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Qualidade, meio ambiente, tecnologia e controle tecnológico

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Capítulo III

Manuais da qualidade: empresa, empreendedor, gestor e executor

7.7. Manual da qualidade da empresa

7.7.1. Introdução

Manual da qualidade da empresa é um documento em que se estabelece a política da qualidade e se descreve a forma com que tal política é posta em prática; é portanto um documento de gestão, não ligado a um projeto específico.

Em outras palavras: cada interveniente, por exemplo, as empresas de arquitetura, engenharia, construtores, montadoras, controle tecnológico, gerenciadoras, fornecedores de insumos, indústrias, fornecedores de equipamentos do ativo do projeto têm seu próprio sistema da qualidade (bom ou mau, conhecido ou não conhecido) e a descrição desse sistema constitui seu manual da qualidade (mesmo que não exista, sempre pode ser escrito: basta descrever a realidade do que é feito, quanto à qualidade e seu controle).

7.7.2. Plano da qualidade de um projeto

É um documento que descreve a aplicação do manual da qualidade a um projeto em particular.

Alguns autores o denominam programa da qualidade, porém a ISO (International Standardization Organization) não emprega a palavra programa (apresenta um sentido vago, sem um significado preciso no contexto da garantia da qualidade), mas sim a palavra plano.

Muitas empresas na criação e no desenvolvimento de projetos costumam denominar de manuais para as diversas fases de evolução do projeto.

7.7.3. Planejamento do sistema da qualidade

O planejamento do sistema da qualidade deverá ser estabelecido considerando-se a visão estratégica da empresa, via:

·       identificação dos macroprocessos que compõem o sistema da qualidade;

·       mapeamento dos macroprocessos e seus pontos de controle;

·       identificação e mapeamento dos micro processos e seus pontos de controle;

·       estabelecimento de processos e instruções;

·       previsão da avaliação de conformidade com os processos e as instruções definidos;

·       previsão da avaliação das melhorias de processo;

·       implantação de um cronograma de planejamento de implantação do sistema;

·       sempre que houver alteração significativa da estrutura organizacional da empresa ou emprego de novos produtos, emissão de um plano transitório da qualidade (se houver necessidade, um processo, caso contrário, não considerar os planos de qualidade transitórios).

·       definição dos recursos necessários para a implantação do sistema.

7.7.4. Processo

É um documento que descreve em detalhe a forma de executar corretamente uma determinada tarefa, assim, por exemplo, um construtor pode ter um processo para concretagem em tempo frio e outro para compras de material, entre outros, um projetista pode ter um processo para elaboração de projetos, outro para arquivo de projetos, entre outros.

7.7.5. Processo do planejamento operacional

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7.7.5.1. Planejamento técnico da execução do produto

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7.7.5.2. Planejamento do custo da execução do produto

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7.7.5.3. Plano de controle do projeto

Nesta fase deve-se estabelecer o fluxograma geral do projeto com a identificação dos processos e instruções a serem seguidas e a lista mestra para a identificação dos processos de suporte e processos necessários à execução do projeto para fins de atendimento às aspirações do empreendedor.

O plano de controle do empreendimento deve explicitar os processos específicos de cada atividade.

No plano de controle do projeto deve estar contido todo o controle da qualidade necessário para garantir a qualidade requerida, devendo prever os itens de equipamentos do ativo, materiais e serviços, ou atividades efetivamente controladas em função do contrato ou das especificidades do projeto.

As atividades específicas não previstas devem ser identificadas nesta fase, devendo seus controles e registros serem elaborados sob responsabilidade da equipe da qualidade e inseridos no sistema de garantia da qualidade.

Devem estar previstos no plano de controle os seguintes fatores, entre outros:

·         indicadores da garantia do processo;

·         indicadores da qualidade;

·         registros de indicadores;

·         como controlar;

·         técnicas estatísticas;

·         responsáveis;

·         melhoria contínua;

·         manual da gestão da qualidade em projetos.

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7.7.5.4. Plano de garantia com relação ao meio ambiente

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7.7.5.5. Produção e fornecimento de serviço

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7.7.5.6. Medidas de Garantia

São aquelas ações dirigidas para atingir a quantidade ou para demonstrar que esta foi conseguida.

