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Modelagem e interdependência por processos de trabalho

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Capítulo II

Alcance do sistema de gestão da qualidade, ambiental, da tecnologia e do controle tecnológico

2.6. Alcance do sistema da gestão da qualidade

2.6.1. Foco no sistema da qualidade

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2.6.1.1. Controle da qualidade

Controle da qualidade diz respeito às técnicas operacionais e às atividades empregadas para fazer o acompanhamento da qualidade e comprovar que esta foi efetivamente alcançada.

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2.6.1.2. Garantia da qualidade

A expressão garantia da qualidade abrange um conjunto de ações sistemáticas e planejadas de antemão, cuja colocação em prática permite confiar que os produtos, os processos e os serviços satisfarão aos requisitos de qualidade estabelecidos anteriormente.

Estas ações orientadas para atingir a qualidade e, em particular, para evitar ou detectar erros em todas as fases do processo, gera confiança no sucesso do projeto em alcançar os padrões relevantes à qualidade e, nesse sentido amplo, a expressão identifica-se com a gestão da qualidade.

A garantia da qualidade refere-se a todas as atividades sistemáticas, planejadas dentro do sistema da qualidade e em um sentido mais restrito, a garantia da qualidade refere-se à demonstração documentada (registros) de que foram efetuados os controles pertinentes da qualidade.

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2.6.1.3. Manual da qualidade

Manual da qualidade é um documento em que se estabelece a política da qualidade (gestão) de uma empresa e se descreve a forma como é posta em prática; é portanto um documento de caráter geral, não ligado a um determinado projeto.

Em outras palavras: cada interveniente tem seu próprio sistema da qualidade (bom ou mau, conhecido ou não conhecido) e a descrição desse sistema constitui seu manual da qualidade (mesmo que não exista, sempre pode ser escrito: basta descrever a realidade do que é feito, quanto à qualidade e seu controle).

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2.6.1.4. Plano da qualidade

Plano da qualidade é um documento que descreve a aplicação do manual da qualidade a um determinado projeto e alguns autores o denominam Programa da qualidade. Porém, a ISO (International Standardization Organization) não emprega a palavra programa (apresenta um sentido vago, sem um significado preciso no contexto da garantia da qualidade), mas sim a palavra plano.

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2.6.1.5. Processo

Processo é um documento que descreve em detalhes a forma de executar corretamente uma determinada tarefa e assim, por exemplo, um construtor pode ter um processo para concretagem em tempo frio e outro para compras de material, etc.; um projetista pode ter um processo para elaboração de projetos, outro para arquivo de projetos, entre outros.

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2.6.1.6. Medidas de garantia

Medidas de garantia da qualidade são aquelas ações dirigidas para atingir a qualidade ou para demonstrar que esta foi conseguida.

A natureza destas medidas pode ser de gestão técnica (quando se refere à realização material de algo ou da organização) ou humana (quando se refere a aspectos pessoais).

Consequentemente, o controle da qualidade é uma parte da garantia da qualidade; de um modo geral poder-se-ia dizer que controle da qualidade compreende fundamentalmente medidas técnicas e a garantia da qualidade, medidas humanas (aspectos pessoais, como a formação, a motivação, etc., e aspectos de organização, como a forma de circular a informação, de tomar decisões, entre outras).

As definições anteriores podem ser aplicadas no âmbito particular de cada um dos intervenientes do processo executivo: empreendedor, projetista e construtor entre outros.

·       o empreendedor prepara um plano da qualidade, isto é, um documento que descreve as medidas de garantia da qualidade que devem ser tomadas no projeto;

·       cada interveniente no projeto tem seu próprio manual da qualidade e o adapta ao caso particular (plano da qualidade) mostrando a aplicação do seu sistema da qualidade a esse projeto específico e o conjunto de planos da qualidade dos participantes tem que ser coerente com o plano da qualidade especificado pelo empreendedor;

·       em muitos casos pode-se omitir os planos da qualidade de alguns participantes, quanto que, ao contrário, o plano da qualidade do empreendedor é sempre necessário.

     Sua extensão pode ser desde simplesmente uma ou duas páginas nos casos correntes até um documento amplo e muito detalhado;

·       o tipo e a quantidade de medidas de garantia da qualidade contidas no plano dependerá do equilíbrio entre o nível desejado de redução de riscos e o custo correspondente;

·       em cada contrato, dentro da sequência de contratos (empreendedor/projetista, empreendedor/construtor, empreendedor/fornecedor, empreendedor/equipamentos do ativo, entre outros), devem estar descritas as características importantes do produto que, na percepção do cliente, podem influir em sua preferência.

2.6.2. Evolução da garantia da qualidade

A Garantia da Qualidade resulta da aplicação conjunta da teoria de sistemas e dos princípios do controle total da qualidade.

Considera-se como primeiro documento sobre a Garantia da Qualidade a Norma Militar Norte-Americana (Military Standard) MIL STD Q 9858, que subsiste até hoje na sua revisão A, devido a situações de guerra e à necessidade de desenvolvimento de novos equipamentos militares com garantia de funcionamento e uso. Este contexto, da década 50, originou-se do surgimento de alguns documentos militares (policies) visando à garantia de projeto desta natureza e o marco seguinte foi a publicação de documentos voltados para a área nuclear nos EUA, como:

·         ANSI N 45.2 – Diretrizes para Sistemas da Qualidade;

·         Apêndice D do Code Federal Requeriments – 10 CFR 50 (10 Critérios);

·         Extensão para a área nuclear do 10 CRF 50 (18 critérios);

·         Extensão para área espacial (1969-1970).

Seguindo a sequência progressiva da Garantia da Qualidade, alguns outros aspectos devem ser caracterizados como de suma importância para o desenvolvimento de toda esta sistemática:

·       1972 – Edição da British Standard, BS 4891 O, Garantia de Qualidade no Reino Unido;

·       1973 – Aparecimento das normas AQAP (Allied Quality Assurance Policies) da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e das DEF (Normas de Defesa do Reino Unido);

·       1975 – Edição da norma Canadense CSA Z.299 – nível mundial;

·       1978 – Surgimento do Código de Práticas 50-COA (13 critérios) da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA);

·       1979 – Edição da British Standard BS5750; ANSI/ASQ Z.1.16 – Diretrizes Gerais para Sistema da Qualidade;

·       1984 – Edição da Norma Brasileira ABNT NBR 8590 (base CSA Z.299):

                    Classe 1 – Garantia                             Classe 2 – Controle

                    Classe 3 – Verificação                        Classe 4 – Inspeção

·       1987  Edição da norma ISO 9000 (EM série 29000 na Europa), com base na BS 5750 e na ANSI/ASQC série Q90, redesignada Q 9000 – e sua família – ISO 9001, 9002, 9003 e 9004;

·       1990 – Publicação da ISO 9000 em português com a numeração NBR ISO 9000;

·       1994 – Revisão da ISO 9000 internacional e tradução para o português com a numeração NBR ISO 9000;

·       1996 – QS 9000 (indústria automobilística);

·       2000 – Revisão da ISO 9000 (novo enfoque), NBR ISO 9000 – ISO 9001 e 9004;

·       2005 – Atualização da ISO (fundamentos e vocabulários);

·       NBR ISO 9001:2005 – Sistema de gestão da qualidade:

                   Parte I – fundamentos e vocabulário                 Parte II – requisitos

2.6.3. Fundamentos da excelência – Prêmio nacional da qualidade

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2.6.3.1. Visão sistêmica

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2.6.3.2. Aprendizado organizacional

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2.6.3.3. Proatividade

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2.6.3.4. Inovação

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2.6.3.5. Liderança e constância de propósitos

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2.6.3.6. Visão de futuro

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2.6.3.7. Foco no cliente e no mercado

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2.6.3.8. Responsabilidade social

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2.6.3.9. Gestão baseadas em fatos

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2.6.3.10. Valorização das pessoas

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2.6.3.11. Abordagem por processos

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2.6.3.12. Orientação por resultados

2.6.4. Qualidade baseada na estrutura da norma ISO 9001:2000 – 2008

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2.6.4.1. Histórico da ISO 9000

A ISO, cuja sigla significa International Organization for Standardization, é uma entidade não governamental criada em 1947 com sede em Genebra, na Suíça.

O seu objetivo é promover, no mundo, o desenvolvimento da normalização e de atividades relacionadas com a intenção de facilitar o intercâmbio internacional de bens e de serviços e para desenvolver a cooperação nas esferas intelectual, científica, tecnológica e de atividade econômica.

Os membros da ISO (cerca de 90) são os representantes das entidades máximas de normalização nos respectivos países como, por exemplo, ANSI (American National Standards Institute), BSI (British Standards Institute), DIN (Deutsches Institut für Normung) e a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

O trabalho técnico da ISO é conduzido por comitês técnicos (TC’s). O estudo sobre a emissão das normas da série ISO 9000, por exemplo, foi feito pelo TC 176 durante o período 1983-1986 (no Brasil, o comitê técnico responsável pelas normas da série NBR-ISO 9000 é o CB 25, da Associação Brasileira de Normas técnicas (ABNT)).

As normas ISO não são de caráter imutável. Elas devem ser revistas e revisadas ao menos uma vez a cada cinco anos.

No caso específico das normas da série 9000, inicialmente publicadas em 1987, a última revisão ocorreu em 2000.

As normas individuais da série ISO 9000 podem ser divididas em dois tipos:

1.     Diretrizes para seleção e uso das normas (ISO 9000) e para a implementação de um sistema de gestão de qualidade (ISO 9004). Esta última usa frases do tipo: O sistema de qualidade deve....

2.     Normas contratuais (ISO 9001, ISO 9002, ISO 9003), denominadas assim por se tratarem de modelos para contratos entre fornecedor (que é a empresa em questão) e cliente e utilizam frases do tipo: O fornecedor deve....

É importante salientar que as empresas só podem ser certificadas em relação às normas contratuais, ou seja, ISO 9001, ISO 9002 e ISO 9003. Segue uma breve descrição de cada uma das normas contratuais:

ISO 9001: esta norma é um modelo de garantia da qualidade que engloba as áreas de projeto/desenvolvimento, produção, instalação e assistência técnica.

ISO 9002: esta norma é um modelo de garantia da qualidade que engloba a produção e a instalação.

