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Qualidade, meio ambiente, tecnologia e controle tecnológico

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Capítulo V

Planejamento de processos de execução de serviços e produtos

7.15. Pontos-chave de processos na execução de um serviço

7.15.1. Introdução

A seguir apresentamos os fluxogramas básicos que compõem os pontos-chave de processos na execução de um serviço, explicitamente detalhados com exemplos nos Tópicos que formam o Sistema por modelagem e interdependência de trabalho.

·         fluxograma da especificação do serviço e dos materiais;

·         fluxograma do plano e definição do escopo dos serviços;

·         fluxograma do cronograma físico dos serviços;

·         frentes de serviço;

·         produções programadas e níveis de produção;

·         fluxograma do ciclo e arranjo operacional;

·         fluxograma da produção horária da equipe mecânica;

·         fluxograma da mão de obra;

·         fluxograma dos insumos – materiais;

·         fluxograma do meio ambiente – implantação do projeto;

·         fluxograma da qualidade e do controle tecnológico;

·         fluxograma da composição unitária dos serviços.

7.15.2. Fluxograma: especificação do serviço e dos materiais

7.15.3. Fluxograma: plano e definição do escopo dos serviços

7.15.4. Fluxograma: cronograma físico dos serviços

7.15.5. Frentes de serviços

7.15.6. Produções programadas e níveis de produção

7.15.7. Fluxograma: ciclo e arranjo operacional

7.15.8. Fluxograma: produção horária da equipe mecânica

7.15.9. Fluxograma: mão de obra

7.15.10. Fluxograma: insumos - materiais

7.15.11. Fluxograma: meio ambiente – implantação do projeto

7.15.12. Fluxograma: controle da qualidade e do controle tecnológico

7.15.13. Fluxograma: composição unitária dos serviços

7.16. Exemplo: especificações dos materiais que compõem um produto

7.16.1. Documentos

·      este documento define a sistemática e as referências normativas a serem empregadas na execução de um serviço ou produto final, e estabelece os requisitos concernentes a:

ü materiais;

ü produto final

7.16.2. Exemplo: Norma DNIT 032/2004 – pavimentos flexíveis – areia-asfalto a quente

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7.16.2.1. Objetivo

·       estabelecer a sistemática a ser empregada na fabricação de misturas asfálticas do tipo areia-asfalto a quente para a construção de camadas do pavimento de acordo com os alinhamentos, greide e seção transversal do projeto.

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7.16.2.2. Definição

·        areia-asfalto a quente é a mistura executada a quente em usina apropriada, com características específicas, composta de areia (agregado miúdo), material de enchimento (filer) e ligante asfáltico espalhado e compactado a quente.

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7.16.2.3. Condições gerais

·      areia-asfalto a quente pode ser empregada como revestimento, base, regularização ou reforço do pavimento.

·        não será permitida a execução dos serviços, objeto desta norma, em dias de chuva.

·       a areia-asfalto a quente somente deverá ser fabricada, transportada e aplicada quando a temperatura ambiente for superior a 10oC.

·       todo o carregamento de ligante asfáltico que chegar à obra deverá apresentar certificado de resultados de análise dos ensaios de caracterização exigidos pela especificação, correspondente à data de fabricação ou ao dia de carregamento e transporte para o canteiro de serviço, se o período entre os dois eventos ultrapassar 10 dias.

       Deverá trazer também indicação clara da sua procedência, do tipo e da quantidade do seu conteúdo e da distância de transporte entre a refinaria e o canteiro de obra.

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7.16.2.4. Condições técnicas específicas

·        materiais constituintes da areia-asfalto são areia (agregado miúdo), material de enchimento (filer) e ligante asfáltico, os quais devem satisfazer estas especificações e às especificações aprovadas pelo DNIT;

ü ligante asfáltico: podem ser empregados os seguintes ligantes asfálticos: cimento asfáltico de petróleo, CAP-30/45, CAP-50/60, CAP-85/100 (classificação por penetração), CAP-20 e CAP-40 (classificação por viscosidade);

ü areia-agregado miúdo; suas partículas individuais devem ser resistentes, em seus grãos, estando livres de torrões de argila e de substâncias nocivas. Deve apresentar equivalente de areia igual ou superior a 55% (DNER-ME 054);

ü material de enchimento (filer); constituído por materiais minerais finamente divididos, tais como cimento Portland, cal extinta, pós-calcários, cinza volante, etc.; e que atendam à Norma DNER-ME 367.