A natureza destas medidas pode ser técnica (quando se refere à realização material de algo) ou humana (quando se refere a aspectos pessoais ou de organização).

Consequentemente, o controle da qualidade faz parte da garantia da qualidade; de um modo geral, poder-se-ia dizer que controle da qualidade compreende fundamentalmente medidas técnicas e a garantia da qualidade, medidas humanas (aspectos pessoais, como a formação, a motivação, etc., e aspectos de organização, como a forma de circular a informação, de tomar decisões, etc.).

As definições anteriores podem ser aplicadas no âmbito particular de cada um dos intervenientes do processo construtivo: empreendedor, fornecedor, projetista, construtor, etc.

·     o empreendedor prepara um plano da qualidade, quer dizer, um documento que descreve as medidas de garantia da qualidade que devem ser tomadas no projeto;

·     cada interveniente no projeto tem seu próprio manual da qualidade e o adapta ao caso particular (plano da qualidade) mostrando a aplicação do seu sistema da qualidade a esse projeto em específico;

     O conjunto de planos da qualidade dos participantes tem que ser coerente com o plano da qualidade especificado pelo empreendedor.

·     em muitos casos pode-se omitir os planos da qualidade de alguns participantes, mas, o plano da qualidade do empreendedor é sempre necessário.

     Sua extensão pode ser muito diversa, desde um documento extenso e muito detalhado até um papel simples de uma ou duas páginas para os casos correntes.

·     em cada contrato, dentro da seqüência de contratos (empreendedor/projetista, empreendedor/construtor, empreendedor/fornecedor, empreendedor/equipamentos do ativo,entre outros), o tipo e quantidade de medidas da garantia da qualidade contidas no plano dependerá do equilíbrio entre o nível desejado de redução de riscos e o custo correspondente.

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7.7.5.7. Medição, análise e melhoria

7.7.6. Manuais da Qualidade

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7.7.6.1. Generalidades

Como foi comentado, um manual da qualidade é um documento no qual se estabelece a política da qualidade de uma empresa (de projetos, de estudos, de construção de obras, de controle da qualidade, etc.) e se descreve a forma como esta política é colocada em prática.

Trata-se, portanto de um documento de gestão, não específico a um determinado projeto.

Atualmente, o fato de se possuir um manual da qualidade representa uma arma comercial e por menor que seja uma empresa, ela deveria elaborar seu próprio manual como testemunho de responsabilidade profissional.

Trata-se de expor como a empresa organiza seu trabalho.

Aqueles que se utilizam da indefinição são, a princípio, suspeitos no que se refere à qualidade do que produzem; e esta é a filosofia que cada vez mais está sendo imposta no mercado da construção e de seus insumos.

Na seção a seguir é apresentado um exemplo real de manual da qualidade de uma empresa construtora.

Foi elaborado com critério amplo para que seja mais útil, já que é mais fácil suprimir que acrescentar.

A partir dele não será difícil elaborar um especifico a qualquer empresa.

Ainda que o exemplo escolhido se refira a uma construtora, pode ser adaptado para qualquer empresa participante da construção (de projeto, de materiais, etc.), já que os distintos itens são comuns a todos os casos.

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7.7.6.2. Fluxograma: elaboração do plano de qualidade para a gestão de fiscalização do projeto

7.8. Manual do empreendedor para a implantação de um projeto

7.8.1. Introdução

7.8.2. Foco no planejamento dos processos para a realização do produto

A NBR ISO 9000:2000, item 7.1 planejamento da realização do produto, cita:

A organização deve planejar e desenvolver os processos necessários para a realização do produto.

O planejamento da realização do produto deve ser coerente com os requisitos de outros processos do sistema de gestão da qualidade.

Ao planejar a realização do produto, a organização deve determinar a necessidade de estabelecer processos e documentos e prover recursos específicos para o produto.

A organização deve analisar criticamente os requisitos relacionados ao produto e assumir o compromisso da execução dos processos.

