ferramentas que a empresa deverá ter para associar a cada processo ou atividade dos responsáveis pelo antes, durante e depois. Essa ferramenta é a matriz papel-responsabilidade.

A determinação do antes, durante e depois pode levar até o nível de detalhamento que se deseja, de acordo com as necessidades do projeto. Segundo o detalhamento que se faça do mesmo e para o nosso caso, estamos considerando que o estudo de viabilidade técnica e econômica já esteja definido, e se isso foi definido a partir do ciclo de vida do projeto, em que se identifica claramente o antes, durante e depois.

Consequentemente, para as funções estratégicas, técnicas, operacionais e instrumentais contempladas para a execução do projeto, definem-se o antes, durante e depois; o mesmo para cada uma das atividades que as conformam. A seguir se descrevem as fases que compõem o projeto e os processos que conformam cada uma.

Posteriormente, se descreverá para cada uma das funções - estratégicas, técnicas, operacionais e instrumentais - como se processa o antes, durante e depois, isto é, como será o processo da empresa, e ao longo de suas quatro fases para as atividades que compõem cada função.

Esses procedimentos se denominam gerais, pois descrevem de forma geral as atividades da empresa. Os procedimentos detalhados para cada atividade fazem parte do sistema de qualidade proposto e são realizados seguindo uma norma fundamental, ou parâmetros para a realização de procedimentos.

19.9.4. Processos correspondentes à execução do projeto

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19.9.4.1. Fase 1: concepção do projeto

Durante essa fase, a empresa conceberá, desenhará e submeterá à aprovação de sua diretoria e do cliente todos os elementos organizacionais, operacionais e de controle necessários para levar a cabo os trabalhos contratados de acordo com os documentos do contrato.

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19.9.4.2. Fase 2: organização e arranque do projeto - Iniciação

Durante essa fase a empresa implementará, induzirá e colocará em funcionamento os elementos organizacionais:

·       estabelecer a estrutura analítica;

·       estabelecer o programa diretor;

·       estabelecer a estimação de custos e fluxo de fundos para controle;

·       desenhar e implementar a organização;

·       desenhar e implementar os sistemas de planejamento e controle de garantia de qualidade, programação e custos;

·       desenhar e implementar o sistema de informação;

·       desenhar e implementar o sistema de arquivo;

·       obter as aprovações e permissões requeridas.

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19.9.4.3. Fase 3: execução do projeto

Durante essa etapa, a empresa executará as seguintes atividades:

·        executar a programação e controle:

ü  planejamento e programação;

ü  estimações e pressupostos;

ü  programação financeira;

ü  controle de custos;

ü  controle de programas;

ü  auditoria de garantia de qualidade;

ü  informes de engenharia de manutenção de software.

·        executar engenharia:

ü  planejar a engenharia;

ü  engenharia de valor;

ü  engenharia por garantia de qualidade;

ü  engenharia de operações e manutenção;

ü  elaborar relatórios técnicos.

·        gerir aquisições:

ü  engenharia de planejamento das aquisições;

ü  engenharia contratual;

ü  administração de contratos de fornecimentos;

ü  vistoriar;

ü  gerir necessidades de compra de terrenos e servidões.

·        executar o empreendimento:

ü  engenharia de planejamento da construção;

ü  administrar contratos de construção;

ü  construção;

ü  montagens de equipes;

ü  engenharia residente;

ü  elaborar informe final de construção.

·        apoio logístico requerido no lugar do projeto:

ü  acampamentos;

ü  armazém;

ü  transportes;

ü  serviços médicos.

·        por em operação o projeto:

ü  verificação da completa terminação das fases;

ü  seguimento de operações de montagem de equipes e provas;

ü  entrega do projeto;

ü  liquidação dos contratos;

ü  operação inicial e depuração;

ü  verificação do desmontagem das instalações;

ü  desmobilização.

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19.9.4.4. Fase 4: avaliação e término do projeto

·        uma vez concluído os trabalhos, a empresa procederá a avaliação técnica, econômica e administrativa correspondente ao projeto:

ü  liquidar contratos e garantias;

ü  fazer a avaliação técnica;

ü  fazer a avaliação financeira e revisão do custo de capital;

ü  fazer a avaliação da gestão do projeto;

ü  transferir a documentação;

ü  desmontar a organização do projeto e recursos.

19.9.5. Procedimentos gerais das funções estratégicas

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19.9.5.1. Introdução

As funções estratégicas tratam das relações da organização com o meio, isto é, com as interfaces internas e externas que de uma maneira ou outra interveem no processo da empresa na execução do projeto

As interfaces internas, como se disse, estarão compostas por aqueles elementos de execução do projeto que tenham relação com a organização da empresa nos aspectos fundamentais de sua função, principalmente aqueles que se relacionam com a programação: administrativa, técnica, aquisições, meio ambiente, patrimônio, riscos, custos e qualidade e de qualquer outro tipo que afete o cumprimento ou o desenvolvimento do programa e expectativas do cliente, e as interfaces externas que estarão compostas pelo cliente, fornecedores, subempreiteiros, autoridades locais e nacionais envolvidas.

Os aspectos estratégicos da empresa são, principalmente, aqueles que se relacionam com a programação, a técnica, os custos e qualidade do produto e os de outro tipo que afetem o cumprimento ou o desenvolvimento do projeto, e o cumprimento das expectativas do cliente, e, portanto, estão vinculados, em todo caso, às interfaces externas.

Entende-se que as relações da empresa com cada uma dessas entidades é diferente, e é função da estratégia definir um sistema de relações aplicáveis para cada caso, em que esteja de acordo com a forma como o cliente deseja que se conceba, organize, integre-se e se eleja um sistema, que interprete a funcionalidade e a maneira como o cliente concebe a execução dos trabalhos da empresa.

As principais funções estratégicas da empresa devem ser concebidas e planejadas antes do arranque de implantação, ou seja, durante as denominadas fases 1 e 2 do ciclo de vida do projeto, dividindo-se a apresentação em dois tipos de funções: as atividades estratégicas propriamente ditas, que se relacionam com a criação dos sistemas necessários para levar com sucesso as diferentes relações com o meio; e as funções de enlace, que consistirão na aplicação destes instrumentos durante a denominada fase 3 do projeto, ou fase de direção e operação.

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19.9.5.2. Atividades de relacionamento

19.10. Organização

19.10.1. Clima organizacional da empresa

As ideias e procedimentos gerais que se estabelecem para levar a cabo os trabalhos da empresa, só podem se desenvolver e ser vitoriosos dentro de um clima de ótimas relações entre a empresa e as outras organizações externas, e é essencial que esse clima surja da própria organização (empresa).

O trabalho da empresa deve estar fundamentado em sólidos princípios éticos, baseados no respeito à pessoa e ao trabalho como meio de sobrevivência, e com isso, a empresa deverá induzir todo seu pessoal, a um espírito de entendimento, cooperação e atitudes positivas de lealdade e solidariedade com os interesses do cliente, vigiando e fomentando, de maneira permanente, esses princípios que se consideram vitais para o cumprimento do trabalho da empresa, bem como para obter a satisfação do dever cumprido por cada um dos integrantes da organização.

Os procedimentos para alcançar esses fins seguem os seguintes passos:

·     Preparar um curso de indução baseado nos princípios enunciados e que contemple, entre outros, os seguintes aspectos:

ü     orientação do trabalho para a satisfação dos requerimentos do cliente;

ü     fomentar o clima de alta produtividade, cooperação, cortesia, boa-fé, alta moral, espírito positivo e entusiasmo da própria organização (da empresa);

ü    fomentar um espírito de trabalho em equipe nas relações com o cliente e contratistas, de maneira que os problemas ou diferenças que se apresentem se resolvam justamente, de boa fé, numa atmosfera de diálogo e de entendimento.