ISO 9003: esta norma é um modelo de garantia da qualidade em inspeção e ensaios finais.

Pode-se dizer que a ISO série 9000 é um modelo de três camadas em que a ISO 9001 engloba a ISO 9002 que, por sua vez, engloba a ISO 9003.

A decisão sobre qual das normas contratuais da série ISO 9000 utilizar depende da finalidade das atividades da empresa em questão:

ISO 9002 é a mais apropriada para a maioria das fábricas baseadas em processos de manufatura bem estabelecidos;

ISO 9001 por sua vez é mais apropriada para processos que envolvem atividades de pesquisa e desenvolvimento;

ISO 9003 engloba somente a inspeção e os ensaios finais e, por isso, tem um valor limitado. Na prática esta norma não é mais utilizada.

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2.6.4.2. Elementos da ISO e diagramas de conceitos

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2.6.4.3. Outras definições da ISO

·       responsabilidade da administração: requer que a política da qualidade seja definida, documentada, comunicada, implementada e mantida. Além disto, requer que se designe um representante da administração para coordenar e controlar o sistema da qualidade.

·       sistema da qualidade: deve ser documentado na forma de um manual e devidamente implementado.

·       análise crítica de contratos: os requisitos contratuais devem estar completos e bem definidos. A empresa deve assegurar que tenha todos os recursos necessários para atender às exigências contratuais.

·       controle de projeto: todas as atividades referentes a projetos (planejamento, métodos para revisão, mudanças, verificações, etc.) devem ser documentadas.

·       controle de documentos: requer processos para controlar a elaboração, a distribuição, a mudança e a revisão em todos os documentos.

·       aquisição: deve-se garantir que as matérias-primas atendam às exigências especificadas. Deve haver processos para a avaliação de fornecedores.

·       produtos fornecidos pelo cliente: deve-se assegurar que estes produtos sejam adequados ao uso.

·       identificação e rastreabilidade do produto: requer a identificação do produto por item, série ou lote durante todos os estágios da produção, da entrega, da estocagem, da instalação e do uso.

·       controle de processos: requer que todas as fases de processamento de um produto sejam controladas (por processos, normas, etc.) e documentadas.

·       inspeção e ensaios: requer que as matérias-primas, os produtos e os sistemas sejam inspecionados (por processos documentados) antes de sua utilização.

·       equipamentos de inspeção, medição e ensaios: requer processos para utilização, calibração, controle e a manutenção destes equipamentos.

·       situação da inspeção e dos ensaios: deve haver, no produto, algum indicador que demonstre por quais inspeções e ensaios ele passou e se foi aprovado ou não (registros).

·       controle de produto não conforme: requer processos para assegurar que o produto não conforme aos requisitos especificados é impedido de ser utilizado inadvertidamente.

·       ação corretiva: exige a investigação e a análise das causas de produtos não conformes e a adoção de medidas para prevenir a reincidência destas não conformidades.

·       manuseio, armazenamento, embalagem e expedição: requer a existência de processos para o manuseio, o armazenamento, a embalagem e a expedição dos produtos.

·       registros da qualidade: devem ser mantidos registros da qualidade ao longo de todo o processo de produção. Estes devem ser devidamente arquivados e protegidos contra danos e extravios.

·       auditorias internas da qualidade: deve-se implantar um sistema de avaliação do programa da qualidade.

·       treinamento: devem ser estabelecidos programas de treinamento para manter, atualizar e ampliar os conhecimentos e as habilidades dos funcionários.

·       assistência técnica: requer processos para garantir a assistência aos clientes.

·       técnicas estatísticas: devem ser utilizadas técnicas estatísticas adequadas para verificar a aceitabilidade da capacidade do processo e as características do produto.

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2.6.4.4. Qualidade baseada na estrutura da norma ISO 9001:2000

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2.6.4.5. ISO 9001:2008

Começa a ser implantada a partir de janeiro de 2009.

A seguir relacionamos alguns tópicos que fortalecem o Sistema – Modelagem e Interdependência por Processos de Trabalho:

·   abordagem de processo (2):

ü   parágrafo (3) – a aplicação de um sistema de processos em uma organização, com a identificação, as interpretações desses processos e sua gestão para produzir o resultado desejado, pode ser referenciada como “abordagem de processo”.

·      escopo (1):

ü    generalidades (1.1, a ): esclarece a questão da conformidade com os requisitos regulatórios e estatutários que deverão ser atendidos quando se referem ao produto;

ü      generalidades (1.1, b): maior preocupação com o atendimento a requisitos regulamentares e estatutários para o produto, que não é somente o produto intencional, mas abrange o produto adquirido e o resultante dos estágios intermediários da produção;

ü       produto: nesta norma o termo produto aplica-se apenas para:

Ø     produto pretendido ou requerido por um cliente;

Ø   qualquer resultado pretendido e regulamentar que pode ser expresso como resultados legais.

·      termos e definições (3):

ü      foi eliminada a definição fornecedor – organização – cliente;

ü      o termo produto pode também significar serviço.

·      requisitos gerais (4.1):

ü       texto mais explicativo;

ü    permite que as organizações definam e ampliem os controles a serem aplicados aos processos externos a organização (terceirizados);

ü       o uso do requisito 7.4 como controle dos processos externos à organização (terceirizados).

·      requisitos de documentação (4.2):

ü       um único documento pode cobrir os requisitos para um ou mais procedimentos;

ü     liberdade para as organizações definirem os documentos e os registros necessários para garantir a eficácia dos seus processos, além dos já requeridos pela norma;

ü       eliminação da letra g na subcláusula 4.2.3;

ü     os documentos de origem externa que devem estar sob controle são os necessários para o planejamento e a operação;

ü     a organização deve estabelecer um procedimento documentado para definir os controles necessários para a identificação, o armazenamento, a recuperação, a relação e a disposição dos registros.

·      competência, treinamento e consciência (6.2.2):

ü    (a) determinar a competência necessária para as pessoas que executam trabalhos que afetam a conformidade com os requisitos do produto;

ü    (b) onde aplicável, prover treinamento ou tomar outras ações para atingir a competência necessária.

Observa-se que a avaliação de eficácia dos treinamentos está focada na competência necessária para que o pessoal atinja a conformidade dos requisitos do produto (serviço).

·      infraestrutura (6.3):

ü      (c) serviços de apoio, como sistemas de transporte, de comunicação ou de informação.

·      determinação dos requisitos relacionados ao produto (7.2.1):

ü      atividades de pós-entrega podem incluir ações sob:

Ø     condições de garantia;

Ø     obrigações contratuais, tais como serviços de manutenção;

Ø     serviços (suplementares) complementares, como reciclagem e descarte (disposição final).

·      planejamento de projeto e desenvolvimento (7.3.1):

ü    análise crítica de projeto e desenvolvimento, verificação e validação têm propósitos distintos;

ü   estas atividades podem ser conduzidas e registradas separadamente, assim como em qualquer combinação adequada ao produto e à organização”.

·      entradas (7.3.2):

ü       devem ser analisadas criticamente quanto à suficiência;

ü       requisitos devem ser completos, sem ambiguidade e não conflitantes entre si.

·      saídas (7.3.3):

ü       devem estar em uma forma adequada para a verificação em relação às entradas;

ü       fornecer informações para aquisição, produção e prestação de serviço.

·      monitoramento (7.5.1):

ü       (d) a disponibilidade e uso de equipamento de monitoramento e medição.

·      validação de processos (7.5.2):

ü       a organização deve validar quaisquer processos de produção e prestação de serviço em que a saída resultante não possa ser verificada por monitoramento ou medição subsequente e, como consequência, deficiências tornam-se aparentes somente depois que o produto estiver em uso ou o serviço tiver sido entregue.

·      satisfação do cliente (8.2.1):

ü      passou a ser considerada um indicador e não mais uma medição da performance do SGQ.

·      auditoria Interna (8.2.2):

ü      foi incluída a obrigatoriedade de manter registros da auditoria e de seus resultados.

·      medição e monitoramento dos processos (8.2.3):

ü     quando os resultados planejados não forem alcançados, correções e ações corretivas devem ser executadas, como apropriado;

ü      foi incluída uma nota para esclarecer que o tipo de monitoramento a ser aplicado depende do impacto do processo no atendimento aos requisitos do produto na eficácia do SGQ.

·      controle de produto não conforme (8.3):

ü       (d) requer que, quando praticável, a organização deva tomar as ações apropriadas aos efeitos ou aos potenciais efeitos de uma não conformidade detectada após a entrega ou uso do produto.

2.6.5. Qualidade baseada nas normas OHSAS, SA 8000:2001 e NBR 16001:2004

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2.6.5.1. Norma OHSAS

·       tem como objetivo fornecer os requisitos para um sistema de gestão da segurança e saúde ocupacional (S&SO), permitindo a uma organização controlar seus riscos de acidentes e doenças e melhorar seu desempenho;

·       o modelo de gestão inclui as seguintes atividades básicas:

ü       política de S&SO;

ü       planejamento;

ü       implementação e operação;

ü       verificação e ação corretiva;

ü       análise crítica pela administração;

ü       melhoria contínua.

·       é obrigatório o estabelecimento de procedimentos para a identificação contínua de perigos e devem ser incluídas entre outras:

ü       atividades de rotina e não rotineiras;

ü      atividades específicas de todo o pessoal que tem acesso aos locais de trabalho, incluindo aqueles que não pertencem a organização master, subcontratados, visitantes, entre outros;

ü      atividades na confecção de produtos;

ü      atividades que envolvem o canteiro de obras;

ü      atividades que envolvem o acampamento.

·       é obrigatório o estabelecimento de uma metodologia de identificação de perigos e avaliação de riscos:

ü     escopo, natureza, planilha de eventos e momento oportuno para agir;

ü     assegurar a classificação de riscos e sua clara identificação;

ü     estabelecer medidas e padrões dos riscos que devem ser controlados;

ü     ser consistente em seus propósitos e fornecer treinamento adequado à compreensão dos riscos;

ü     assegurar o monitoramento das ações requiridas.