A seguir apresenta-se a relação de processos que devem ser aplicados pela empresa na criação e desenvolvimento de um projeto.

7.8.3. Diagrama de aplicação dos processos nas diversas etapas para a criação e o desenvolvimento de um projeto

7.9. Manual do gestor da qualidade

7.9.1. Introdução

O manual da gestão para a implantação de um projeto, para  gestoras, gerenciadoras, supervisoras, empresas de controle por meio de Processos para a realização de produtos das gestoras, deve estar fundamentado em processos que reflitam a estratégia de coordenação, acompanhamento, fiscalização e controle da implantação do projeto com ênfase na qualidade e na conformidade dos produtos realizados pelas construtoras, pelas montadoras, pelas instaladoras, entre outras, isto é, das obras acabadas, montagem, instalações e testes dos equipamentos que fazem parte do ativo.

A seguir apresentamos o fluxograma do processo do gestor para a implantação de um projeto.

7.9.2. Fluxograma: processo do gestor para a implantação de projeto

7.9.3. Gestão da qualidade e do controle tecnológico dos processos referenciados ao gestor

7.10. Manual das construtoras, das montadoras e das empresas de serviços especiais

7.10.1. Introdução

·       este manual da qualidade deve ser preparado pelo responsável pela garantia da qualidade da empresa e com a participação de suas áreas de conhecimento e aprovado pela diretoria e seu objetivo é:

ü     definir os processos para a realização de produtos de um projeto;

ü     documentar o sistema empregado pela empresa na execução de um projeto visando atingir a qualidade especificada.

·       o responsável pela garantia da qualidade é o responsável pela manutenção deste manual atualizado e de adaptar o sistema geral que nele é descrito aos planos da qualidade particulares de cada projeto.

·       o conteúdo deste manual é revisado obrigatoriamente no mínimo uma vez por ano e a proposta de revisão é efetuada pelo gerente de garantia da qualidade; as áreas de conhecimento apresentam as novas informações e a diretoria as aprova.

·       todos os funcionários superiores e médios da empresa estão obrigados a possuir um exemplar do manual, a conhecê-lo no que os afeta e a cumpri-lo e fazê-lo cumprir no âmbito de suas respectivas competências.

7.10.2. Principais fundamentos para a realização do manual

·       a empresa valida os planejamentos específicos determinados pelas áreas de conhecimento  para a realização dos produtos oriundos do seu processo estratégico, criação e desenvolvimento de um projeto, atendendo todos os seus processos fim e de suporte para a implantação de um projeto.

·       estas empresas podem ser denominadas construtoras, montadoras, instaladoras, entre outras, e como projetos podemos ter: usina nuclear, usina hidroelétrica, hospital, shopping, agência bancária, entre outras, e como serviços por exemplo: concretagem, escavação de material de terceira categoria, instalação de um equipamento e assim por diante.

·       a empresa deve executar seus produtos para:

ü     atender aos requisitos do produto especificado em projetos de arquitetura, engenharia, normas técnicas e específicas para um determinado produto que compõem o projeto;

ü    estabelecer processos construtivos, recursos e toda documentação exigida para atender às exigências contratuais estabelecidas no momento da contratação ou mesmo vinculadas às exigências de licitação;

ü    atender ao processo (processo de execução de obras/produtos);

ü    atender ao sistema da qualidade e de controle tecnológico implantado para realização adequada dos produtos contratados pelo empreendedor;

ü    atender e atentar para as datas de verificação do planejamento, pontos de controle e análise crítica e melhoria do sistema da qualidade exigidas pelo empreendedor.

7.10.3. Política da qualidade da empresa

·         a empresa deve:

ü     enteder por garantia da qualidade o conjunto de atividades que conduzem à obtenção da qualidade e à demonstração de que a qualidade foi alcançada.

       Se dá mais ênfase ao primeiro aspecto que ao segundo.

ü    se submeter periodicamente a auditorias de qualidade por parte de uma empresa especializada e põe à disposição de seus clientes os resultados dessas auditorias.

ü    ser membro ativo das organizações nacionais e internacionais citando sua participação.