Quando da aplicação deve estar seco e/ou isento de grumos;

ü melhorador de adesividade: não havendo boa adesividade entre o ligante asfáltico a areia - agregado miúdo (DNER-ME 079), poderá ser empregado melhorador de adesividade na quantidade fixada no projeto.

·         A composição da mistura areia-asfalto a quente deve satisfazer aos requisitos do quadro seguinte com as respectivas tolerâncias no que diz respeito a granulométrica (DNER-ME 083/94) e aos percentuais do ligante asfáltico.

Designação e tamanho nominal dos agregados

Designação

A

B

Tolerâncias

 Tamanho Nominal

4,75 mm

2,0 mm

 

Peneiras

Porcentagem total passando (por peso)

 Nome

Abertura mm

 (3/8 pol)

9,5  mm

100

.

-

 (n° 4)

4,75  mm

80-100

100

+-5%

 (n°  10)

2,00  mm

60-95

90-100

+-4%

 (n°  40)

0,42  mm

16-52

40- 90

+-4%

 (n°  80)

0,18  mm

4-15

10-47

+-3%

 (n°  200)

0,075 mm

2-10

0-7

+-2%

Emprego

Revestimento

 

Cimento Asfáltico

% sobre o total da mistura

6-12

7-12

+- 0,3%

 

7.17. Exemplo: especificações dos equipamentos que participam na execução de um serviço para a obtenção de um produto

7.17.1. Introdução

No campo da construção, determinados serviços exigem estudos detalhados, ou seja, um certo grau de previsões, de informação máxima, procurando-se evitar imprevistos. São requisitos básicos para a obtenção da racionalidade desejada:

·        informação e dados exatos, imprescindíveis à análise dos objetivos;

·        formulação correta dos objetivos, como, por exemplo, economia, segurança, técnica, ecologia, etc.;

·        identificar com clareza a sua natureza; determinar os elementos constituintes básicos;

·        estabelecer a ordem de importância destes elementos; dividir os elementos dos serviços em tantas partes quantas forem necessárias para a melhor análise possível.

Na sistemática decisória são importantes o emprego de técnicas construtivas objetivas e aperfeiçoadas, a análise de todas as soluções alternativas possíveis, avaliação e a consequente determinação de cada alternativa e, entre as alternativas, escolher aquela que seja benéfica em termos econômicos e compatíveis com a determinação da empresa.

7.17.2. Exemplo: areia-asfalto a quente

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7.17.2.1. Equipamento

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7.17.2.2. Execução

7.18. Exemplo: especificações do manejo ambiental que fazem parte dos serviços para a obtenção de um produto

7.18.1. Manejo ambiental

Os processos de especificação de serviço, relacionados ao manejo ambiental, têm como objetivo geral a promoção do crescimento econômico-ambiental sustentável e diversificação produtiva, a fim de melhorar a qualidade de vida da população e preservar o patrimônio ecológico em longo prazo  do local onde será implantado o projeto e tendo como estratégia básica uma produção que concilia os fatores ecológicos, tecnológicos e econômicos a serem utilizados na execução do projeto.

Os principais objetivos do processo do manejo ambiental são:

·       modernizar a capacidade: reguladora, administrativa e supervisora da administração pública para assegurar o uso eficiente dos recursos naturais em longo prazo;

·       aumentar a qualidade da infraestrutura pública a fim de incrementar a correspondência da qualidade ambiental;

·       elaborar estudos técnicos e projetos visando à análise de risco e à segurança na execução do projeto, nas fases de construção, pré-operação, início e operação;

·       desenvolver estudos ambientais que caracterizem as ações ou as intervenções propostas, habilitando-as ambientalmente por meio da análise de seus impactos e da proposição de medidas mitigadoras a partir do projeto básico;

·       definir na forma da legislação vigente os impactos da realização de obras de infraestrutura relacionadas com o projeto, apontando as atividades potencialmente causadoras de significativa degradação do meio ambiente e propondo medidas corretivas e de acompanhamento, minimizando sua consequências.