·     Orientar o trabalho e as experiências que brinda, para promover o desenvolvimento, crescimento e realização humana do pessoal da empresa, e criar estímulos para que cada pessoa faça o mesmo com as quais se relacionam durante o desenvolvimento do trabalho.

A organização e controle do trabalho deverão ser tal que permita melhorar dia a dia os seguintes aspectos:

ü     atitudes positivas para a organização e execução diligente do trabalho. Isso deve incluir a indução de uma atitude favorável do pessoal ante os procedimentos gerenciais, de auditoria e controle de qualidade que se implantem neste projeto;

ü     atitudes positivas para antecipar e minimizar os problemas potenciais mediante o bom contato, a comunicação e o conhecimento oportuno e atualizado de todas as atividades relacionadas com os trabalhos, o estado do projeto, e dos fatores externos que possam afetar o projeto.

Criar a consciência de que é necessário atender de uma maneira imediata e diligente as áreas em que se geram dificuldades ou problemas, de maneira que se resolvam pro-ativamente.

Desenvolver e manter um sistema de decisões equilibrado, que permita que elas se tomem no nível correto de acordo com os procedimentos claramente estabelecidos.

19.10.2. Atividades de enlace

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19.10.2.1. Introdução

As atividades de enlace das funções estratégicas consistem no manejo prático do sistema de relações indicado no numeral anterior. Esse manejo deverá ser feito durante a fase 3 do ciclo de vida do projeto, e usará como instrumento principal as reuniões, a correspondência e/ou os relatórios. Os procedimentos para levar adiante esses trabalhos, podem resumir-se assim:

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19.10.2.2. Informação básica requerida

·      organograma de todas as organizações que compõem as interfaces internas e externas, com o propósito de conhecer as diversas posições hierárquicas e os níveis de decisão. Esse conhecimento permite estabelecer com propriedade os dados necessários para a criação de um sistema de comunicação efetivo, seja mediante reuniões e/ou por correspondência;

·      lista dos compromissos básicos de cada organização de acordo com suas obrigações contratuais, prazos, objetivos, etc.;

·      estrutura analítica do projeto, o programa diretor do projeto e as fases do projeto;

·      estrutura analítica e os programas contratuais de todas as organizações que compõem as interfases interna e externa;

·      toda a informação técnica do projeto e relatórios técnicos do projeto;

·      proposta e o contrato do contratista de construção, e seus programas de execução e recursos;

·      programas e contratos dos subcontratistas;

·      toda informação de ordem técnica, contratual, procedimental ou programática, relacionada com o contrato.

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19.10.2.3. Definição da relação com as interfaces

As relações com as interfaces deverão:

·       fazer-se de forma oficial e documentada;

·       estudar a organização de cada uma das entidades que intervêm no projeto;

·       as formas de comunicação e enlace previstas por essas em cada um dos contratos;

·       reunião com o cliente para lembrar a melhor maneira de criar uma inter-relação com base em reuniões periódicas e comunicações escritas;

·       reuniões periódicas com um regulamento quanto a sua periodicidade, dia da semana, hora, duração, ordem do dia, secretária para levar as atas, regulamento para as secretárias das reuniões, que inclua datas para produzir rascunhos, prazos para que cada parte que intervir faça suas observações por escrito, prazo para deixar firme as atas e assinaturas pelas partes comprometidas;

·       ter numeral sobre as funções operativas, bem como nos procedimentos relativos do sistema de qualidade. Explica-se com mais detalhe o tipo de reuniões e sua periodicidade, etc.;

·       regulamento sobre a correspondência entre as partes, para definir destinatário oficial, lugar de entrega, verificação oficial das entregas e recibos, forma de referenciar os temas e subtemas, numeração e datas, destinatários das cópias e lugar oficial de entrega, forma de apresentar e numerar os anexos, etc., assinaturas dos responsáveis e dos que preparam a documentação, etc.

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19.10.2.4. Forma de enlace

As reuniões existem para conseguir uma coordenação efetiva dos diferentes programas, cujos compromissos e produtos a entregar devem ser correlacionados de forma completa, consistente e sistemática, a fim de garantir uma operação normal do projeto.

Esses compromissos das partes envolvidas são numerosos e deverão manter-se em dia, em perfeita coordenação pelos quais deverão ser manejados o mais alto nível gerencial. Para isso, se propõem três tipos de reuniões periódicas:

1      reunião de tipo técnico entre o cliente, a empresa e o assessor do desenho (projeto) referente a aspectos técnicos;

2      reunião estratégica de tipo contratual e programático entre o cliente e a empresa;

3      reunião estratégica de tipo programático e contratual com assistência do cliente, a empresa e os contratistas.

·       esse ciclo de reuniões, por exemplo, se fará a cada duas semanas, e sua duração dependerá da complexidade e abundância dos temas a tratar.

·       o ciclo se iniciará com uma visita ocular às diferentes frentes de trabalho, entre o cliente e a empresa, para constatar diretamente o avanço dos trabalhos, os recursos, os sistemas de execução, as soluções aplicadas, as dificuldades ou problemas que tenham surgido, as variações das condições contratuais não previstas, etc., do qual se tomará atenciosa nota para incluir nos temas do dia nas reuniões.

·       terminada a visita ocular se iniciarão as reuniões.

Na primeira reunião serão discutidos os temas técnicos, com a assistência do cliente, os assessores e a empresa, tendo a reunião dois produtos básicos:

1         em primeiro lugar, atualizar a lista de compromissos do desenhista em matéria de entrega de planos, relatórios técnicos, conceitos, etc., com o fim de resolver oportunamente os requerimentos do programa de construção e as soluções de tipo técnico que impliquem mudanças de desenho e/ou especificações de construção;

2         em segundo lugar, essa mesma lista, servirá de consulta em relação aos procedimentos e resultados da construção, em relação a qualidade que se deve obter nas obras de construção e/ou aclarações, às especificações de construção e interpretação de documentos técnicos, etc.

Depois dessa reunião, se continuará, principalmente, com uma reunião de tipo estratégico, contratual e programático:

·       em que o cliente e a empresa procederão à análise do avanço da obra, do controle de custos, dos problemas técnicos, dos reclamos do contratista e das condições imprevistas que se tenham apresentado

·       as possíveis mudanças de desenho, especificações, e outras mudanças que afetem o trabalho, etc., com o fim de lembrar as ações e/ou exigências que deverão ser feitas ao contratista e a outras organizações, com o fim de tomar as medidas corretivas do caso.

O objetivo mais importante desse tipo de reunião é conseguir acordos básicos entre o cliente e a empresa com o fim de unificar critérios, antes de proceder com a última reunião.

Para finalizar o ciclo, será feita uma reunião estratégica de tipo programático e contratual com participação do cliente, a empresa e demais contratista.

As duas reuniões anteriores servem como preparação para esta, e a informação previamente analisada permitirá resolver da maneira mais rápida e eficiente as dificuldades e os problemas do que o contratista proponha.

Portanto, um dos mais importantes objetivos dessa reunião será o de anular esforços e vontades para prevenir o surgimento de problemas, e se estes já se apresentam, evitar a todo custo que cresçam por falta de soluções oportunas. Também servirá a reunião para exigir ao contratista que à sua vez resolva com rapidez os problemas que lhe correspondem, e tome as medidas corretivas que sejam do caso.

Tanto as ações preventivas como a proposta de problemas e de soluções serão fielmente documentadas mediante atas segundo explicado anteriormente.

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19.10.2.5. Listas de compromissos

As listas de compromissos serão anexadas às atas de reunião, e incluem os compromissos previamente consignados nos programas contratuais e os que se adquirem mediante acordos ou convênios.

Essas listas de compromissos são essenciais e serão preparadas antecipadamente para cada trimestre, atualizando-as quando a isso tenha lugar.

Durante as reuniões se verificará o cumprimento desses compromissos e se farão os ajustes do caso.