ü   fornecer o curriculum vitae da equipe técnica ligada a cada projeto, no qual figura não somente a qualificação e a experiência, mas também as ações de formação permanente e reciclagem.

7.10.4. Organização das obras e do plano da qualidade

A organização das obras ajusta-se normalmente ao organograma proposto e aos trabalhos executados segundo processos que cumprem as normas técnicas vigentes e devem ser apresentados por escrito quando assim é estabelecido no plano da qualidade de um determinado projeto.

Na fase de concorrência ou licitação de implantação de um projeto, a empresa deve elaborar um esquema de plano da qualidade para o projeto em questão e, caso seja necessário anexá-lo, a empresa detalha e implementa este esquema adaptando-o aos requisitos do plano da qualidade do proprietário.

O responsável pela qualidade do projeto deve exercer uma vigilância sobre o rigoroso cumprimento dos processos e, caso a natureza do projeto assim exigir, normalmente é designado um responsável especifico pela garantia da qualidade; em outros casos, a responsabilidade sobre a documentação e o acompanhamento do sistema da qualidade cabe ao responsável pela implantação do projeto.

Os planos da qualidade de cada projeto são revisados e submetidos a auditorias a cargo de especialistas da empresa, não relacionados com o projeto em questão, com o objetivo de comprovar sua conformidade com os correspondentes processos e, caso o contrato assim exigir, é facilitado ao proprietário acesso à empresa para que possa comprovar a eficácia do sistema.

7.10.5. Formação

A empresa contrata seus quadros técnicos com o critério básico de que sua qualificação e experiência sejam adequadas a seu nível de responsabilidade deve-se ter um curriculum vitae de cada profissional, continuamente atualizado.

Estimula-se a formação permanente e a reciclagem, para que desenvolvam ao máximo suas potencialidades e estas ações de formação são levadas a cabo tanto internamente como fora da empresa e incluem como matéria a política da qualidade e os sistemas da qualidade próprios da empresa.

7.10.6. Preparação de processos

·         a empresa dispõe de um conjunto de processos que regulam os seguintes extremos:

ü   preparação e revisão de manuais e planos da qualidade;

ü   controle de documentos de garantia da qualidade;

ü   ações corretivas;

ü   registro de resultados de controle;

ü   preparação de processos técnicos;

ü   preparação de processos administrativos;

ü   compras;

ü   controle de materiais;

ü   execução de unidades de obras;

ü   ações a tomar no caso de não conformidade;

ü   auditorias.

7.10.7. Aferição

Todos os equipamentos de medida e ensaio são aferidos periodicamente, pelo menos uma vez ao ano, e os certificados de aferição arquivados e sempre à disposição do proprietário.

7.10.8. Controle de documentos

Um processo define quais os documentos devem ser controlados e respectivos responsáveis por isso.

·         em cada projeto designa-se uma pessoa responsável para que:

ü    as plantas da obra, processos e demais documentos da qualidade estejam sempre atualizados e em poder dos técnicos envolvidos;

ü   os documentos obsoletos ou modificados sejam retirados rapidamente ou sejam carimbados em todas as suas páginas com a menção de anulado ou substituído;

ü   qualquer documento da empresa ou de seus subcontratados esteja adequadamente referenciado (nota e número da revisão);

ü   os documentos revisados tenham passado pelo mesmo processo de aprovação e distribuição que os originais.

7.10.9. Histórico da qualidade do projeto

Em cada projeto o proprietário define que documentos deseja conservar e que constituem o histórico da qualidade do projeto.

A empresa conserva de forma sistemática um jogo de plantas definitivas, cópia do livro de ocorrências, registro das mudanças de projeto, documentação dos lotes recusados e informações de auditorias e ações corretivas, durante um período de pelo menos cinco anos a partir do término das obras.

7.10.10. Elaboração de processos

·        os processos são elaborados de acordo com as indicações do presente item:

ü     as plantas devem cumprir os requisitos do processo correspondente e os processos circulam segundo uma lista de distribuição previamente estabelecida;

ü     as revisões são controladas da mesma forma que as versões originais.