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2.6.5.2. Norma SA 8000:2001

·      a norma SA 8000 foi criada pelo “Council on Economic Priorities Accreditation Agency” em 1997;

·      é uma organização não lucrativa da qual participam especialistas empresariais, organizações trabalhistas e de direitos humanos;

·      tem como base os princípios da declaração universal dos direitos humanos;

·      o modelo teórico tem como base as normas ISO 9001:1994 e ISO 14001:1996;

·      os requisitos da norma refletem o aumento das preocupações e das exigências com as mudanças nos sistemas de gestão das empresas;

·      visam a:

ü  além do desenvolvimento econômico-financeiro;

ü  o desenvolvimento social;

ü  a defesa e a proteção dos direitos de todos os segmentos da sociedade.

·      funciona como padrão ético, balizador das ações e das relações da empresa com os públicos com os quais ela interage.

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2.6.5.3. Norma NBR 16001:2004

·    corresponde à responsabilidade social e ao sistema de gestão e seus requisitos, relacionados com a concepção de desenvolvimento sustentável aceita pela ECO 92 – Rio de Janeiro;

·      aplicável a todos os tipos e portes de organizações;

·      a gestão aborda planejamento, implementação e operação, requisitos, medição, análise e melhoria assim como melhoria contínua;

·      relação transparente com os públicos envolvidos:

ü  funcionários;

ü  fornecedores;

ü  consumidores;

ü  comunidade em que está inserida.

·      compromisso ético e sua preocupação com:

ü  a promoção da cidadania;

ü  a promoção do desenvolvimento sustentável;

ü  transparência das suas atividades.

·    é uma estratégia empresarial de condução dos negócios que torna a organização parceira e corresponsável pelo desenvolvimento social ao longo da sua cadeia de partes interessadas (stakeholders): “fornecedores – funcionários – clientes – acionistas – comunidade – sociedade”;

·     transformar esta situação de responsabilidade social em um espiral crescente de melhoria requer a existência de um sistema para sua gestão e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) deu grande contribuição a este tema ao lançar, em dezembro de 2007, a NBR 16001;

·      esta norma trata dos requisitos mínimos para um sistema da gestão da responsabilidade social – similarmente à ISO 9001 para o sistema da gestão da qualidade. Caminha-se a passos largos para uma norma internacional ISO;

·      a NBR 16001 utiliza o conceito de que a responsabilidade social está associada à concepção de desenvolvimento sustentável e se reflete nas suas três dimensões:

ü  econômica;

ü  ambiental;

ü  social.

·      com a mesma estrutura da ISO 9001, a NBR 16001 fundamenta-se na metodologia do PDCA  (planejar, fazer, verificar e atuar);

·      enquanto a SA 8000 está fundamentada em critérios restritivos voltados à responsabilidade social para uma organização, a NBR 16001 está focada nos requisitos para o sistema da gestão, sem deixar de considerar todos os critérios que caracterizam uma empresa socialmente responsável – este é o grande diferencial a favor da 16001: sistema da gestão.

2.6.6. Guias de referência internacionais

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2.6.6.1. Introdução

As principais referências internacionais, cada uma com suas características e particularidades, são:

·         PMI (Project Management Institute), norte-americano;

·         IPMA (International Project Management Association), europeu;

·         APM (Association for Project Management), inglês;

·         PMCC (Project Management Professionals Certification Center), japonês.

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2.6.6.2. Conjunto de conhecimento do gerenciamento de projetos – PMBOK Guide

O guia conhecido como “A Guide to the Project Management Body of Knowledge” do Project Mangement Institute (PMI) é estruturado em torno de seis áreas de conhecimento e vários subprocessos:

·       integração do projeto: descreve os processos necessários para assegurar que os vários elementos do projeto sejam adequadamente coordenados.

      Consiste na elaboração do plano do projeto, sua execução e controle integrado de alterações.

·       escopo do projeto: descreve os processos necessários para assegurar que o projeto inclua todas as atividades necessárias, e somente as necessárias, para que seja finalizado com sucesso.

      Consiste na iniciação, no planejamento do escopo, na definição do escopo, na verificação do escopo e no controle das alterações do escopo.

·       tempo do projeto: descreve os processos necessários para assegurar a conclusão do projeto dentro do prazo previsto.

      Consiste na definição das atividades, sua sequência e duração e na elaboração do cronograma e no controle do cronograma.

·       custos do projeto: descreve os processos necessários para assegurar que o projeto seja concluído dentro do orçamento aprovado.

      Consiste no planejamento dos recursos, na estimativa de custos, no orçamento de custos e no controle de custos.

·       qualidade do projeto: descreve os processos necessários para assegurar que o projeto satisfaça às necessidades para as quais foi criado.

      Consiste no planejamento, na garantia e no controle da qualidade.

·       recursos humanos do projeto: descreve os processos necessários para que se empregue de forma eficaz o pessoal envolvido no projeto.

      Consiste no planejamento, no organizacional, na formação da equipe e no desenvolvimento da equipe.

·       comunicações do projeto: descreve os processos necessários para assegurar a geração, a coleta, a divulgação, o armazenamento e a disposição final apropriada e oportuna das informações do projeto.

      Consiste no planejamento das comunicações, na distribuição de informações no relatório de desempenho e no encerramento administrativo.

·       riscos do projeto: descreve os processos relacionados à identificação, à análise e às respostas a riscos do projeto.

      Consiste no planejamento do gerenciamento de riscos, na identificação de riscos, na análise qualitativa de riscos, na análise quantitativa de riscos, no planejamento de respostas a riscos e na monitoração e no controle de riscos.

·       aquisições do projeto: descreve os processos necessários à aquisição de bens e serviços fora da organização executora do projeto.

      Consiste no planejamento da aquisição de bens e serviços, no planejamento da solicitação, na seleção das fontes, na administração e no encerramento dos contratos.

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2.6.6.3. Fluxograma – PMBOK Guide

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2.6.6.4. IMBA/ICB – Europa

A International Project Management Association (IPMA) é uma organização sem fins lucrativos, registrada na Suíça, cuja função principal é promover a gestão de projetos internacionalmente.

Iniciou suas atividades em 1965, como um fórum para troca de experiências entre gerentes de projetos internacionais.

O IPMA Competence Baseline (ICB) é um guia de referência e representa a visão européia da disciplina de gestão de projetos. Nele são descritos o conhecimento, a experiência e as atitudes pessoais esperados dos gerentes de projeto e sua equipe de apoio.

Contém termos básicos, tarefas, práticas, habilidades, funções, processos de gestão, assim como conhecimento especializado, onde apropriado, de práticas inovadoras e avançadas utilizadas em situações mais limitadas.

Consiste de 42 elementos para conhecimento e experiência em gestão de projetos (28 elementos centrais e 14 elementos adicionais) assim como oito aspectos de atitudes pessoais e 10 aspectos para impressão geral.

Cada associação nacional é responsável por estabelecer sua própria documentação detalhada para certificação, especialmente o National Competence Baseline (NCB), que é um guia de referência desenvolvido tomando por base o ICB e fazendo adaptações de acordo com especificidades locais.

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2.6.6.5. APM BoK – Inglaterra

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2.6.6.6. PMCC/P2M – Japão

2.7. Alcance do sistema de gestão ambiental

2.7.1. Foco no sistema de gestão ambiental

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2.7.1.1. Introdução

 O foco principal é como ampliar o chamado sistema da qualidade para atender à ISO 14000 e sua família, construindo o sistema integrado de gestão da qualidade e o ambiental.

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2.7.1.2. Reflexões e fundamentos básicos sobre o meio ambiente

Nas últimas décadas, exatamente 15 anos, tem ocorrido uma mudança muito grande no ambiente em que vivemos e no ambiente em que as empresas operam: as empresas que eram vistas apenas como instituições econômicas passam a se preocupar com o meio ambiente.

Os fundamentos, ou seja, a base de razões que levam as empresas a adotar e praticar a gestão ambiental, são vários, desde o aumento da influência de grupos sociais externos à organização, mudanças nos valores e ideologias sociais, intervenção crescente da atuação do Estado na economia, elevação do padrão ético desempenhado pelas organizações, crescimento da importância das comunicações, procedimentos obrigatórios de atendimento da legislação ambiental até a fixação de políticas ambientais que visem à conscientização de todo o pessoal da organização.

O conceito de desenvolvimento sustentável, que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações atenderem às suas, é a nova palavra de ordem e pode ser resumido nos seguintes pontos básicos e, podemos afirmar, críticos:

·         todo o estoque territorial da terra, suas condições naturais, o solo, a água e a atmosfera deveriam ser recursos renováveis para nossa sobrevivência, mas hoje são recursos decrescentes por estarem sendo afetados pelos processos de utilização e exaustão pela ação humana, decorrentes de atividades públicas e privadas, e por estas razões estão mais caros ou se encontram mais protegidos;

·         a cada minuto a Terra perde 21 hectares de florestas, equivalente a 42 campos de futebol;

·         a cada dia a população mundial aumenta 200 mil pessoas. O crescimento da população humana, principalmente em grandes regiões metropolitanas e nos países menos desenvolvidos, exerce forte consequência sobre o meio ambiente em geral e sobre os recursos naturais em particular;

·         as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono encontram-se nos níveis mais altos em 2 milhões de anos e é uma curva ascendente;

·         com relação ao líquido mais precioso de que o homem necessita, tem-se que 80% da terra é água, só 2% desta água é doce, só 0,67% dessa água doce não está nas calotas polares e só 0,007% dessa água doce é renovável e disponível para consumo humano;

·         a legislação ambiental exige cada vez mais respeito e cuidado com o meio ambiente. A lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, dispõe sobre sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, exigência essa que conduz coercitivamente a uma maior preocupação ambiental;

·         injetamos diariamente dezenas de compostos químicos no solo, nos rios, nos mares, despejamos milhões de toneladas de lixo sólido nos oceanos, liberamos bilhões de toneladas de carbono no ar todos os anos, causando o efeito estufa;

·         68,5% dos resíduos das grandes cidades brasileiras são jogadas em lixões e alagados, produzimos 14,5 milhões de metros cúbico de esgoto por dia, tratamos apenas um terço do esgoto produzido;

·         pressões públicas de cunho local, nacional e mesmo internacional exigem cada vez mais responsabilidades ambientais das empresas;