Durante a execução das obras podem surgir diferentes tipos de dificuldades ou problemas, que incluem a falta de recursos suficientes, ou procedimentos e equipes inadequadas, ou situações não previstas, por isso, é necessário, por conseguinte, fazer ajustes nos programas de desenho, fornecimento ou construção da obra.

Conquanto, a coordenação da solução a essas situações e problemas, e os ajustes necessários a convir entre as partes pode ser um trabalho difícil, assim, o bom sucesso de sua superação estriba, em boa medida, em manter uma programação muito detalhada que inclua os recursos comprometidos, e um sistema de informação que permita documentar diariamente os acontecimentos de forma completa e sistemática em todos os aspectos do projeto.

O programa da empresa é a base para coordenar os demais programas, portanto, essas listas de compromissos, sua coordenação e ajuste permanente, deverão ser efetuadas para a organização mediante a discussão periódica com as partes interessadas.

No numeral sobre funções operativas, serão indicadas de forma mais ampla os procedimentos para criar, organizar e operar um sistema de gestão de programas, cujo produto final será manter ao dia essas listas de compromissos, as redes de C.P.M. e toda a informação básica para uso da gerência a nível estratégico.

Os compromissos gerados nas diversas reuniões, bem como os compromissos de especificações e cadernos de condições adquiridos no momento da assinatura do contrato e os que se creem pela correspondência gerada durante a execução do contrato, são controlados por meio do sistema de informação da empresa por meio do módulo chamado “sistema de compromissos”, o qual agrupa os diferentes compromissos por assunto e permite conferir em qualquer momento a história de cada um deles, isto é, a correspondência cruzada e as atas de reunião nas que se refere de dito compromisso.

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19.10.2.6. Procedimentos gerais das funções técnicas

As funções técnicas compreendem o sistema necessário para atender todos os aspectos técnicos da empresa, de maneira correta, oportuna, planejada, sistemática e documentada.

Tal como se descreveu - o antes, durante e depois - estão associados de forma direta às quatro fases do projeto de empresa, mas também é aplicável para cada uma das funções gerenciais. Ainda que para efeitos de clareza os nomes das fases para cada função mudam, isto é:

antes

fase 1

concepção e manuais de procedimento

antes

fase 2

implementação e colocação em funcionamento dos sistemas

durante

fase 3

execução do projeto de empresa. controle de qualidade da obra

depois

fase 4

terminação do projeto de empresa

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19.10.2.7. Fase 1 - concepção e manuais de procedimento

Fase 1: Refere-se à concepção do projeto da empresa técnica. Seus objetivos compreendem conceber e desenhar os elementos organizacionais, operacionais e de controle.

Manual de procedimentos e de controle técnico da construção.

Durante a Fase 1, deverão ser ajustados os manuais de procedimentos propostos com base na informação adicional que se queira. Por exemplo, o programa de construção dos contratistas das obras.

Ainda que o conteúdo desses manuais se descreva nas funções operacionais na gestão de alcance, é trabalho dos profissionais da área técnica o ajuste de tais procedimentos.

Assim mesmo, esses procedimentos incluem como será o trabalho da empresa no controle técnico das obras operadas, que registros se levarão, as pautas de aceitabilidade para cada característica do serviço  já em sua forma de prestação, o tempo para sua realização, os critérios técnicos que deverão ser controlados, etc..

Cada uma dessas características tem um responsável atribuído. Na norma fundamental e no manual da qualidade se descreve com mais detalhe os elementos que devem incluir cada procedimento.

Para cada obra será preparado um formulário para ser preenchido pelo inspetor, no mínimo, o pertinente ou aplicável do seguinte conteúdo durante a inspeção diária, por exemplo, entre outros tantos:

ü      localização dos eixos da obra;

ü      controle da geometria, níveis e pendentes;

ü      controle dos fornecimentos;

ü      controle dos materiais de construção mediante a certificação de ensaios de laboratório, prévios ao transporte dos materiais ao lugar;

ü      controle da equipe utilizada;

ü      controle dos procedimentos de construção e outros controles para a construção de obras civis.

Quanto à segurança da obra serão produzidas listagens de verificação completas, em que devem figurar todas as obrigações relativas à segurança das obras, tais como:

ü     elementos de proteção do pessoal;

ü     acessos bem desenhados e seguros às diferentes frentes de trabalho;

ü      utilização de medidas de proteção nas áreas de trabalho, tais como balaústres, escadas, escudos contra a queda de material, etc.;

ü      regulamentos de segurança para as alturas;

ü      armazenamento de explosivos;

ü      regulamento e sinalização do tráfico de veículos pesados e zonas de operação de veículos pesados;

ü      e em geral, todas as proteções que sejam necessárias de acordo com os códigos existentes.

Finalmente, serão levados protocolos sobre a qualidade das obras em execução para conformar a história da construção e os expedientes de qualidade de cada obra.

Os procedimentos para a medida da obra serão preparados:

ü     de acordo com as exigências das especificações de construção;

ü     deverão ser produzidos formulários especiais para cada tipo de obra indicada nas especificações e para cada lote de trabalho;

ü      igualmente se definirão os procedimentos de cálculo em cada caso e a maneira de apresentar os cálculos finais;

ü     dessa maneira, se deverá ter documentada toda a história de quantidades executadas para cada lote de trabalho e seus custos respectivos;

ü      as obras extras e adicionais se poderão levar em formulários separados, também classificados por lotes de trabalho, com o objeto de ter informação para conhecer a percentagem de obras extras e adicionais com respeito às obras inicialmente contratadas.

Problemas construtivos e condições imprevistas, a empresa deverá:

ü      produzir relatórios detalhados sobre os problemas construtivos que se apresentem;

ü     estabelecer suas causas, com a finalidade de estudar e atender os reclamos que se façam pelo cliente e/ou solicitar ao contratista medidas corretivas quando o avanço da obra se veja afetado por tais problemas, sejam ou não da responsabilidade do contratista

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19.10.2.8. Fase 2 - implantação, operação e controle

O funcionamento dos sistemas operacionais e do controle compreende, entre outras, as seguintes atividades:

ü  estudo de planos, especificações e documentos contratuais;

ü  estudo dos manuais de procedimento e de controle das obras;

ü  estudo dos manuais do controle de qualidade interna da organização;

ü  colocação em funcionamento dos sistemas de controle de qualidade;

ü  estudo da forma como se devem preparar os expedientes de qualidade das obras vistoriadas.

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19.10.2.9. Fase 3 - execução do projeto, controle da qualidade do projeto

·      procedimentos gerais para o controle técnico da qualidade das construções e o transporte de materiais:

O controle da qualidade física dos trabalhos estará a cargo dos engenheiros da empresa, os quais farão diretamente no campo a inspeção diária dos trabalhos, a amostragem de materiais e, com a obra finda, as provas e os ensaios de ateliê e de laboratório, avaliando a qualidade do produto à medida que se executa. Esses engenheiros atuarão sob a direção do engenheiro chefe de frente e serão seus agentes no campo. Para a execução de seus trabalhos, a sua vez, dirigirão um grupo de técnicos, em quantidade e qualidade suficientes para cobrir todas as frentes de trabalho previstas nos programas de construção.

O controle da qualidade compreende uma série de atividades que vão desde o estudo detalhado dos planos, as especificações técnicas, os relatórios técnicos de diversas tendências apresentadas, a inspeção diária visual das frentes, a amostragem e ensaio de materiais, as provas de ateliê, até chegar à etapa final de rejeição ou aceitação do trabalho, dia a dia.

Para esse trabalho é necessário estabelecer rotinas, fundamentalmente diárias, que permitam um permanente e próximo controle da execução, portanto, os relatórios diários dos engenheiros supervisores de obra deverão refletir, em última instância, o grau de efetividade com que o contratista está trabalhando e a necessidade, quando for o caso, de uma pronta ação, quer seja corretiva ou de melhora, para assegurar um produto final que cumpra com as especificações.