Se o contrato exigir, os processos serão examinados (e aprovados) por parte do proprietário e cada processo deve ter, pelo menos, os seguintes itens:

ü    objetivo, em que se define o objetivo do processo e se estabelecem as responsabilidades implicadas neste.

ü     referências, em que se faz uma lista de documentos que são mencionados no processo em algum de seus itens.

ü    autoria, em que se indica a pessoa responsável pela elaboração e pela implementação do processo.

ü    descrições, em que se define:

Ø     pessoa responsável por levar adiante o trabalho;

Ø     método e sequência ordenada de como se executa o trabalho;

Ø     critérios de aceitação ou rejeição do resultado do trabalho;

Ø     pontos e momentos passíveis de verificação, assim como os pontos críticos em que é mais fácil a ocorrência de defeitos;

Ø    ocasiões em que se deve realizar a inspeção e quem deve fazê-Ia.

ü     documentação de controle, em que são dados exemplos de impressos, planilhas, entre outros, de controle, com indicação de quais deles devem ser conserva­dos no arquivo de garantia da qualidade.

7.10.11. Revisão do sistema da qualidade

Este manual é revisado a cargo do gerente de garantia da qualidade. O mesmo acontece com cada plano da qualidade em cada projeto.

Pelo menos uma vez a cada três anos a empresa é submetida à auditoria da qualidade externa, onde são revisados os documentos da qualidade.

7.10.12. Controle de anomalias e não conformidades

As anomalias e não conformidades podem ser determinadas por meio das operações normais de controle, ou por uma inspeção de garantia da qualidade das obras em suas diferentes etapas (incluindo os fornecedores e os subcontratados) ou por uma auditoria externa.

Dispõe-se de processos que regulam as atuações para esses casos, tais processos incluem

·         elaboração de relatório de não-conformidade;

·         análise critica visando determinação da causa geradora;

·         preparação de uma solicitação (ou de uma ordem) de ação corretiva;

·         forma de proceder o acompanhamento, implementação e aprovação dessa ação corretiva.

 

7.10.13. Análise crítica dos requisitos relacionados com o produto

A empresa faz a análise crítica do escopo do projeto, do escopo dos produtos e dos serviços em diferentes fases de sua realização, quando ocorrer:

·        aquisição do edital e da formulação de suas propostas técnica (estudos técnicos) e comercial (estudos dos custos e da formulação da proposta de venda), incluindo a verificação da viabilidade técnica e econômica de sua execução;

·        a contratação para a realização das condições comerciais, técnicas e operacionais;

·        o planejamento e o plano de controle da obra ou serviços;

·        a efetiva realização do produto, para adequação das condições locais e executiva do projeto e em suas diversas fases de execução;

·        a efetiva entrega e pós-entrega dos produtos e dos serviços;

·        a verificação da definição dos requisitos, as possíveis alterações e principalmente a capacidade de realização da empresa, mantendo-se os registros das diversas análises crítica.

       Formaliza todas as tratativas havidas e/ou definidas.

7.10.14. Plano da qualidade - processo sob a visão técnica

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7.10.14.1. Introdução

O objeto do empreendedor prevê a contratação de empresa de engenharia para a obtenção de produtos e serviços e seus processos das atividades técnicas a serem desenvolvidas pela empresa deverão garantir a execução do projeto, as obras e os serviços previstos, tendo como objetivo, entre outros:

·        obediência aos dispositivos contratuais, inclusive aos da proposta de técnica e de preços;

·        qualidade técnica dos serviços;

·       o atendimento, a obediência aos projetos de arquitetura e engenharia, as normas técnicas, as recomendações do cliente;

·        o cumprimento dos prazos e das metas contratuais ou daquelas estabelecidas pelo cliente;

·        desempenho da estrutura da empresa na execução do contrato;

·        quantitativos dos serviços executados para fins de elaboração das medições;

·        prevenção e mitigação do impacto sobre o meio ambiente decorrente das atividades construtivas e da implantação e da utilização do canteiro de obras, dos alojamentos e das instalações industriais.