·         bancos, financiadores e seguradoras dão privilégios a empresas ambientalmente sadias ou exigem taxas financeiras e valores de apólices mais elevadas de firmas poluidoras;

·         a sociedade em geral e a vizinhança em particular está cada vez mais exigente e crítica no que diz respeito a danos ambientais e à poluição provenientes de empresas e atividades;

·         organizações não governamentais, grupos e movimentos comunitários, lideranças comunitárias, forças políticas e sindicais atuantes e associações estão sempre mais vigilantes, exigindo o cumprimento da legislação ambiental, a minimização de impactos, a reparação de danos ambientais ou impedem a implantação de novos projetos ou atividades;

·         atualmente as ações governamentais exigem ações mitigadoras, compradores de produtos intermediários estão exigindo cada vez mais produtos que sejam produzidos em condições ambientais favoráveis;

·         a imagem de empresas ambientalmente saudáveis é mais bem aceita por acionistas, consumidores, fornecedores e autoridades públicas;

·         a gestão ambiental empresarial está na ordem do dia, principalmente nos países ditos industrializados e também já nos países considerados em vias de desenvolvimento;

·         preocupações ambientais, crescimento da pressão pública e medidas regulamentares estão mudando a maneira das pessoas fazerem negócios ao redor do mundo, os clientes, os consumidores e outras partes interessadas estão aumentando a demanda por produtos e serviços ambientalmente corretos, que são oferecidos por organizações socialmente responsáveis, e tendem a dispensar produtos e serviços que agridem o meio ambiente. Portanto, está se tornando cada vez mais importante para as organizações demonstrarem que, não só por suas filosofias, mas também por suas estratégias de investimentos e operações diárias, são sustentáveis;

·         o clima do negócio internacional está forçando as organizações a serem mais transparentes e a considerar o impacto total das suas políticas e operações. A pressão do governo, do público em geral, da mídia para reportar a performance social e ambiental e da necessidade de mais informações públicas dos investimentos (clientes e partes interessadas) são algumas das razões que levam organizações a declarar publicamente sua performance;

·         com o crescimento da preocupação de caráter mundial em se conseguir o desenvolvimento sustentável preconizado pela Rio/92, e o consequente aumento do poder de pressão do consumidor, cada vez mais exigente em termos ambientais, tem-se exigido a certificação ambiental, nos moldes da ISO 14000, ou ainda certificados ambientais específicos. As empresas potencialmente poluidoras estão preocupadas com sua imagem, de maneira que estão procurando adaptar-se aos novos tempos, diminuindo seu potencial poluidor.

Por sua vez, a competitividade moderna também exige das indústrias adequação a esta tendência ambiental, o que está propiciando o surgimento de indústrias de produtos e serviços ambientais, as chamadas indústrias verdes, que têm suas atividades especializadas e direcionadas à criação e ao desenvolvimento de processos, programas, serviços e equipamentos antipoluidores que visam a diminuir ou eliminar a poluição, como por exemplo: reciclagem de lixo, filtros, catalisadores, etc. Portanto, indústrias verdes são aquelas cuja produção está adequada aos novos parâmetros ambientais e estão direcionadas a serviços que visam à diminuição da poluição.

2.7.2. Histórico da ISO 14000 – Gestão ambiental

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2.7.2.1. Evolução da legislação ambiental federal

·      somente com a promulgação da Constituição Federal de 1988 foram instituídos os dispositivos necessários à devida proteção ao meio ambiente pelo poder público;

·      em 1991 a ISO criou um Grupo Assessor Estratégico sobre Meio Ambiente (Strategic Advisory Group on Environment – SAGE) para analisar a necessidade de desenvolvimento de normas internacionais na área do meio ambiente. Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992, o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, presidido pelo empresário suíço Stephan Schmidheiny, apoiou a criação de um comitê específico, na ISO, para tratar das questões de gestão ambiental;

·      em virtude da impossibilidade da ABNT criar, em 1994, um Comitê Brasileiro para acompanhar e influenciar o desenvolvimento das normas da Série ISO 14000, foi criado com o apoio da ABNT o Grupo de Apoio à Normalização Ambiental (GANA), com sede no Rio de Janeiro, e com a participação de empresas, associações e entidades representativas de importantes segmentos econômicos e técnicos do país.

      O Grupo tinha como objetivo acompanhar e analisar os trabalhos desenvolvidos pelo ISO/TC 207 e avaliar o impacto das normas ambientais internacionais nas organizações brasileiras;

·      o GANA, por uma participação efetiva nos trabalhos do ISO/TC 207, influiu decisivamente para que os interesses da indústria brasileira e dos países em desenvolvimento fossem levados em conta no desenvolvimento da Série ISO 14000. Como resultado, temos hoje mais de 2.000 certificados ISO 14001 (algumas empresas, como a Petrobras, têm vários) contribuindo, portanto, para promover uma maior competitividade dos produtos nacionais no mercado internacional.

      As normas ISO 14000 são de adoção voluntária pelas empresas, mas na prática torna-se quase obrigatória para as empresas que vendem seus produtos no exterior.

      Neste período, várias normas da Série ISO 14000 foram traduzidas para o português e publicadas como Normas Brasileiras NBR ISO (como a NBR ISO 14001 e a NBR ISO 14010);

·      as constituições federais anteriores, embora assegurassem direitos e garantias à vida e à saúde e à proteção de monumentos, foram insuficientes para a proteção dos ecossistemas;

·      para demonstrar a evolução da questão ambiental no Brasil, é apresentada uma sucinta evolução da legislação ambiental federal, em ordem cronológica, com suas ementas e/ou objetivos:

ü     1923 – Decreto nº 16.300 – previu a possibilidade de impedir que indústrias viessem a prejudicar a saúde da população de comunidades instaladas em áreas vizinhas (Impacto de Vizinhança);

ü     1934 – Decreto-lei nº 24.643 (Código de Águas), Decreto-lei nº 23.793 (Código Florestal) e a Lei nº 24.645 (Lei de Proteção à Fauna);

ü     1937 – Decreto-lei nº 25 – organiza a proteção ao Patrimônio Histórico e Artístico Nacional;

ü     1954 – Lei n° 2.312 – estabeleceu normas gerais sobre a defesa e a proteção da saúde pública (Código Nacional de Saúde);

ü     1961 – Decreto nº 50.877 – dispõe sobre o lançamento de resíduos tóxicos e oleosos nas águas interiores e litorâneas do país; e a Lei nº 3.924 – dispõe sobre os monumentos arqueológicos e pré-históricos;

ü     1964 – Lei nº 4.466 (12/11/64) – determina a arborização das margens das Rodovias do Nordeste, bem como a construção de aterro-barragem para represamento de águas;

ü     1965 – Lei nº 4.771 (15/09/65) – institui o Novo Código Florestal Brasileiro;

ü     1967 – Decreto-lei nº 227/67 (Código de Mineração), o Decreto-lei nº 303 – cria o Conselho Nacional de Controle da Poluição Ambiental, o Decreto-lei nº 221 – dispõe sobre proteção e estímulos à pesca, a Lei nº 5.197, nova Lei de Proteção à Fauna, o  Decreto-lei nº 248 – instituiu a Política Nacional de Saneamento Básico;

ü     1973 – Decreto nº 73.030 (30/10/73) – cria, no âmbito do Ministério do Interior, a Secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA) e dá outras providências; e a divulgação do II Plano Nacional de Desenvolvimento, contendo diretrizes e prioridades para a preservação e o planejamento ambiental;

ü     1975 – Decreto-lei nº 1.413 – dispõe sobre o controle da poluição do meio ambiente provocada pela atividade industrial e a Lei nº 6.225 – dispõe sobre a execução obrigatória de planos de proteção ao solo e de combate à erosão;

ü     1977 – Lei nº 6.513, complementada pelo Decreto nº 86.176/81 – dispõem sobre a criação de Áreas Especiais e de Locais de Interesse Turístico;

ü     1979 – Lei nº 6.766 (19/12/79) – dispõe sobre o Parcelamento do Uso do Solo Urbano e dá outras providências;

ü     1980 – Lei nº 6.803 – dispõe sobre as diretrizes básicas para o zoneamento industrial nas áreas críticas de poluição;

ü     1981 – Lei n° 6.938 (31/08/81) – dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências;

ü     1983 – Decreto nº 88.351/ 83 – cria o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) e o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), como seu órgão superior;

ü     1983 – Decreto n° 88.351 (01/06/83) – regulamenta a Lei nº 6.938, de 31 agosto de 1981, e a Lei n° 6.902, de 27 de abril de 1981, que dispõem, respectivamente, sobre a Política Nacional do Meio Ambiente e sobre a criação de Estações Ecológicas e Áreas de Proteção Ambiental, e dá outras providências;

ü     1984 – Decreto n° 89.531 (08/03/84) – dispõe sobre o Plano Básico de Zoneamento de Ruído e Planos Específicos de Zoneamento de Ruído a que se refere o Código Brasileiro do Ar; Manual Para Atividades Ambientais Rodoviárias 29;

ü     1984 – Decreto nº 89.532 (06/04/84) – acrescenta incisos ao Art. 37 do Decreto n° 88.351, de 01/06/83, que regulamenta a Política Nacional do Meio Ambiente;

ü     1984 – Decreto nº 89.336/84 – dispõe sobre Reservas Ecológicas e Áreas de Relevante interesse Ecológico;

ü     1985 – Lei nº 7.347 (24/07/85) disciplinando a ação civil pública de responsabilidade por danos causados ao Meio Ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico e dá outras providências;

ü     1986 – Resolução CONAMA nº 001 (23/01/86) – estabelece a obrigatoriedade de elaboração de Estudo de Impacto Ambiental (ElA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) para diversos projetos, bem como estabelece as definições, as responsabilidades, os critérios básicos e as diretrizes gerais para o Uso e Implementação da Avaliação de Impacto Ambiental como um dos Instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente. O artigo 2° desta Resolução discrimina as atividades transformadoras do Meio Ambiente, inclusive as rodovias e as sujeitam ao processo de licenciamento ambiental;

ü     1986 – Resolução CONAMA nº 006 (24/01/86) – aprova os modelos de publicação de pedidos de licenciamento em quaisquer de suas modalidades, sua renovação e a respectiva concessão e aprova os novos modelos para publicação de licenças;