Será também trabalho dos engenheiros supervisores de frente verificar detalhadamente a efetividade do programa de segurança proposto pelo contratista, e em seus relatórios diários deverão consignar as necessidades de ação imediata, quer seja preventiva, corretiva ou complementar do programa de segurança para garantir que o trabalho se executa em condições normais, sem riscos para as pessoas ou para as obras mesmas.

·      atividades próprias da fase:

Cada uma das atividades das funções técnicas correspondentes à fase de execução do projeto e do controle de qualidade do projeto, tem sua antes, durante e depois, que consistem em:

Antes: Com uma suficiente antecedência ao início de uma atividade por parte do contratista, serão solicitados a ele, pelo cliente, os planos para a execução de suas atividades no que concerne a:

ü     tempo: programa detalhado de execução;

ü     recursos humanos: pessoal disposto para a execução do programa;

ü     equipamentos necessários para a execução dos serviços;

ü     materiais;

ü     fluxo de fundos previsto durante a execução da atividade;

ü     procedimentos para a execução dos diferentes processos.

A empresa fará o estudo e a análise dessa informação com base nos documentos contratuais para verificar a conformidade com eles, também solicitará as aclarações do caso e programará o trabalho da empresa para a tal atividade.

Ademais, serão controladas as atividades prévias que devem realizar o contratista das obras, como são a tomada de seções originais de terreno, recepção e armazenamento de materiais, etc.

Durante: consiste no trabalho próprio da empresa no controle da qualidade durante a execução da atividade e consta de suas próprias atividades de caráter diário, semanal, quinzenal e mensal, as quais se descreverão mais adiante.

Depois: finalizada cada atividade, se preparará um relatório final onde se consigne todo o sucedido em torno dela, incluindo a informação inicial proposta pelo contratista, a correspondência enviada e recebida sobre o tema, atas de reunião onde se tenha falado de dita atividade, reclamos (se os teve), seguimento do programa, recursos humanos, equipes, materiais e fluxo de fundos, e uma análise final e conclusões sobre o desenvolvimento da atividade, qualidade, custo e tempo finais, que permitam uma retro alimentação para atividades em projetos posteriores.

Esse informe final será preparado com base na informação e apoio fornecido pelas funções operacionais descritas anteriormente.

A seguir se descrevem com mas detalhe as atividades que conformam o antes, durante e depois desta fase.

Antes: atividades iniciais

Estudo do projeto:

Antes de iniciar a execução das obras, segundo o indicado nas fases 1 e 2, o residente da empresa, os engenheiros residentes das frentes de trabalho, os engenheiros chefes de frente e seus engenheiros de apoio estudarão detalhadamente os planos de construção, as especificações técnicas e os relatórios técnicos que existam, e o objeto deste estudo é conseguir um entendimento completo dos requerimentos técnicos necessários para conseguir um trabalho de excelente qualidade.

Uma vez findo o estudo desses documentos, se procederá a elaboração de instruções singelas e claras para o pessoal subalterno, com o objetivo de assegurar um entendimento completo do trabalho que estes senhores devem fazer, e uma aplicação de critérios uniformes em todas as frentes de trabalho.

Se ao momento de iniciar a construção não se dispuser da totalidade dos planos construtivos, o pessoal da empresa colaborará para resolver, sem perda de tempo, os problemas técnicos ou construtivos que se apresentem.

Estudo do programa de trabalho:

Cada um dos engenheiros da empresa deverá ter um domínio completo do programa de trabalho, e deverá ilustrar a seus técnicos subalternos sobre o conteúdo desses programas, incluindo as rotas críticas, os rendimentos mínimos, os prazos parciais que se devem cumprir, para assegurar um entendimento das obrigações do contratista nesta matéria.

·      procedimentos para a execução dos diferentes processos de construção, transporte, armazenamento de materiais e recursos propostos

Os engenheiros da empresa deverão estudar detalhadamente os procedimentos de sua proposta, os materiais necessários que precisam utilizar, o número e tipo das equipes propostas, o pessoal especializado que pensam prover e os subcontratistas necessários para o trabalho. Darão suas opiniões e comentários por escrito ao engenheiro chefe de frente que, por sua vez, informará ao residente da frente respectiva que, estudará e preparará as observações que sejam do caso antes da aprovação desses planos e procedimentos por exemplo:

Eixos principais das obras

Antes de se iniciar a construção, a empresa fará a revisão dos eixos principais das obras e os materializará no campo. Dessa atividade resultará um ou vários planos ,que serão entregues ao cliente para sua revisão e aceitação, mediante ata assinada pelas partes.

Zonas de trabalho e instalações

Os engenheiros da empresa, por exemplo, delimitarão as zonas de trabalho, de empréstimo, de depósito e restantes áreas necessárias para a execução dos trabalhos, e prepararão um plano para ser usado na ata  da entrega de tais zonas. Nesse plano serão estipulados os requerimentos de controle ambiental.

Seções originais do terreno

Os engenheiros da empresa, por exemplo, farão um levantamento das seções originais do terreno, em companhia dos responsáveis do cliente. Essas seções originais do terreno serão protocoladas mediante ata.

·      Durante: atividades diárias

Planos de construção

Os planos de construção devem estudar, com todo detalhe, no mesmo dia de chegada à obra. Os engenheiros de empresa deverão anotar em seus relatórios diários as observações que tenham sobre o conteúdo desses planos, especialmente aquelas que se refiram a descrições incompletas ou detalhes construtivos especialmente difíceis, a fim de preparar-se adequadamente antes de sua execução, e assim igualmente, os engenheiros deverão informar no mesmo dia, a seus subalternos, da existência dos planos recém-chegados e de seu conteúdo, e instruirão sobre a melhor maneira de controlar sua execução.

Interpretação dos documentos contratuais

Se os planos ou as especificações têm informações difíceis de interpretar, ou que se prestem a interpretações ambíguas, os engenheiros deverão preparar memorandos em que se proponham essas perguntas com clareza, a fim de obter uma resposta por parte da organização que desenhou o projeto.

Inspeção diária das frentes de trabalho

Os engenheiros e seus técnicos auxiliares farão a inspeção diária das frentes de trabalho, com a finalidade de verificar todos os aspectos envolvidos nas atividades de construção, tais como materiais, replante, procedimentos e recursos atribuídos às diferentes frentes de trabalho, intensidades horárias do trabalho de pessoal e máquinas, produtividade diária de cada frente, rendimentos obtidos dia a dia, dificuldades de construção, condições imprevistas, etc.

Relatório diário

Ao finalizar cada jornada de trabalho, os engenheiros de frente e os técnicos auxiliares prepararão relatórios em formato especialmente desenhado, onde se consignem o pessoal presente, o tipo e número de equipes presentes, as horas de trabalho cumpridas por pessoa e equipes, a produção diária e os rendimentos do dia; também deixarão constância sobre a existência de condições imprevistas, dificuldades construtivas, quer seja devido a procedimentos de construção ou mau planejamento de trabalho, atribuição inapropriada de recursos, amostragem efetuada para verificar a qualidade e, finalmente, seu conceito sobre a qualidade da obra executada no dia.

Esses relatórios diários passarão para a revisão detalhada por parte do engenheiro chefe de frente e do residente da frente respectiva, quem os complementará, em caso de necessidade, antes de enviá-los ao escritório central para sua classificação, processamento, distribuição e arquivo.

Os relatórios diários constituem o instrumento mais importante para registrar fatos e acontecimentos que, posteriormente, servirão de suporte às discussões sobre reclamações, modificação de programas, incremento de recursos, modificação de sistemas de trabalho, etc.

Portanto constituem, junto com a correspondência do contratista, desenhista e demais entidades envolvidas no projeto, a documentação básica que será submetida a análise diária e processamento de temas.

Esses relatórios farão parte dos expedientes de inspeção para cada lote de trabalho.