7.18.2. Exemplo: ações mitigadoras para a obtenção de areia-asfalto a quente

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7.18.2.1. Processo quanto aos agregados

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7.18.2.2. Quanto à instalação

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7.18.2.3. Quanto à operação

7.19. Exemplo: especificações da qualidade e do controle tecnológico dos serviços

7.19.1. Exemplo: especificações da qualidade e do controle tecnológico: areia-asfalto a quente DNIT

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7.19.1.1. Controle dos insumos

Todos os materiais utilizados na fabricação de areia-asfalto a quente (insumos) devem ser examinados em laboratório, obedecendo à metodologia indicada pelo DNIT, e satisfazer às especificações em vigor.

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7.19.1.2. Ligante asfáltico

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7.19.1.3. Agregados

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7.19.1.4. Controle da produção

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7.19.1.5. Verificação do produto

7.20. Exemplo: execução de um serviço de imprimação de asfalto CR-250

7.20.1. Objetivo

·       estabelecer o processo empregado na aplicação uniforme de material betuminoso sobre base granular concluída,  fim de conferir coesão superficial, impermeabilizar e permitir condições de aderência entre esta e o revestimento a ser executado.

7.20.2. Conceitos

·     antes da construção de qualquer base ou capa de rolamento com materiais betuminosos, faz-se a imprimação da base ou subleito quando eles são de materiais absorventes.

·     a imprimação impermeabilizante betuminosa consiste na aplicação de uma película (leve camada) de material betuminoso sobre a superfície de base granular concluída (camada de base ou sub-base), antes da execução de um revestimento betuminoso qualquer.

·        visa a aumentar a coesão da superfície imprimada, pela penetração do material betuminoso empregado, à aderência a esta com a camada de revestimento betuminoso subsequente, impermeabilizar a camada subjacente, camada essa que se deixa secar bem antes de iniciar a construção da base e, quando necessário, promover condições de aderência com a camada sobrejacente.

7.20.3. Especificações para execução do serviço e materiais

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7.20.3.1. Materiais

·       só deverão ser empregados materiais betuminosos que satisfaçam às especificações e sejam aprovados pela fiscalização:

ü  asfaltos diluídos CR 250/CM 30;

ü  alcatrões AP 2 a AP6.

·       a quantidade de material betuminoso para imprimação depende da textura da superfície a ser imprimada;

·       a taxa de aplicação “T” é aquela que pode ser absorvida pela base em 24 horas, devendo ser determinada experimentalmente no canteiro da obra;

·     a taxa de aplicação será fixada em função dos resultados de pistas experimentais, para cada tipo de camada a imprimar, e, para o fim a que se destina, as taxas de aplicação usuais são da ordem de 0,8 a 1,6 l/m2, conforme o tipo de textura da base e do ligante betuminoso escolhido;

·    quando o agregado da camada a imprimar não apresentar resultados satisfatórios nos testes de adesividade, ao material betuminoso da imprimação deve ser misturado aditivo na porcentagem necessária.

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7.20.3.2. Equipamentos

·       para a varredura da superfície da base, usam-se, de preferência, vassouras mecânicas rotativas, podendo entretanto a operação ser executada manualmente e o jato de ar comprimido poderá, também, ser usado.

·       a distribuição do ligante deve ser feita por carros equipados com:

ü      bomba reguladora de pressão;

ü     e sistema completo de aquecimento que permita a aplicação do ligante betuminoso em quantidade uniforme.

·     os carros distribuidores do ligante betuminoso, especialmente construídos para este fim, devem ser providos de:

ü      dispositivos de aquecimento, dispondo de tacômetro, calibradores e termômetros com precisão de 1°C, em locais de fácil observação;

ü      aspergidor manual para tratamento de pequenas superfícies e correções localizadas;

ü      e as barras de distribuição devem ser do tipo de circulação plena, com dispositivo de ajustamentos verticais e larguras variáveis de espalhamento uniforme do ligante.