Para atender a esses objetivos e ao objeto do contrato o empreendedor espera que a empresa dê atenção aos seguintes requisitos considerados estratégicos:

·        a execução técnica do projeto esteja relacionada com seus custos;

·        revisão ou adequação dos projetos de arquitetura e de engenharia e dos desenhos, quando se fizer necessário;

·        plano e definição do escopo;

·        enfoque dos eventos mais simples e daqueles considerados complexos;

·        organização dos eventos perante o tempo;

·        estabelecimento dos níveis de produção para a execução de seus serviços;

·        determinação das equipes de mão de obra e equipamentos;

·        determinação dos insumos e os equipamentos dos ativos;

·        estabelecimento dos serviços de apoio;

·        definição com clareza do canteiro de obras e o acampamento;

·        determinação das equipes dos indiretos;

·        estabelecimento das prioridades com relação ao meio ambiente;

·        consideração dos riscos na execução do empreendimento;

·        esclarecimentos à empresa quanto ao projeto de engenharia.

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7.10.14.2. Relação de processos

A empresa executora dos produtos/serviços deve levar em conta para a obtenção de uma boa qualidade os seguintes processos detalhados no Tópico Planejamento e Gestão para a implantação de um projeto:

·         processo do gerenciamento técnico;

·         análise e revisão dos desenhos (projetos de arquitetura e engenharia);

·         serviços de consultoria relacionados ao meio ambiente;

·         serviços, lista de atividades dos eventos e quantitativos;

·         métodos construtivos;

·         controle tecnológico;

·         processos para a valorização do controle da qualidade da obra e dos serviços, dos materiais e dos equipamentos dos materiais, dos equipamentos, e dos serviços;

·         tempo: cronograma de execução e histogramas;

·         tempo: produções programadas e níveis de produção;

·         interdependência dos serviços, dos equipamentos, da mão de obra, das atividades especiais e dos equipamentos do ativo;

·         equipamento direto;

·         arranjo físico;

·         ciclo operacional;

·         equipe mecânica;

·         escopo: incidência da mão de obra direta;

·         cronograma: horas trabalhadas horas creditadas;

·         escopo da incidência de materiais;

·         cronograma de aplicação;

·         escopo: composições técnicas de execução dos serviços;

·         escopo: serviços gerais e de apoio;

·         manutenção, utilidades, centrais, transporte, escritórios e almoxarifados;

·         instalações do canteiro de obras;

·         arranjo e nas frentes de serviços, transportes, localização de equipamentos fixos e centrais de produção;

·         mobilização de equipamentos e veículos indireto;

·         ações de mitigações relacionadas ao meio ambiente;

·         organização dos indiretos;

·         rede de precedência; fluxograma e atribuições das atividades;

·         cronograma: horas trabalhadas; oras creditadas;

·         instalações do acampamento;

·         arranjo geral, edificações residenciais, alojamentos, área de lazer e comunitária;

·         riscos técnicos do projeto.

7.10.15. Plano da qualidade - progressos sob a visão do custo

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7.10.15.1. Objetivo do contratista

O objeto do contratista prevê a contratação de empresa de engenharia para realização de serviços de execução de um empreendimento, com custos competitivos, entre outros, que:

·       as atividades técnicas e custos a serem desenvolvidos pela empresa deverão garantir a execução do empreendimento;

·       obediência aos dispositivos contratuais e termo de referência da proposta de preços;

·       qualidade técnica dos serviços baseado em custos competitivos;

·       custos competitivos para a prevenção e mitigação do impacto sobre o meio ambiente;

·       para atender a esses objetivos e ao objeto do contrato o cliente espera que a empresa contemple os seguintes requisitos, considerados estratégicos na formação de seus custos:

ü     execução técnica do empreendimento esteja relacionada com seus custos;

ü     custo direto planilhado (escopo dos serviços) baseado na execução dos serviços com parâmetros técnicos e custos alinhavados na utilização de equipamentos, mão de obra e materiais, incluindo os equipamentos do ativo;

ü     custo indireto da empresa para a realização do empreendimento;

ü     custo de serviço técnico;

ü     custo do seguro civil do projeto;

ü     custo da empresa: administração central, administração regional, riscos do país e do projeto;

ü     equilíbrio do fluxo de caixa levando-se em consideração os pagamentos da empresa e do contratante.