Ordens de mudanças

Quando se detectem condições imprevistas nos planos ou nas especificações, que crêem a necessidade de fazer mudanças importantes nos mesmos, a empresa procederá o seu estudo e análise e, com seu conceito a respeito, dará aviso ao cliente para que estas mudanças se façam oportunamente e possam ser discutidos com o contratista antes de que se afetem os programas de construção.

Estas mudanças nos processos ou nas especificações, também podem ocorrer por causa de solicitações do contratista mesmo, quem as vezes considera que algumas mudanças podem beneficiar o programa de trabalho sem afetar ou introduzir deficiência na qualidade do empreendimento. Sobre estas mudanças a empresa informará com a correspondente análise, para que o cliente os estudem ou os apresentem a sua organização de desenho e tome as decisões do caso.

Tomada de amostras

Os engenheiros da empresa emitirão diariamente listas de ensaios e provas destrutivas e não destrutivas a levar-se a cabo diariamente.

A tomada periódica de mostras deve fazer-se conforme a um programa previamente aprovado, no qual se indica o tipo de amostragem, o número e tamanho das mostras e sua freqüência, tudo segundo os requerimentos das especificações técnicas fornecidas pelo cliente

Ensaios de materiais

As amostras periódicas que se tomem de acordo com o indicado no numeral anterior, serão submetidas a ensaios no laboratório da obra ou em laboratórios comerciais. Os procedimentos para estes ensaios seguirão os métodos de ensaio previstos nas especificações de construção ou nas especificações gerais de referência aplicáveis ao projeto e seus resultados deverão consignar-se em relatórios periódicos e oportunos que permitam tomar decisões sobre a qualidade dos materiais ensaiados.

Interpretação dos ensaios de laboratório e campo

Os manuais de inspeção de obra e os procedimentos deverão indicar as tolerâncias ou limites de aceitação estipulados nas especificações técnicas do projeto, para julgar os resultados dos ensaios. Estas tolerâncias serão muito bem conhecidas pelo pessoal de inspeção da obra, incluídos os topógrafos (que fazem a verificação de alinhamentos, pendentes e níveis), engenheiros, inspetores e auxiliares.

·      Durante: atividades semanais

O pessoal responsável pelo controle da qualidade do empreendimento sustentará, ao menos, uma reunião semanal que permita em primeiro lugar, manter informados a todos os participantes das dificuldades ou problemas que estão ocorrendo em diferentes partes do empreendimento, e em segundo lugar, servir como instrumento de consulta interna a modo de círculos de qualidade para ajudar na busca de soluções.

Se aproveitarão estas reuniões para analisar a eficiência do sistema de qualidade do contratista, com apoio do administrador da qualidade que trabalha no área operacional da empresa.

Durante: atividades mensais

Medida e valorização dos trabalhos

Os engenheiros da empresa que fazem a inspeção diária das obras e verificam a qualidade da construção, deverão fazer mensalmente a medida da obra. Esta medida da obra se fará com participação do contratista e cliente, servirá para elaborar os relatórios mensais de avanço físico e custos dos serviços (trabalhos).

O procedimento para a medida e valorização da obra se baseará nas especificações e no contrato de construção e estes procedimentos se desenharão em forma normalizada como se indica mais adiante.

Relatórios de avanço de obra

Segundo se descreve nos procedimentos de realização de relatórios de avanço de obra, o conteúdo previsto para eles variará de acordo com o tipo de relatório. Os engenheiros da parte técnica devem coordenar com as funções operativas para a realização destes relatórios, pois é a parte técnica a que tem o verdadeiro contato com a obra e a conhecem ao detalhe. As funções operacionais são de processamento da informação fornecida pelas diversas frentes de obra.

·      Durante: ao finalizar as obras

e executarão as provas ou ensaios necessários, de acordo com as exigências do contrato e plano de provas necessário que permita garantir a qualidade esperada das obras.

·      Depois: entrega, recibo e liquidação do contrato

Revisão geral do estado das obras

Quando falte pouco tempo para o termino do prazo contratual, os engenheiros farão uma revisão detalhada do avanço da construção e procederão a elaboração de uma lista de trabalhos faltantes (pendentes).

Esta lista deve ser detalhada para cada frente de trabalho e incluirá todos os serviços  adicionais e extras ordenadas ao contratista, este trabalho se realizará para cada atividade e finalmente para toda a obra finda.

Durante os últimos meses da execução do contrato, os engenheiros verificarão o grau de execução destas pendências e sua execução, em sua totalidade, antes da data final para a entrega das obras.

Informe final de inspeção das obras

Quando o contratista notifique que terminou todas as obras, os engenheiros farão uma inspeção ocular detalhada para verificar o estado final. Se ainda há obras incompletas ou defeitos para arrumar, assim o notificarão ao contratista para que o faça antes de que expire o prazo do contrato.

Planos de obra finda

Os engenheiros prepararão os planos segundo construção (“as built”). Para isso utilizarão cópias dos planos de construção, nas quais anotarão com lápis vermelho as modificações, adições ou correções que se tenham ordenado ao contratista ou que resultem segundo as condições da obra em decorrência do trabalho. Os planos assim preparados serão entregados ao cliente.

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19.10.2.10. Fase 4 – término do projeto

O objetivo é a avaliação técnica e administrativa das obras, os contratos e a gestão da empresa. Depois de liquidado, o contrato se procederá à preparação de um relatório de avaliação dos contratos e da gestão da empresa.

O objetivo desse relatório será o de documentar de forma consolidada a aprendizagem que brinda a construção de uma obra complexa, e essas lições servirão para o futuro, no sentido de melhorar a organização da empresa, as especificações de construção, os programas e procedimentos de trabalho, etc., o qual servirá para a execução de futuros trabalhos ou para o seguimento e controle da obra durante sua operação e vida útil, portanto, o relatório deverá conter a seguinte revisão crítica de atuação e resultados:

·      especificações de construção;

·      planos de construção;

·      manuais de procedimento da empresa;

·      organização da empresa;

·      qualidade da organização da empresa;

·      contas dos contratos de construção;

·      procedimentos e equipes de construção;

·      recursos e os programas;

·      controle de qualidade do contratista e dos problemas construtivos, assim como de suas soluções e controle da segurança da obra;

·      resultados de operação e colocação em marcha do projeto.

Esse relatório se complementará com o que faz a gerência operacional sobre rendimentos, custos unitários e outros.

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19.10.2.11. O planejamento das atividades em função do tempo

Esse planejamento (programação de atividades) compreende o conjunto de tarefas relacionadas com a identificação de todos os trabalhos, que lhe corresponde levar cabo à empresa, de acordo com o objeto e alcance que se defina para cada uma delas.

Para a definição de todas as atividades, se efetuará uma revisão cuidadosa dos documentos do contrato (revisão do contrato), e serão levadas a cabo, previamente, reuniões de coordenação com o cliente.

A programação de atividades da empresa estará editada de forma muito restritiva à programação de atividades do contratista e, por tal razão, deverá ter a flexibilidade suficiente para adaptar-se às necessidades e condições de execução das obras. Isso implica na necessidade de dispor de planos de contingência para enfrentar situações nas quais se necessite pessoal numeroso ou adicional para atender os requerimentos da empresa.

O fato de conhecer com suficiente antecipação as atividades e os períodos nos quais serão executados é fundamental para identificar e dispor dos recursos humanos necessários oportunamente.

Com esta proposta se apresenta um cronograma geral e preliminar de atividades, elaborado com base em nossa experiência para esse tipo de obras, obviamente, a programação detalhada das atividades será entregue pelo contratista das obras.

Para sua elaboração, se fizeram uma série de suposições que nos levaram a ter um estimativo aproximado dos tempos de execução das tarefas principais.

Em caso de adjudicação do contrato, esse cronograma estaria sujeito a revisão e ajuste, de comum acordo com o cliente.