ü     1986 – Decreto nº 92.752 (05/06/86) – aprova o Programa de Ações Básicas para a Defesa do Meio Ambiente e dá outras providências;

ü     1987 – Resolução CONAMA nº 009 – regulamenta, em nível federal, a obrigatoriedade de realização da audiência pública referida no 2° parágrafo do Artigo II da Resolução CONAMA 001/86;

ü     1988 – Constituição da República Federativa do Brasil – Dispositivos pertinentes nos artigos 5º, 20º, 23º, 24º, 129º, 170º, 174º, 216º e 225º;

ü     1988 – Resolução CONAMA nº 01/88 (14/12/88) – trata das exigências impostas no interior de Áreas de Proteção Ambiental (APA), sua criação, fiscalização e proteção;

ü     1989 – Decreto n° 97.632 (10/04/89) – regulamenta a Lei n° 6.938/81 no que se refere à recuperação de áreas degradadas pela mineração;

ü    1989 – Resolução CONAMA nº 010/89 (14/09/89) – estabelece padrões de emissão de poluentes por veículos automotores a diesel;

ü     1990 – Decreto Federal nº 99.274 (06/06/90) – regulamenta a Política Nacional do Meio Ambiente;

ü     1990 – Resolução CONAMA nº 002/90 (08/03/90) – instituiu o Programa Nacional de Educação e Controle da Poluição Sonora;

ü     1990 – Resolução CONAMA nº 003/90 (28/06/90) – estabeleceu os padrões de qualidade do ar e as concentrações de poluentes atmosféricos;

ü     1993 – Lei nº 8.666/93 – regulamenta as licitações públicas e determina expressamente em seu Artigo 6º, inciso IX, que o projeto básico de qualquer obra ou serviço seja elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que assegurem viabilidade técnica e um adequado tratamento do impacto ambiental do projeto, que possibilite a avaliação do custo da obra e definição dos métodos e do prazo de execução;

ü     1997 – Resolução CONAMA nº 237 (19/12/97) – regulamenta a revisão dos procedimentos e dos critérios utilizados no licenciamento ambiental, considerando a necessidade de se incorporar ao sistema de licenciamento ambiental os instrumentos de gestão ambiental para o desenvolvimento sustentável e a melhoria contínua do desempenho ambiental dos projetos planejados;

ü     1997 – Lei n° 9.433/97 – dispõe sobre a Política Nacional dos Recursos Hídricos;

ü     1998 – Lei nº 9.605 (12/02/98), denominada “Lei da Natureza” ou Lei dos Crimes Ambientais – dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente e dá outras providências, entre as quais os crimes contra o meio ambiente (fauna, flora, da poluição e outros crimes, ordenamento urbano e administração ambiental);

ü     2002 – O Governo Federal editou o Decreto nº 4.297, de 10/07/02, que instituiu o Zoneamento Ecológico – Econômico do Brasil (ZEE) como instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente.

No final de 1998, o GANA encerrou suas atividades e, em abril de 1999, a ABNT criou o Comitê Brasileiro de Gestão Ambiental (ABNT/CB-38), que substituiu o GANA na discussão e desenvolvimento das normas ISO 14000 em nível internacional e na tradução e na publicação das normas brasileiras correspondentes. O ABNT/CB-38 foi criado com estrutura semelhante ao ISO/TC 207 e seus subcomitês.

2.7.3. Gestão ambiental faz parte da gestão da qualidade total

A gestão ambiental não pode ser considerada isolada, faz parte da gestão de negócios da empresa, pois ela convive no mesmo ambiente de gestão pela qualidade total.

Portanto, as empresas não podem dar o primeiro passo inserindo em seu contexto a qualidade ambiental sem ter incorporado na empresa a qualidade total – ISO 9000.

Atualmente tem-se o trinômio desenvolvimento sustentável, as normas da ISO 9000 – qualidade total e as normas da ISO 14000 – meio ambiente como base de apoio para que uma empresa possa atingir seus objetivos de satisfação, oferecer serviços e produtos diferenciados a seus clientes, acionistas, colaboradores e à comunidade.

2.7.4. Elementos do sistema da gestão ambiental

·         comprometimento corporativo;

·         análise crítica preparada;

·         política;

·         organização e pessoal;

·         avaliação e registros de impactos ambientais;       

·         objetivos e metas;

·         programa de gestão ambiental;

·         sistema de gestão;

·         controle operacional;

·         registros;

·         auditorias;

·         revisões gerenciais.

2.7.5. Principais elementos da série ISO 14000 – gestão ambiental

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2.7.5.1. Introdução

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2.7.5.2. Normas voltadas para a avaliação da organização

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2.7.5.3. Normas voltadas para a avaliação do produto

2.7.6. Síntese comparativa entre a ISO 9000: 2001 e a ISO 14000

2.7.7. Requisitos do sistema de gestão ambiental – ISO 14001 e ISO 14004

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2.7.7.1. Introdução

As normas especificam os requisitos relativos a um sistema da gestão ambiental, permitindo a uma organização programar, desenvolver e implementar uma política e objetivos que levem em conta os requisitos legais e outros requisitos por ele subscritos, além de informações referentes aos aspectos ambientais significativos.

Uma organização tem a liberdade e a flexibilidade para definir o escopo e os limites de seu sistema de gestão, para algumas unidades operacionais ou para atividades específicas.

O nível de detalhamento, a complexidade do sistema de gestão, a amplitude da documentação e os recursos a ele alocados dependem do porte, das dimensões da organização e do projeto a ser considerado, das suas atividades, serviços e produtos contratados. 

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2.7.7.2. Objetivos ambientais da norma

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2.7.7.3. Política ambiental (4.2)

A política ambiental estabelece um conjunto de compromissos da organização ao nível da melhoria do seu comportamento ambiental

A direção, ao seu mais alto nível, deve definir a política ambiental da organização e garantir que:

·         seja adequada à natureza, à escala e aos impactos ambientais das suas atividades, produtos ou serviços;

·         inclua um compromisso de melhoria contínua e de prevenção da poluição;

·         inclua um compromisso de cumprimento da legislação e dos regulamentos ambientais aplicáveis e de outros requisitos subscritos pela organização que se relacionem a seus aspectos ambientais;

·         proporcione o enquadramento para a definição e revisão de objetivos e metas ambientais;

·         seja documentada, implementada, mantida e comunicada a todos os empregados que trabalham na organização ou que atuam em seu nome;

·         esteja disponível para o público.

A política ambiental deve ser a mola propulsora para a implementação e o aprimoramento o sistema de gestão da organização, permitindo que seu desempenho seja mantido e potencialmente aperfeiçoado, caso contrário, nada surtirá efeito.

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2.7.7.4. Planejamento (4.3)

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2.7.7.5. Implementação e operação (4.4)

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2.7.7.6. Verificação (4.5)

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2.7.7.7. Análise crítica pela administração (4.6)

2.7.8. Exemplos de correspondência entre elementos do sistema de gestão ambiental

2.7.9. Determinação dos aspectos ambientais significativos

Significância é um conceito relativo; não pode ser definido em termos absolutos.

O que é significativo para uma organização pode não ser significativo para outra.

Avaliar a significância envolve tanto a aplicação de análise técnica quanto de julgamento por parte da organização.

A norma recomenda:

·         impactos ambientais positivos (benefícios), bem como negativos (adversos);

·         impactos ambientais e reais;

·         partes do meio ambiente que podem ser afetados: ar, água, solo, flora, fauna, patrimônio cultural, etc.;

·         natureza das alterações ambientais

 

2.7.10. Manual da qualidade ambiental

2.8. Alcance do sistema de gestão da tecnologia

2.8.1. Introdução

O novo modelo organizacional das empresas na implantação de projetos (empreendimentos) vai exigir:

·         formulação adequada de um planejamento estratégico e dos planos de negócios;

·         identificação das necessidades e das expectativas dos clientes internos e externos;

·         espírito de cooperação das áreas de conhecimento da empresa e consultores externos;

·         formação de parcerias com fornecedores, clientes privados ou clientes governamentais;

·         inovação tecnológica;

·         participação de empresas de alta tecnologia na formulação dos projetos de engenharia;

·         aceleração no processo de tomada de decisões;

·         produtos voltados ao desenvolvimento sustentável;

·         determinação dos riscos da empresa e dos projetos e formulação de planos de contingência;

·         respeito ao meio ambiente;

·         responsabilidade social;

·         ética no relacionamento interno e externo;

·         definição clara dos processos para o desenvolvimento de um projeto;

·         estudos de viabilidade técnica e econômica.

 

2.8.2. Considerações sobre tecnologia

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2.8.2.1. Introdução

·      a tecnologia deve ser inicialmente inserida no planejamento estratégico e no plano de negócios da empresa e influenciar a gestão da definição de projetos, principalmente na avaliação da qualidade, o meio ambiente e os projetos de arquitetura e engenharia, nas fases de esboço, projeto preliminar, projeto básico e, finalmente com maior intensidade, nos projetos executivos;

·      todas as abordagens e definições tecnológicas ressaltam o seu aspecto técnico, econômico, do meio ambiente e o do controle de riscos.

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2.8.2.2. Sistema de gestão da tecnologia

O tema gestão da tecnologia está sendo cada vez mais discutido entre profissionais e pesquisadores. Dessa maneira, de acordo com os requisitos propostos para o sistema de gestão um projeto, a organização deve:

·       identificar e gerenciar as necessidades e as expectativas dos clientes;

·       atuar de forma abrangente, compreendendo todo o processo, desde a definição dos projetos básico e executivo de engenharia, sua implantação (construção), até a operação, a manutenção e a ampliação;

·       definir os fatores tecnológicos a serem levados em consideração na avaliação e na seleção de projetos;

·       haver um sistema de inovação na organização que não seja apenas um processo de filtragem de idéias e de negação de recursos para a maioria delas, mas de encorajamento, nutrição e envolvimento à inovação;

·       levar em consideração o fator humano, representado pela satisfação do desenvolvimento tecnológico dos membros da equipe de projeto.