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7.10.15.2. Principais processos sob a visão do custo

·       planejamento gerencial dos custos;

·       equipamentos diretos;

·       mão de obra direta;

·       consultores em geral e do meio ambiente

·       materiais;

·       equipamentos pertencentes ao ativo do projeto;

·       serviços a serem executados por subempreiteiros

·       serviços executados pelo controle tecnológico dos materiais, dos serviços e dos equipamentos;

·       serviços relacionados com o meio ambiente;

·       mão de obra indireta para a execução do projeto;

·       equipamentos indiretos para a execução do projeto.

·       curva ABC de materiais; equipamentos; mão de obra direta; subempreiteiro; mão de obra indireta;

·       riscos;

·       composição dos custos dos serviços

·       planilha de serviços; mão de obra indireta; equipamentos indiretos; canteiro de obras; acampamento; serviços gerais;

·       fluxo de caixa;

·       serviços; materiais; mão de obra direta; mão de obra indireta; equipamento direto; equipamentos indireto;

·       terceiros;

7.10.16. Plano da qualidade sob a visão da venda do produto

·      desenvolvimento do BDI

ü  custo direto dos serviços planilhados;

ü  custo indireto do projeto;

ü  serviços técnicos;

ü  custo da administração central;

ü  custo da administração regional;

ü  custo eventual técnico;

ü  custo despesa financeira;

ü  custo da fiança bancária;

ü  custo da retenção monetária;

ü  custo do seguro civil do projeto;

ü  custo eventual financeiro ou taxa de risco do cliente;

ü  lucro bruto operacional;

ü  lucro líquido da empresa.

·      parâmetro do BDI

ü  fórmula básica do preço de venda;

ü  introdução dos parâmetros que definem o BDI;

ü  fórmula do preço de venda em função dos parâmetros;

ü  desmembramento do lucro bruto operacional;

7.10.17. Plano da qualidade sob a visão da implantação do projeto

·       introdução ao processo de iniciação;

·       atuação das áreas de conhecimento;

·       processos aplicados à produção nas seguintes atividades: iniciação, engenharia – planejamento; engenharia – orçamento; técnica operacional; orçamento operacional; finanças, patrimônio; administração; recursos humanos; qualidade; meio ambiente; riscos; comunicação; sistemas

7.10.18. Plano de monitoramento para a implantação do projeto

·         monitoramento da situação técnica e custeio analítico/cliente

7.11. Escopo dos serviços: controle tecnológico

7.11.1. Introdução

A atividade do escopo dos serviços de Controle Tecnológico engloba, em detalhes, a lista de eventos e seus quantitativos, especificações técnicas, ente outras, para que seja finalizado com sucesso o contrato de execução de um empreendimento.

O planejamento técnico do escopo dos serviços de Controle Tecnológico consiste na elaboração de uma declaração por escrito que sirva de base para decisões futuras do projeto, partindo-se de uma análise detalhada dos desenhos e especificações do projeto, cultura da empresa, e necessidades do cliente.

A descrição dos eventos documenta as características do produto ou serviço para o qual foi criado, e podemos observar que inicialmente partimos dos desenhos básicos que envolvem menos detalhes para com a inclusão dos projetos construtivos mais detalhados.

A definição do escopo envolve sub divisões de resultados da análise dos desenhos com componentes menores porém de suma importância na definição de execução técnica do projeto, assim como, na definição e exatidão de duração na sua execução, recursos e custos, referência para a medição e controle do desempenho e facilidade na definição clara das responsabilidades.

Uma definição apropriada do escopo é essencial para a definição dos riscos que envolvem um projeto, e quando a definição não é consistente, teremos reflexos nos custos que poderão trazer alterações inevitáveis e que normalmente rompem com o ritmo de andamento e conclusão do projeto.

Devemos considerar também que durante esta fase torna-se necessário a participação das diversas áreas de conhecimento da empresa, principalmente  quando o contrato é executado sob cláusulas definidas pelo cliente e irreversíveis contratualmente.

7.11.2. Fluxograma: serviços de controle tecnológico