 

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19.10.2.12. Planejamento dos recursos humanos

O planejamento dos recursos humanos compreende, por uma parte, todo o conjunto de ações encaminhadas à identificação dos recursos necessários e o perfil dos cargos e à seleção do pessoal mais capacitado e idôneo para levar a cabo os diferentes trabalhos da empresa, como também a estimativa das horas-homem necessária para executá-las e, por outra parte, todas as ações encaminhadas a identificar as necessidades de preparação e instrução específicas que se requer dar a tal pessoal para efeitos de incorporação aos trabalhos.

A identificação das atividades afins e as pessoas se consideram dentro das funções estratégicas, já que partem do entendimento do alcance, mesmo dos trabalhos e das estratégias, para levá-los a cabo satisfatoriamente.

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19.10.2.13. Planejamento dos recursos físicos

O planejamento dos recursos físicos compreende a análise detalhada das necessidades quanto à implantação física e apoio logístico da empresa, equipes e elementos de dotação para escritórios, transporte do pessoal, e restantes apoio logístico, que se refletem finalmente em custos diretos da empresa. Para o planejamento destes recursos se leva em conta a apresentação da proposta.

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19.10.2.14. Planejamento dos custos da empresa

O planejamento dos custos compreende todos os custos de pessoal e demais custos diretos e indiretos, os quais se determinou com base nas políticas estabelecidas pela empresa e o respeito aos critérios indicados nos termos de referência.

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19.10.2.15. Funções da organização

19.11. Técnica

19.11.1. Procedimentos gerais das funções técnicas

As funções técnicas compreendem o sistema necessário para atender todos os aspectos técnicos da empresa, de maneira correta, oportuna, planejada, sistemática e documentada.

Tal como se descreveu, o antes, durante e depois estão associados de forma direta às quatro fases do projeto de empresa, mas também é aplicável para cada uma das funções gerenciais. Ainda que, para efeitos de clareza, os nomes das fases para cada função mudem, isto é:

antes

fase 1

concepção e manuais de procedimento

antes

fase 2

implementação e posta em funcionamento dos sistemas

durante

fase 3

execução do projeto de empresa, controle de qualidade da obra

depois

fase 4

terminação do projeto de empresa

19.11.2. Fase 1 - concepção e manuais de procedimento

Fase 1: Refere-se à concepção do projeto da empresa técnica. Seus objetivos compreendem conceber e desenhar os elementos organizacionais, operacionais e de controle.

Manual de procedimentos e de controle técnico da construção.

Durante a Fase 1, deverão se ajustar os manuais de procedimentos propostos com base na informação adicional que se queira. Por exemplo, o programa de construção dos contratistas das obras.

Ainda que o conteúdo desses manuais se descreva nas funções operacionais na gestão de alcance, é trabalho dos profissionais da área técnica o ajuste de tais procedimentos.

Assim mesmo, esses procedimentos incluem como será o trabalho da empresa no controle técnico das obras operadas, que registros se levarão, as pautas de aceitabilidade para cada característica do serviço  já em sua forma de prestação, o tempo para sua realização, os critérios técnicos que deverão ser controlados, etc.

Cada uma dessas características tem um responsável atribuído. Na norma fundamental e no manual da qualidade se descreve com mais detalhe os elementos que devem incluir cada procedimento.

Para cada obra será preparado um formulário para ser preenchido pelo inspetor, no mínimo, o pertinente ou aplicável do seguinte conteúdo durante a inspeção diária, por exemplo, entre outros tantos:

ü      localização dos eixos da obra;

ü      controle da geometria, níveis e pendentes;

ü      controle dos fornecimentos;

ü      controle dos materiais de construção mediante a certificação de ensaios de laboratório, prévios ao transporte dos materiais ao lugar;

ü      controle da equipe utilizada;

ü      controle dos procedimentos de construção e outros controles para a construção de obras civis.

Quanto à segurança da obra serão produzidas listagens de verificação completas, em que devem figurar todas as obrigações relativas à segurança das obras, tais como:

ü     elementos de proteção do pessoal;

ü     acessos bem desenhados e seguros às diferentes frentes de trabalho;

ü      utilização de medidas de proteção nas áreas de trabalho, tais como balaústres, escadas, escudos contra a queda de material, etc.;

ü      regulamentos de segurança para as alturas;

ü      armazenamento de explosivos;

ü      regulamento e sinalização do tráfico de veículos pesados e zonas de operação de veículos pesados;

ü      e em geral, todas as proteções que sejam necessárias de acordo com os códigos existentes.

Finalmente, serão levados protocolos sobre a qualidade das obras em execução para conformar a história da construção e os expedientes de qualidade de cada obra.

Os procedimentos para a medida da obra serão preparados:

ü     de acordo com as exigências das especificações de construção;

ü     deverão ser produzidos formulários especiais para cada tipo de obra indicada nas especificações e para cada lote de trabalho;

ü      igualmente se definirão os procedimentos de cálculo em cada caso e a maneira de apresentar os cálculos finais;

ü     dessa maneira, se deverá ter documentada toda a história de quantidades executadas para cada lote de trabalho e seus custos respectivos;

ü      as obras extras e adicionais se poderão levar em formulários separados, também classificados por lotes de trabalho, com o objeto de ter informação para conhecer a percentagem de obras extras e adicionais com respeito às obras inicialmente contratadas.

Problemas construtivos e condições imprevistas, a empresa deverá:

ü      produzir relatórios detalhados sobre os problemas construtivos que se apresentem;

ü     estabelecer suas causas, com a finalidade de estudar e atender os reclamos que se façam pelo cliente e/ou solicitar ao contratista medidas corretivas quando o avanço da obra se veja afetado por tais problemas, sejam ou não da responsabilidade do contratista.

19.11.3. Fase 2 - implantação, operação e controle

·        o funcionamento dos sistemas operacionais e do controle compreende, entre outras, as seguintes atividades:

ü  estudo de planos, especificações e documentos contratuais;

ü  estudo dos manuais de procedimento e de controle das obras;

ü  estudo dos manuais do controle de qualidade interna da organização;

ü  colocação em funcionamento dos sistemas de controle de qualidade;

ü  estudo da forma como se devem preparar os expedientes de qualidade das obras vistoriadas.

19.11.4. Fase 3 - execução do projeto e controle da qualidade

·      procedimentos gerais para o controle técnico da qualidade das construções e o transporte de materiais:

O controle da qualidade física dos trabalhos estará a cargo dos engenheiros da empresa, os quais farão diretamente no campo a inspeção diária dos trabalhos, a amostragem de materiais e, com a obra finda, as provas e os ensaios de ateliê e de laboratório, avaliando a qualidade do produto à medida que se executa. Esses engenheiros atuarão sob a direção do engenheiro chefe de frente e serão seus agentes no campo. Para a execução de seus trabalhos, a sua vez, dirigirão um grupo de técnicos, em quantidade e qualidade suficientes para cobrir todas as frentes de trabalho previstas nos programas de construção.

O controle da qualidade compreende uma série de atividades que vão desde o estudo detalhado dos planos, as especificações técnicas, os relatórios técnicos de diversas tendências apresentadas, a inspeção diária visual das frentes, a amostragem e ensaio de materiais, as provas de ateliê, até chegar à etapa final de rejeição ou aceitação do trabalho, dia a dia.

Para esse trabalho é necessário estabelecer rotinas, fundamentalmente diárias, que permitam um permanente e próximo controle da execução, portanto, os relatórios diários dos engenheiros supervisores de obra deverão refletir, em última instância, o grau de efetividade com que o contratista está trabalhando e a necessidade, quando for o caso, de uma pronta ação, quer seja corretiva ou de melhora, para assegurar um produto final que cumpra com as especificações.

Será também trabalho dos engenheiros supervisores de frente verificar detalhadamente a efetividade do programa de segurança proposto pelo contratista, e em seus relatórios diários deverão consignar as necessidades de ação imediata, quer seja preventiva, corretiva ou complementar do programa de segurança para garantir que o trabalho se executa em condições normais, sem riscos para as pessoas ou para as obras mesmas.