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2.8.2.3. Avaliação do conceito de tecnologia

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2.8.2.4. Tecnologia, fator de vanguarda

·         a evolução tecnológica aparece como o fator mais importante para o desenvolvimento do país e da sociedade;

·         a tecnologia é responsável pelas maiores e mais significativas mudanças na sociedade;

·         a tecnologia aparece como fator decisivo no desenvolvimento sustentável;

·         a inserção de novas tecnologias pode garantir e/ou aumentar a participação no mercado;

·         a inserção da tecnologia na empresa colabora com o controle dos riscos técnico e econômico.

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2.8.2.5. Ciclos da evolução tecnológica

·      1o ciclo: tecnologia de base, segue a linha de origem que resultou na constituição da empresa;

·      2º ciclo: a nova tecnologia ou inovação segue a linha do modismo, sua aplicação não tem a menor resistência, acompanha a evolução normal de mercado;

·      3º ciclo: a nova tecnologia é utilizada para melhorar as tecnologias anteriores, sua aplicação pode ser lenta e normalmente tem uma vida útil de longo alcance e acompanha a evolução normal de mercado;

·      4o ciclo: são descobertos por meio de terceiros novos usos da tecnologia e rapidamente incorporados à empresa; pode-se afirmar que se cria uma liderança temporária de mercado;

·      5º ciclo: são descobertos novos usos da tecnologia ou novas direções que evoluem a partir da própria tecnologia; sua aplicação corresponde a uma liderança forte de mercado, normalmente de longo alcance

2.9. Alcance do sistema de gestão do controle tecnológico - laboratório

2.9.1. Controle tecnológico baseado nas normas técnicas

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2.9.1.1. Histórico do controle tecnológico do concreto

Um artigo técnico sobre controle tecnológico do concreto no Estado de São Paulo, escrito em novembro de 1969, mostrava os seguintes fatos:

·    na cidade de São Paulo, em 1965, apenas 20% das construções em concreto tinham controle tecnológico;

·    em 1969, 50% das construções eram feitas com controle tecnológico, enquanto no interior do Estado, esse processo se reduzia muito, exceto nas obras de grande porte (barragens, obras de arte e outros projetos, públicos, geralmente);

·     funcionavam em São Paulo apenas cinco laboratórios especializados em controle tecnológico do concreto: três particulares e os do IPT e da Universidade Mackenzie;

·    era necessário conscientizar muitos profissionais ligados à construção ainda não esclarecidos sobre a necessidade do controle tecnológico do concreto e o controle abrangia na época estas fases:

ü    elaboração da dosagem do concreto, visando atender à trabalhabilidade, à resistência, à durabilidade e à estética, de acordo com o projeto;

ü      estudo dos materiais constituintes do concreto;

ü     determinação das características do concreto fresco e endurecido (abatimento, moldagem e ensaio dos corpos de prova);

ü  controle estatístico periódico das resistências obtidas, para verificação e necessárias correções;

ü      verificação da resistência do concreto da estrutura (ensaios do concreto endurecido).

Os serviços dos laboratórios se restringiam geralmente:

·       a recuperar estruturas que apresentavam patologias, ameaçando a sua estabilidade.

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2.9.1.2. Desenvolvimento tecnológico

Ocorreram nos últimos trinta anos avanços tecnológicos que promoveram a indústria do concreto proporcionando uma maior confiabilidade, durabilidade, economia, versatilidade, capacidade, adaptabilidade e estética eram algumas das metas a alcançar.

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2.9.1.3. Metrologia

A metrologia, definida como a “ciência da medição”, tem como foco principal prover confiabilidade, credibilidade, universalidade e qualidade às medidas.

Como as medições estão presentes, direta ou indiretamente, em praticamente todos os processos de obtenção de um produto ou de execução de um serviço, a abrangência da metrologia é imensa, envolvendo a indústria em geral e da construção civil, o comércio, a saúde e o meio ambiente, para citar apenas algumas áreas.

Estima-se que cerca de 4% a 6% do PIB nacional dos países industrializados sejam dedicados aos processos de medição.

Nos últimos anos, a importância da metrologia no Brasil e no mundo cresceu significativamente devido, principalmente, a cinco fatores:

·    a elevada complexidade e sofisticação dos modernos processos industriais, intensivos em tecnologia e comprometidos com a qualidade e a competitividade, requerendo medidas de alto refinamento e confiabilidade para um grande número de grandezas;

·      a busca constante por inovação, como exigência permanente e crescente para competitividade, propiciando o desenvolvimento de novos e melhores processos e produtos; melhores medidas podem levar a melhorias incrementais da qualidade, bem como a novas tecnologias, ambas importantes fatores de inovação;

·    a crescente consciência da cidadania e o reconhecimento dos direitos do consumidor e do cidadão, amparados por leis, regulamentos e usos e costumes consagrados – que abrem e garantem o acesso a informações mais detalhadas e transparentes – bem como a grande preocupação com saúde e meio ambiente, tornando imprescindíveis medidas confiáveis em novas e complexas áreas, especialmente a química.

    É importante destacar a crescente relevância da metrologia nas áreas de análises clínicas e de equipamentos médicos;

·      a recente aceleração da globalização, potencializando a demanda por metrologia, em virtude da grande necessidade de harmonização nas relações de troca, atualmente muito mais intensas, complexas e envolvendo um grande número de grandezas a serem medidas com exatidão e credibilidade;

·   no Brasil, especificamente, a entrada em operação das Agências Reguladoras intensificou sobremaneira a demanda por metrologia em áreas que antes não necessitavam de um grande rigor, exatidão e imparcialidade nas medições, como alta tensão, grandes vazões e grandes volumes de fluidos.

Adicionalmente, e como reflexo e consequência dos fatores mencionados, outros desafios se colocam à metrologia. 

Nesse quadro, chama especialmente atenção, como decorrência da globalização, a substituição das tradicionais barreiras tarifárias ao comércio entre nações pelas denominadas barreiras técnicas, muitas vezes envolvendo sutilezas nas especificações de grandezas e processos de medição, o que vem ressaltar ainda mais o papel fundamental da metrologia nesse novo cenário.

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2.9.1.4. CONMETRO

2.9.2. SINMETRO

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2.9.2.1. Objetivo

Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (SINMETRO) é um sistema brasileiro, constituído por entidades públicas e privadas, que exerce atividades relacionadas com metrologia, normalização, qualidade industrial e certificação de conformidade.

O SINMETRO foi instituído pela lei 5.966 de 11 de dezembro de 1973 para criar uma infraestrutura de serviços tecnológicos capaz de avaliar e certificar a qualidade, todos acreditados pelo INMETRO:

·         de produtos, por meio de organismos de certificações;

·         processos e serviços por meio de organismos de certificação;

·         rede de laboratórios de ensaio e de calibração;

·         organismos de treinamento;

·         organismos de ensaios de proficiência;

·         organismos de inspeção.

Apoiam esse sistema os organismos de normalização, os laboratórios de metrologia científica e industrial e os institutos de metrologia legal dos estados e esta estrutura está formada para atender às necessidades da indústria, do comércio, do governo e do consumidor.

O SINMETRO está envolvido em muitas atividades relacionadas ao Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade (PBQP), programa voltado para a melhoria da qualidade de produtos, processos e serviços na indústria, no comércio e na administração federal.

Dentre as organizações que compõem o SINMETRO, as seguintes podem ser relacionadas como principais: 

·       CONMETRO e seus Comitês Técnicos;

·       INMETRO;

·       Organismos de Certificação Acreditados (OCC) – Sistemas da Qualidade, Sistemas de Gestão Ambiental, Produtos e Pessoal;

·       Organismos de Inspeção Credenciados (OIC);

·       Organismos de Treinamento Credenciados (OTC);

·       Organismo Provedor de Ensaio de Proficiência Credenciado (OPP);

·       Laboratórios Credenciados – Calibrações e Ensaios (RBC/RBLE);

·       Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT);

·       Institutos Estaduais de Pesos e Medidas (IPEM);

·       Redes Metrológicas Estaduais.

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2.9.2.2. Funções

2.9.3. INMETRO

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2.9.3.1. Histórico

Instituto Nacional de Metrologia e Normalização Industrial (INMETRO) foi criado pela Lei 5.966 de 11/12/1973 para executar a política metrológica do país, traçada pelo CONMETRO.

Recentemente, a Resolução nº 3, de 23/07/2002, do CONMETRO, confirmou o INMETRO como “Instituto Nacional de Metrologia, à semelhança de outros países que possuem órgãos com essa mesma finalidade, sendo essa uma expressão internacionalmente consagrada”.

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2.9.3.2. Atribuições principais

·         metrologia científica e industrial;

·         metrologia legal;

·         avaliação da conformidade;

·         organismo acreditador;

·         secretaria executiva do CONMETRO e dos seus comitês técnicos assessores;

·         supervisão dos organismos de fiscalização e verificação da certificação(*).

(*) O INMETRO delega as atividades de verificação, fiscalização e da certificação às entidades da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade (RBMLQ) que são os Institutos de Pesos e Medidas (Ipem) dos estados brasileiros.

O INMETRO opera em Xerém, no Rio de Janeiro, um conjunto de Laboratórios, mantendo grandezas metrológicas básicas, a saber: Fluidos, Força e Dureza, Massas, Medidas Dimensionais, Pressão, Capacitância e Indutância Elétrica, Resistência Elétrica, Potência, Energia e Transformação Elétrica, Tensão e Corrente Elétrica, Acústica, Eletroacústica, Vibrações, Interferometria, Fotometria, Radiometria, Termometria, Pirometria, Higrometria e Laboratório de Motores e em fase de instalação: Metrologia Química.

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2.9.3.3. Objetivos

Os objetivos, diretrizes estratégicas para a metrologia brasileira, são:

·        organizar e harmonizar a visão e os conceitos sobre a metrologia e seu papel no Brasil;

·     identificar necessidades e problemas dos diversos atores responsáveis direta ou indiretamente pelas atividades metrológicas no País;

·    estabelecer diretrizes estratégicas para as ações dos principais atores envolvidos com a metrologia no Brasil e servir de base para a formulação de seus planos, nos diferentes níveis e áreas da metrologia.

A metrologia é uma área muito complexa, pela variedade de disciplinas técnicas e científicas envolvidas, pelos diferentes níveis de atuação e pela diversidade de instituições e profissionais a ela relacionados e, para tornar mais factível uma abordagem planejada, faz-se necessária uma segmentação, focada nos seguintes pontos.