·      atividades próprias da fase:

Cada uma das atividades das funções técnicas correspondentes à fase de execução do projeto e do controle de qualidade do projeto, tem sua antes, durante e depois, que consistem em:

Antes: Com uma suficiente antecedência ao início de uma atividade por parte do contratista, serão solicitados a ele, pelo cliente, os planos para a execução de suas atividades no que concerne a:

ü     tempo: programa detalhado de execução;

ü     recursos humanos: pessoal disposto para a execução do programa;

ü     equipamentos necessários para a execução dos serviços;

ü     materiais;

ü     fluxo de fundos previsto durante a execução da atividade;

ü     procedimentos para a execução dos diferentes processos.

A empresa fará o estudo e a análise dessa informação com base nos documentos contratuais para verificar a conformidade com eles, também solicitará as aclarações do caso e programará o trabalho da empresa para a tal atividade.

Ademais, serão controladas as atividades prévias que devem realizar o contratista das obras, como são a tomada de seções originais de terreno, recepção e armazenamento de materiais, etc.

Durante: consiste no trabalho próprio da empresa no controle da qualidade durante a execução da atividade e consta de suas próprias atividades de caráter diário, semanal, quinzenal e mensal, as quais se descreverão mais adiante.

Depois: finalizada cada atividade, se preparará um relatório final onde se consigne todo o sucedido em torno dela, incluindo a informação inicial proposta pelo contratista, a correspondência enviada e recebida sobre o tema, atas de reunião onde se tenha falado de dita atividade, reclamos (se os teve), seguimento do programa, recursos humanos, equipes, materiais e fluxo de fundos, e uma análise final e conclusões sobre o desenvolvimento da atividade, qualidade, custo e tempo finais, que permitam uma retro alimentação para atividades em projetos posteriores.

Esse informe final será preparado com base na informação e apoio fornecido pelas funções operacionais descritas anteriormente.

A seguir se descrevem com mas detalhe as atividades que conformam o antes, durante e depois desta fase.

Antes: atividades iniciais

Estudo do projeto:

Antes de iniciar a execução das obras, segundo o indicado nas fases 1 e 2, o residente da empresa, os engenheiros residentes das frentes de trabalho, os engenheiros chefes de frente e seus engenheiros de apoio estudarão detalhadamente os planos de construção, as especificações técnicas e os relatórios técnicos que existam, e o objeto deste estudo é conseguir um entendimento completo dos requerimentos técnicos necessários para conseguir um trabalho de excelente qualidade.

Uma vez findo o estudo desses documentos, se procederá a elaboração de instruções singelas e claras para o pessoal subalterno, com o objetivo de assegurar um entendimento completo do trabalho que estes senhores devem fazer, e uma aplicação de critérios uniformes em todas as frentes de trabalho.

Se ao momento de iniciar a construção não se dispuser da totalidade dos planos construtivos, o pessoal da empresa colaborará para resolver, sem perda de tempo, os problemas técnicos ou construtivos que se apresentem.

Estudo do programa de trabalho:

Cada um dos engenheiros da empresa deverá ter um domínio completo do programa de trabalho, e deverá ilustrar a seus técnicos subalternos sobre o conteúdo desses programas, incluindo as rotas críticas, os rendimentos mínimos, os prazos parciais que se devem cumprir, para assegurar um entendimento das obrigações do contratista nesta matéria.

·      procedimentos para a execução dos diferentes processos de construção, transporte, armazenamento de materiais e recursos propostos:

Os engenheiros da empresa deverão estudar detalhadamente os procedimentos de sua proposta, os materiais necessários que precisam utilizar, o número e tipo das equipes propostas, o pessoal especializado que pensam prover e os subcontratistas necessários para o trabalho. Darão suas opiniões e comentários por escrito ao engenheiro chefe de frente que, por sua vez, informará ao residente da frente respectiva que, estudará e preparará as observações que sejam do caso antes da aprovação desses planos e procedimentos por exemplo:

Eixos principais das obras

Antes de se iniciar a construção, a empresa fará a revisão dos eixos principais das obras e os materializará no campo. Dessa atividade resultará um ou vários planos ,que serão entregues ao cliente para sua revisão e aceitação, mediante ata assinada pelas partes.

Zonas de trabalho e instalações

Os engenheiros da empresa, por exemplo, delimitarão as zonas de trabalho, de empréstimo, de depósito e restantes áreas necessárias para a execução dos trabalhos, e prepararão um plano para ser usado na ata  da entrega de tais zonas. Nesse plano serão estipulados os requerimentos de controle ambiental.

Seções originais do terreno

Os engenheiros da empresa, por exemplo, farão um levantamento das seções originais do terreno, em companhia dos responsáveis do cliente. Essas seções originais do terreno serão protocoladas mediante ata.

·      Durante: atividades diárias

Planos de construção

Os planos de construção devem estudar, com todo detalhe, no mesmo dia de chegada à obra. Os engenheiros de empresa deverão anotar em seus relatórios diários as observações que tenham sobre o conteúdo desses planos, especialmente aquelas que se refiram a descrições incompletas ou detalhes construtivos especialmente difíceis, a fim de preparar-se adequadamente antes de sua execução, e assim igualmente, os engenheiros deverão informar no mesmo dia, a seus subalternos, da existência dos planos recém-chegados e de seu conteúdo, e instruirão sobre a melhor maneira de controlar sua execução.

Interpretação dos documentos contratuais

Se os planos ou as especificações têm informações difíceis de interpretar, ou que se prestem a interpretações ambíguas, os engenheiros deverão preparar memorandos em que se proponham essas perguntas com clareza, a fim de obter uma resposta por parte da organização que desenhou o projeto.

Inspeção diária das frentes de trabalho

Os engenheiros e seus técnicos auxiliares farão a inspeção diária das frentes de trabalho, com a finalidade de verificar todos os aspectos envolvidos nas atividades de construção, tais como materiais, replante, procedimentos e recursos atribuídos às diferentes frentes de trabalho, intensidades horárias do trabalho de pessoal e máquinas, produtividade diária de cada frente, rendimentos obtidos dia a dia, dificuldades de construção, condições imprevistas, etc.

Relatório diário

Ao finalizar cada jornada de trabalho, os engenheiros de frente e os técnicos auxiliares prepararão relatórios em formato especialmente desenhado, onde se consignem o pessoal presente, o tipo e número de equipes presentes, as horas de trabalho cumpridas por pessoa e equipes, a produção diária e os rendimentos do dia; também deixarão constância sobre a existência de condições imprevistas, dificuldades construtivas, quer seja devido a procedimentos de construção ou mau planejamento de trabalho, atribuição inapropriada de recursos, amostragem efetuada para verificar a qualidade e, finalmente, seu conceito sobre a qualidade da obra executada no dia.

Esses relatórios diários passarão para a revisão detalhada por parte do engenheiro chefe de frente e do residente da frente respectiva, quem os complementará, em caso de necessidade, antes de enviá-los ao escritório central para sua classificação, processamento, distribuição e arquivo.

Os relatórios diários constituem o instrumento mais importante para registrar fatos e acontecimentos que, posteriormente, servirão de suporte às discussões sobre reclamações, modificação de programas, incremento de recursos, modificação de sistemas de trabalho, etc.

Portanto constituem, junto com a correspondência do contratista, desenhista e demais entidades envolvidas no projeto, a documentação básica que será submetida a análise diária e processamento de temas.

Esses relatórios farão parte dos expedientes de inspeção para cada lote de trabalho.

Ordens de mudanças

Quando se detectem condições imprevistas nos planos ou nas especificações, que crêem a necessidade de fazer mudanças importantes nos mesmos, a empresa procederá o seu estudo e análise e, com seu conceito a respeito, dará aviso ao cliente para que estas mudanças se façam oportunamente e possam ser discutidos com o contratista antes de que se afetem os programas de construção.

Estas mudanças nos processos ou nas especificações, também podem ocorrer por causa de solicitações do contratista mesmo, quem as vezes considera que algumas mudanças podem beneficiar o programa de trabalho sem afetar ou introduzir deficiência na qualidade do empreendimento. Sobre estas mudanças a empresa informará com a correspondente análise, para que o cliente os estudem ou os apresentem a sua organização de desenho e tome as decisões do caso.

Tomada de amostras

Os engenheiros da empresa emitirão diariamente listas de ensaios e provas destrutivas e não destrutivas a levar-se a cabo diariamente.

A tomada periódica de mostras deve fazer-se conforme a um programa previamente aprovado, no qual se indica o tipo de amostragem, o número e tamanho das mostras e sua freqüência, tudo segundo os requerimentos das especificações técnicas fornecidas pelo cliente

Ensaios de materiais

As amostras periódicas que se tomem de acordo com o indicado no numeral anterior, serão submetidas a ensaios no laboratório da obra ou em laboratórios comerciais. Os procedimentos para estes ensaios seguirão os métodos de ensaio previstos nas especificações de construção ou nas especificações gerais de referência aplicáveis ao projeto e seus resultados deverão consignar-se em relatórios periódicos e oportunos que permitam tomar decisões sobre a qualidade dos materiais ensaiados.

Interpretação dos ensaios de laboratório e campo

Os manuais de inspeção de obra e os procedimentos deverão indicar as tolerâncias ou limites de aceitação estipulados nas especificações técnicas do projeto, para julgar os resultados dos ensaios. Estas tolerâncias serão muito bem conhecidas pelo pessoal de inspeção da obra, incluídos os topógrafos (que fazem a verificação de alinhamentos, pendentes e níveis), engenheiros, inspetores e auxiliares.

·      Durante: atividades semanais

O pessoal responsável pelo controle da qualidade do empreendimento sustentará, ao menos, uma reunião semanal que permita em primeiro lugar, manter informados a todos os participantes das dificuldades ou problemas que estão ocorrendo em diferentes partes do empreendimento, e em segundo lugar, servir como instrumento de consulta interna a modo de círculos de qualidade para ajudar na busca de soluções.

Se aproveitarão estas reuniões para analisar a eficiência do sistema de qualidade do contratista, com apoio do administrador da qualidade que trabalha no área operacional da empresa.

Durante: atividades mensais

Medida e valorização dos trabalhos

Os engenheiros da empresa que fazem a inspeção diária das obras e verificam a qualidade da construção, deverão fazer mensalmente a medida da obra. Esta medida da obra se fará com participação do contratista e cliente, servirá para elaborar os relatórios mensais de avanço físico e custos dos serviços (trabalhos).

O procedimento para a medida e valorização da obra se baseará nas especificações e no contrato de construção e estes procedimentos se desenharão em forma normalizada como se indica mais adiante.

Relatórios de avanço de obra

Segundo se descreve nos procedimentos de realização de relatórios de avanço de obra, o conteúdo previsto para eles variará de acordo com o tipo de relatório. Os engenheiros da parte técnica devem coordenar com as funções operativas para a realização destes relatórios, pois é a parte técnica a que tem o verdadeiro contato com a obra e a conhecem ao detalhe. As funções operacionais são de processamento da informação fornecida pelas diversas frentes de obra.

·      Durante: ao finalizar as obras

e executarão as provas ou ensaios necessários, de acordo com as exigências do contrato e plano de provas necessário que permita garantir a qualidade esperada das obras.

·      Depois: entrega, recibo e liquidação do contrato

Revisão geral do estado das obras

Quando falte pouco tempo para o termino do prazo contratual, os engenheiros farão uma revisão detalhada do avanço da construção e procederão a elaboração de uma lista de trabalhos faltantes (pendentes).

Esta lista deve ser detalhada para cada frente de trabalho e incluirá todos os serviços  adicionais e extras ordenadas ao contratista, este trabalho se realizará para cada atividade e finalmente para toda a obra finda.

Durante os últimos meses da execução do contrato, os engenheiros verificarão o grau de execução destas pendências e sua execução, em sua totalidade, antes da data final para a entrega das obras.

Informe final de inspeção das obras

Quando o contratista notifique que terminou todas as obras, os engenheiros farão uma inspeção ocular detalhada para verificar o estado final. Se ainda há obras incompletas ou defeitos para arrumar, assim o notificarão ao contratista para que o faça antes de que expire o prazo do contrato.

Planos de obra finda

Os engenheiros prepararão os planos segundo construção (as built). Para isso utilizarão cópias dos planos de construção, nas quais anotarão com lápis vermelho as modificações, adições ou correções que se tenham ordenado ao contratista ou que resultem segundo as condições da obra em decorrência do trabalho. Os planos assim preparados serão entregados ao cliente.

19.11.5. Fase 4 - término do projeto

O objetivo é a avaliação técnica e administrativa das obras, os contratos e a gestão da empresa. Depois de liquidado, o contrato se procederá à preparação de um relatório de avaliação dos contratos e da gestão da empresa.

O objetivo desse relatório será o de documentar de forma consolidada a aprendizagem que brinda a construção de uma obra complexa, e essas lições servirão para o futuro, no sentido de melhorar a organização da empresa, as especificações de construção, os programas e procedimentos de trabalho, etc., o qual servirá para a execução de futuros trabalhos ou para o seguimento e controle da obra durante sua operação e vida útil, portanto, o relatório deverá conter a seguinte revisão crítica de atuação e resultados:

·      especificações de construção;

·      planos de construção;

·      manuais de procedimento da empresa;

·      organização da empresa;

·      qualidade da organização da empresa;

·      contas dos contratos de construção;

·      procedimentos e equipes de construção;

·      recursos e os programas;

·      controle de qualidade do contratista e dos problemas construtivos, assim como de suas soluções e controle da segurança da obra;

·      resultados de operação e colocação em marcha do projeto.

Esse relatório se complementará com o que faz a gerência operacional sobre rendimentos, custos unitários e outros.

19.12. Controle tecnológico

19.12.1. Programa de garantia da qualidade

·      ser criado em consonância com a política da qualidade da empresa, especificando todos os materiais, produtos, itens, serviços, sistemas e componentes a serem abrangidos, de forma seletiva que proporcione maior controle e verificação aos mais importantes e críticos;

·      estabelecer as inspeções, ensaios e testes a serem realizados em cada fase de cada atividade, de forma compatível com sua importância;

·      descrever essas atividades, indicando com clareza as responsabilidades e a autoridade das pessoas, e seções envolvidas;

·      ser planejada, executada e controlada de acordo com a estrutura organizacional estabelecida;

·      relacionar todos os procedimentos, processos e instruções a serem obedecidos, de acordo com os requisitos aplicáveis que constam das especificações, normas, códigos e práticas adequadas e reconhecidas.

No PGG, que deve estar baseado no sistema da qualidade e nos procedimentos executivos, processos, deverão ser, entre outros:

·      identificadas e controladas as interfaces de todos os processos, serviços (pertinentes ao escopo contratado ou não);

·      os procedimentos para ações corretivas;

·      a sistemática de controle dos parâmetros de desempenho especificados;

·      a estrutura e organização das planilhas de verificação sistemáticas ou programadas por meio de inspeções e/ou auditorias de processos ou produtos;

·      as rotinas propostas para comunicação interna com subcontratadas, fornecedores (terceiros) e com a contratante,

·      deverá contemplar a planilha completa da documentação envolvida, de conhecimento e experiência (know how);

·      planejamento para realização das obras contemplando processos e procedimentos para execução dos serviços;

·      planejamento físico-financeiro

·      plano da qualidade da obra;

·      identificação dos pontos de parada obrigatória da produção para verificação e demais processos, procedimentos que garantam a qualidade dos projetos executivos;

·      a qualidade da execução da obra e produtos respectivos, como também da vida útil estipulada para o projeto.

19.12.2. Fluxograma: controle tecnológico