·      INMETRO como o Instituto Nacional de Metrologia do Brasil;

·      metrologia legal;

·      estrutura nacional para garantia da confiabilidade das medições;

·      educação e metrologia.

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2.9.3.4. Organismos acreditados

O INMETRO é assessorado pelos comitês técnicos do CONMETRO na preparação dos documentos que servem de base para a acreditação.

O INMETRO acredita:

·         organismos de certificação;

·         organismos de inspeção;

·         laboratórios de calibração;

·         laboratórios de ensaios.

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2.9.3.5. Organismos de certificação

2.9.4. Controle tecnológico versus qualidade

Enquanto o controle tecnológico visa a verificar se estão sendo atendidas as especificações tanto do material como de sua aplicação, o controle da qualidade é mais abrangente, uma vez que envolve também a referência normativa e a análise quanto ao atendimento ou não das especificações do projeto, além da verificação da adequação das instalações e dos equipamentos, da aferição dos instrumentos e dos equipamentos utilizados para medição de qualquer projeto, dos métodos e da documentação utilizados, da competência técnica e da experiência profissional dos profissionais envolvidos.

2.9.5. Processo de acreditação de laboratório de controle de qualidade

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2.9.5.1. Introdução

Os processos adotados para acreditação das empresas de laboratório de controle da qualidade seguem os padrões internacionais de qualidade constantes na NBR ISO/IEC 17025 - Requisitos Gerais para Competência de Laboratórios de Ensaio e Calibração.

Entre outros requisitos de acreditação dos laboratórios pelo INMETRO está a participação, anualmente, nos programas de proficiência de ensaio, ou seja, Programas Interlaboratoriais.

Entre os objetivos do INMETRO, dentre outros, está o aperfeiçoamento de padrões de ensaio e gerenciamento das empresas de serviços de controle tecnológico e da qualidade que prestam serviços no Brasil.

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2.9.5.2. Processos de acreditação

A acreditação no SINMETRO é concedida, pelo INMETRO e significa um reconhecimento formal de que um organismo de certificação, de treinamento, de inspeção, de ensaios de proficiência ou laboratório está operando um sistema da qualidade documentado e demonstra competência técnica para realizar serviços específicos, avaliados segundo critérios estabelecidos pelo INMETRO, baseados em guias e normas internacionais.

A base da acreditação utilizada pelo INMETRO é formada pelos guias internacionais:

·      ABNT ISO/IEC Guia 62 e EN45013 para organismos certificadores de sistemas e pessoal e para organismos de treinamento, respectivamente;

·         ABNT ISO/IEC Guia 65 para organismos certificadores de produtos;

·         ABNT ISO/IEC Guia 39 para organismos de inspeção;

·         ABNT ISO/IEC Guia 25 para laboratórios;

·         ABNT ISO/IEC Guia 43 para organismos de ensaios de proficiência;

·         OECD/BPL para laboratórios de agrotóxicos;

·         BPLC para laboratórios de análises clínicas.

A organização do INMETRO:

·         como acreditador de laboratórios está baseada no ISO Guia 58

·         e como acreditador de organismos de certificação, no ISO Guia 61.

As orientações do IAF, do ILAC, do IATCA e do IAAC para o uso desses documentos são também utilizadas.

Qualquer entidade que ofereça serviços de certificação, de inspeção, de treinamento, de laboratório de ensaio ou de ensaios de proficiência, seja ela pública ou privada, nacional ou estrangeira, situada no Brasil ou no exterior, pode solicitar acreditação no INMETRO e as etapas principais da fase de concessão de acreditação são indicadas no fluxograma da manutenção e da acreditação.

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2.9.5.3. Fluxograma: principais etapas de concessão de acreditação

2.9.6. Programa de incentivos ao desenvolvimento dos laboratórios

Também se pode citar que para a expansão da infraestrutura laboratorial (setor de construção civil), na dimensão setorial e regional, é necessária a criação de demanda de mercado, que está sendo estimulada pelo Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade na Habitação (PBQP-H) - Programa Nacional do Ministério das Cidades.

A utilização, de maneira racional, da capacitação laboratorial e de controle tecnológico do País também tem se dado pela conscientização das entidades de classe e governamentais, das agências reguladoras, das empresas, dos técnicos e dos auditores para os benefícios advindos da utilização dos serviços de laboratórios acreditados.

2.9.7. Qualidade nas empresas de laboratório

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2.9.7.1. Importância - CTLE-01

A importância da implementação da qualidade em empresas de laboratórios de ensaios que efetuam o controle tecnológico e da qualidade na construção civil motivou a criação em 1994 de uma Comissão Técnica de Laboratórios de Ensaios em Construção Civil (CTLE-01), da qual fazem parte todos os laboratórios acreditados ou postulantes à acreditação.

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2.9.7.2. Ensaios de proficiência - ferramenta de benchmarking

A comissão realiza reuniões mensais, com o objetivo de incentivar a acreditação de novos laboratórios e destaca-se entre seus grupos de trabalho o GT-2 - Programas Interlaboratoriais, que promove e coordena desde 1995 diversos programas de proficiência (interlaboratoriais), que atualmente compreende os de: mistura asfáltica, cimento, concreto endurecido, bloco de concreto, solos e MCT, agregados, argamassa industrializada, argamassa colante industrializada, aço, teIas soldadas de aço, peças para pavimentação, placas cerâmicas, telhas, blocos e tijolos maciços cerâmicos.

O ensaio de proficiência é uma comparação interlaboratorial, conduzida por um organismo de competência técnica reconhecida, que visa a medir a qualidade dos resultados emitidos pelos laboratórios participantes a partir de amostras semelhantes em relação a um valor de consenso ou em relação aos parâmetros de precisão de um método de ensaio específico.

Tal avaliação, conduzida sob sigilo absoluto, de modo a manter a integridade do laboratório, é uma ferramenta de gerenciamento do nível de confiança do laboratório e uma medida do seu desempenho em relação às demais organizações participantes, sendo também, com isso, uma ferramenta de benchmarking.

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2.9.7.3. ABNT NBR ISO/IEC 17025:2005

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2.9.7.4. Laboratórios, credenciamento e área de atuação

·         equipamentos elétricos e ópticos (RBC);

·         metrologia mecânica (RBC):

ü  dimensão, pressão, força, torque e dureza, massa, temperatura e umidade.

·         metrologia elétrica (RBC):

ü  eletricidade, temperatura e umidade, tempo e frequência.

·         vazão (RBC);

·         equipamentos mecânicos e estruturas (RBLE);

·         combustíveis e lubrificantes (RBLE):

ü  condutividade elétrica;

ü  cor ASTM;

ü  cor e aspecto (visual);

ü  destilação à pressão atmosférica;

ü  enxofre total (r-x);

ü  índice de cetano;

ü  massa específica (densímetro digital);

ü  massa específica e teor alcoólico;

ü  octanagem e benzeno (IV);

ü  ph (álcool);

ü  ponto de entupimento;

ü  ponto de fulgor (pensky-martens);

ü  ponto de fulgor (tag);

ü  teor de álcool;

ü  teor de hidrocarbonetos .

·         segurança ao fogo (RBLE):

ü  ensaio de chama de 50 w na horizontal - método A;

ü  ensaio de chama de 50 w na vertical - método B;

ü  verificação da capacidade extintora de extintores de incêndio classe 10A;

ü  verificação da capacidade extintora de extintores de incêndio classe 10B;

ü  verificação da capacidade extintora de extintores de incêndio classe 1A;

ü  verificação da capacidade extintora de extintores de incêndio classe 20B;

ü  verificação da capacidade extintora de extintores de incêndio classe 2A;

ü  verificação da capacidade extintora de extintores de incêndio classe 2B;

ü  verificação da capacidade extintora de extintores de incêndio classe 30B;

ü  verificação da capacidade extintora de extintores de incêndio classe 3A;

ü  verificação da capacidade extintora de extintores de incêndio classe 40B;

ü  verificação da capacidade extintora de extintores de incêndio classe 4A;

ü  verificação da capacidade extintora de extintores de incêndio classe 5B;

ü  verificação da capacidade extintora de extintores de incêndio classe 6A.

·         têxteis e confecções (RBLE):

ü  fibras têxteis;

ü  fios têxteis;

ü  tecidos planos;

ü  tecidos de malhas;

ü  não tecidos;

ü  revestimento têxtil de piso;

ü  solidez de cor;

ü  confecções;

ü  odonto-médico-hospitalares.

·         papel e celulose:

ü  ensaios físicos e análises químicas em pasta celulósica, papel, papelão e cartão;

ü  exames microscópicos em matérias-primas fibrosas vegetais, pastas celulósicas, papel, papelão e cartão;

ü  refinação e formação de folhas;

ü  preparação e aplicação de tintas de revestimento.

·         instalações prediais (RBLE):

ü  abastecimento de água fria ou quente;

ü  coleta de água pluvial;

ü  elétricos de baixa tensão;

ü  gás combustível.

·         saneamento (RBLE):

ü  medições e avaliações em campo.

·         ensaios para caracterização da qualidade de materiais e componentes:

ü  produtos derivados da madeira (RBLE);

ü  ensaios que caracterizam a madeira sob o ponto de vista anatômico, físico e mecânico;

ü  ensaios dinâmicos e estáticos em móveis e componentes.

·         análises químicas:

ü  papel e celulose (Remesp);

ü  têxteis e confecções (Remesp);

ü  equipamentos elétricos e ópticos (Remesp).

·         ambiente construído:

ü  conforto ambiental e sustentabilidade dos edifícios.

·         análise metalúrgica de falha e caracterização microestrutural de metal;

·         equipamentos mecânicos e estruturas:

ü  ensaio de absorção de impacto em capacetes;

ü  ensaio de resistência ao descalçamento em capacetes;

ü  ensaio de rigidez em capacetes;

ü  ensaio de viseira em capacetes;

ü  ensaio do sistema de retenção em capacetes;

ü  ensaios em caminhões adaptados com eixo veicular auxiliar;

ü  fadiga dos elementos de fixação do freio em eixo veicular auxiliar;

ü  fadiga por flexão vertical em eixo veicular auxiliar;

ü  ponta do eixo veicular auxiliar - determinação da resistência à fadiga;

ü  verificação das características gerais e dimensionais de capacetes.

·         equipamentos elétricos e ópticos;

·         embalagem e acondicionamento;

·         corrosão e proteção;

·         materiais de construção civil;

·         recursos minerais;

·         tecnologia cerâmica;

·         vias terrestres;

·         resíduos e áreas contaminadas;

·         análises químicas - Falcão Bauer:

ü  água natural e potável;

ü  combustíveis;

ü  efluentes industriais, resíduos sólidos, água residual, subterrânea e salobra;

ü  elastômeros e plásticos;

ü  embalagens em contato com alimento;

ü  materiais para construção civil;

ü  pó químico para extintores de incêndio;

ü  produtos de composição metálica;

ü  produtos têxteis, detergentes e alvejantes;

ü  tintas e materiais para sinalização viária;

ü  tintas e vernizes.

·         análises laboratoriais – meio ambiente:

ü  efluentes líquidos (CETESB artigos 18 e 19A) e resíduos sólidos (NBR 10004);

ü  potabilidade da água;

ü  solos e corretivos agrícolas;

ü  matéria-prima para adubos orgânicos e/ou minerais;

ü  microbiológicas;

ü  cromatográficas.

·         componentes da construção civil:

ü  argamassas;

ü  caixilhos;

ü  ensaios de arrancamento, ultrassom e líquido penetrante;

ü  portas de madeira;

ü  chapas de madeira compensada;

ü  blocos cerâmicos e de concreto;

ü  guarda-corpos;

ü  telhas;

ü  revestimento de pisos e paredes;

ü  pisos de alto desempenho;

ü  placa de gesso acartonado;

ü  vidros;

ü  box de banheiro.

·         solos e pavimentação:

ü  investigações geotécnicas e geológicas;

ü  sondagens e amostragens;

ü 

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2.9.7.5. Ensaios segundo a ABNT para os elementos construtivos da construção civil

·      alvenaria:

ü  bloco de concreto - NBR 7173/82 e NBR 6136/94;

ü  bloco cerâmico - NBR 7171/92.

·      argamassa:

ü  argamassa de assentamento - NBR 14081/98;

ü  argamassa de revestimento interno e externo - NBR 13749/96;

·      revestimentos de pisos e paredes:

ü  placa de piso pré-moldado - NBR-9457/86;

ü  piso de alta resistência (argamassa) - NBR 11801/90;

ü  piso elevado - NBR 11802/91;

ü  placa cerâmica para revestimento - NBR 13818/97;

ü  piso porcelanato não vidrado - NBR 13818/97.

·      estrutura metálica:

ü  parafusos, porcas e arruelas de aço carbono galvanizado a fogo - NBR 6323/90;

ü  parafusos, porcas e arruelas de aço carbono galvanizado a fogo - ASTM A-307;

ü  parafusos, porcas e arruelas de aço carbono galvanizado a fogo - ASTM A-325;

ü  parafusos, porcas e arruelas de aço carbono galvanizado a fogo - AISI-304;

ü  soldagem;

ü  qualificações - AWS D1.1/98.

·      cobertura:

ü  telha de aço carbono galvanizado - NBR 7008/94 e NBR 7013/81;

ü  telha de aço carbono galvanizado pintado - NBR 7008/94 e NBR 7013/81;

ü  calha de aço carbono galvanizado a fogo - NBR 7008/94 e NBR 7013/81.

·      impermeabilização:

ü  asfalto oxidado - NBR 9910/87;

ü  asfalto elastomérico - NBR 13121/94;

ü  solução asfáltica - NBR 9686/86;

ü  emulsão asfáltica sem carga - NBR 9685/86;

ü  emulsão asfáltica com carga a frio - NBR 9687/88;

ü  manta asfáltica com armadura - NBR 9952/98.

·      instalação hidráulica:

ü  tubo de PVC 6,3 - água fria, PN 750 kPa - NBR 5648/99;

ü  conexão de PVC 6,3 - água fria, PN 750 kPa - NBR 5648/99;

ü  tubo de PVC - série normal para esgoto sanitário e ventilação - NBR 5688/99;

ü  conexão de PVC - série normal para esgoto sanitário e ventilação - NBR 5688/99;

ü  tubo de PVC - série reforçada para água pluvial, esgoto sanitário e ventilação - NBR 5688/99;

ü  conexão de PVC - série reforçada para água pluvial, esgoto sanitário e ventilação - NBR 5688/99;

ü  tubo de PVC de parede maciça com junta elástica - NBR 7362-1/99;

ü  tubo de PVC de parede dupla com junta elástica - NBR 7362-1/99 e NBR 7362-3/99;

ü  anel de borracha para tubulações de PVC rígido para esgoto NBR 9051/85;

ü  anel de borracha para junta elástica - NBR 7362-1/99;

ü  anel de borracha para tubulações de PVC para esgoto - NBR 9063/85 e NBR 9051/85;

ü  tubo de ferro fundido para esgoto - NBR 9651/86;

ü  conexão de ferro fundido para esgoto - NBR 9651/86;

ü  tubo de ferro fundido dúctil centrifugado - NBR 7663/91;

ü  conexão de ferro fundido - NBR 7675/88;

ü  anel de borracha para junta elástica e mecânica - NBR 7676/96;

ü  conexão de ferro fundido maleável galvanizado - NBR 6943/93 e NBR 6323/90;

ü  tubo de aço carbono preto ou galvanizado - NBR 5580/93;

ü  tubo de aço carbono com e sem costura - ASTM A-53;

ü  tubo de aço carbono - ASTM A-106;

ü  tubo de aço carbono - DIN 2440;

ü  tubo de cobre (leve ou médio ou pesado) sem costura - NBR 13206/94;

ü  conexão de cobre - NBR 11720/94.

·      instalações contra incêndio:

ü  mangueira de incêndio - EB 2161/92;

ü  tubo de aço carbono galvanizado - NBR 5580/93;

ü  conexão de aço carbono galvanizado - NBR 6943/92;

ü  chuveiro automático para extinção de incêncio - NBR 6135/90.

·      instalações elétricas:

ü  abraçadeira de aço carbono galvanizado eletrolítico - NBR 10476/88;

ü  abraçadeira de aço carbono galvanizado a fogo - NBR 6323/90;

ü  perfilado de aço carbono galvanizado eletrolítico - NBR 10476/88;

ü  acessório para perfilado de aço carbono galvanizado à fogo NBR 6323/90;

ü  acessório para perfilado de aço carbono galvanizado eletrolítico NBR 10476/88;

ü  perfilado de aço carbono galvanizado a fogo - NBR 6323/90;

ü  eletrocalha de aço carbono galvanizado eletrolítico - NBR 10476/88;

ü  acessório para eletrocalha de aço carbono galvanizado eletrolítico - NBR 10476/88;

ü  tampa para eletrocalha de aço carbono galvanizado eletrolítico - NBR 10476/88;

ü  eletrocalha de aço carbono galvanizado a fogo - NBR 6323/90;

ü  acessório para eletrocalha de aço carbono galvanizado a fogo - NBR 6323/90;

ü  tampa para eletrocalha de aço carbono galvanizado a fogo - NBR 6323/90;

ü  eletroduto rígido de aço carbono galvanizado eletrolítico com costura - NBR 13057/93;

ü  curva para eletroduto rígido de aço carbono galvanizado eletrolítico com costura - NBR 13057/93;

ü  luva para eletroduto rígido de aço carbono galvanizado eletrolítico com costura - NBR 13057/93;

ü  eletroduto rígido de aço carbono galvanizado à fogo com costura - NBR 5624/93;

ü  curva para eletroduto rígido de aço carbono galvanizado a fogo com costura - NBR 5624/93;

ü  luva para eletroduto rígido de aço carbono galvanizado à fogo com costura - NBR 5624/93;

ü  eletroduto rígido de aço carbono galvanizado à fogo com ou sem costura - NBR 5598/93;

ü  curva para eletroduto rígido de aço carbono galvanizado à fogo com ou sem costura - NBR 5598/93;

ü  luva para eletroduto rígido de aço carbono galvanizado à fogo com ou sem costura - NBR-5598/93;

ü  eletroduto de PVC rígido - NBR-6150/80;

ü  curva para eletroduto de PVC rígido - NBR-6150/80;

ü  haste de aterramento aço/cobreado - NBR-13571/96;

ü  fio e cabo - NBR 6148/92.

·      instalação de ar-condicionado:

ü  chapa de aço-carbono galvanizado - NBR 7008/NBR 7013;

ü  chapa de aço-carbono galvanizado - ASTM A-653;

ü  tubo de aço-carbono galvanizado - NBR 5580/93;

ü  conexão de aço-carbono galvanizado - NBR 6943;

ü  emulsão asfáltica com carga a frio - NBR 9687/88.

·      instalação de refrigeração (frio alimentar):

ü  tubo de cobre - ASTM B-75;

ü  conexão de cobre - ASTM B-75;

ü  tubo de cobre - ASTM B-280;

ü  conexão de cobre - ASTM B-280;

ü  vareta para brasagem;

ü  soldagem;

ü  qualificações - AWS D1.1/98.

·      instalação de rede de águas pluviais:

ü  tubo de concreto simples - NBR 9793/87;

ü  inspeção;

ü  tubo de concreto armado - NBR 9794;

ü  inspeção;

ü  tampão circular de ferro fundido - NBR 10160/87.

·      madeiras:

ü  porta de madeira - NBR 8452/96;

ü  taco de madeira para soalho - NBR 6451/84;

ü  batente de madeira - NBR 7190/97 e NBR 8542/86;

ü  prancha de madeira para soalho - NBR 7190/97;

ü  rodapé de madeira - NBR 7190/97.

·      castelo d'água metálico:

ü  soldas;

ü  qualificações - AWS D1.1/98.

·      caixilhos - NBR 10821/2000;

·      elastômeros:

ü  aparelho de apoio de elastômero fretado - NBR 9783/92.

·     pintura:

ü  tinta PVA látex - norma CESP ES-7/93.

·      isolamento térmico:

ü  placa de poliestireno expandido (ISOFOAM) - NBR 11752/93;

ü  placa de poliestireno extrudado (STYROFOAM) - NBR 11752/93.