·       o depósito de ligante betuminoso, quando necessário, deve ser equipado com:

ü      dispositivo que permita o aquecimento adequado e uniforme do conteúdo do recipiente;

ü      depósito de capacidade tal que possa armazenar a quantidade de ligante betuminoso a ser aplicado em, pelo menos, um dia de trabalho.

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7.20.3.3. Execução

·         após a perfeita conformação geométrica da base, proceder a varredura da superficie, de modo a eliminar todo e qualquer material solto.

·         devem ser removidos todos os materiais soltos e nocivos, encontrados sobre a superfície da camada. No caso de aplicação sobre a base ou sub base, estas deverão ser convenientemente umedecidas após a limpeza, conforme o material a ser aplicado.

·         aplica-se, a seguir, o ligante betuminoso adequado:

ü  na temperatura compatível com o seu tipo, na quantidade certa e da maneira mais uniforme;

ü  o material betuminoso não deve ser distribuído quando a temperatura ambiente estiver abaixo de 10°C ou em dias de chuva, ou quando esta estiver iminente;

ü  a temperatura de aplicação do ligante betuminoso deve ser fixada para cada tipo de ligante, em função da relação temperatura x viscosidade, escolhendo-se a temperatura que proporcione a melhor viscosidade para espalhamento;

ü  as faixas de viscosidade recomendadas para espalhamento são:

Ø  para asfaltos diluídos 20 a 60 segundos SayboIt-Furol (DNER-ME 004);

Ø  para alcatrões de 6 a 20 graus Engler (ASTM 1665).

·         a tolerância admitida para a taxa de aplicação do ligante betuminoso definida pelo projeto e ajustada experimentalmente no campo é de: + / -  0,2 l / m2.

·         deve-se:

ü  imprimar a pista inteira em um mesmo turno de trabalho e deixá-Ia, sempre que possível, fechada ao tráfego e quando isto não for possível, trabalha-se em meia pista, executando a imprimação da adjacente, assim que a primeira for permitida ao tráfego;

ü  dar atenção que o tempo de exposição da base imprimada ao tráfego é condicionado ao comportamento da mesma, não devendo ultrapassar 30 dias...

·          fim de evitar a superposição ou excesso, nos pontos inicial e final das aplicações:

ü  colocam-se faixas de papel transversalmente na pista, de modo que o início e o término da aplicação do ligante betuminoso situem-se sobre essas faixas, as quais serão, a seguir, retiradas.

·         qualquer falha na aplicação do material betuminoso deve ser, imediatamente corrigida.

·         após a aplicação, o material betuminoso permanecerá em repouso até que se verifiquem as condições ideais de penetração, ruptura e cura, de acordo com a natureza e tipo do material betuminoso empregado até o recobrimento pela camada subseqüente a película deve ser protegida.

·         a película de imprimação não se destina a receber o tráfego diretamente, entretanto a fiscalização poderá, a seu critério e excepcionalmente, autorizar a passagem do trânsito sobre a camada imprimada, depois de verificadas as condições de penetração, ruptura e cura.

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7.20.3.4. Manejo ambiental

A preservação do meio ambiente nos serviços de execução da imprimação envolve o estoque e a aplicação de ligante betuminoso.

Deve-se adotar os cuidados seguintes:

·       evitar a instalação de depósitos de ligante betuminoso próxima a cursos d' água;

·       impedir o refugo de materiais já utilizados na faixa de domínio e áreas lindeiras adjacentes, ou qualquer outro lugar causador de prejuízo ambiental.

·       na desmobilização desta atividade, remover os depósitos de ligante e efetuar a limpeza do canteiro de obras, recompondo a área afetada pelas atividades da construção.

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7.20.3.5. Inspeção

7.20.4. Processo executivo

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7.20.4.1. Metodologia de trabalho

·     a imprimação corresponde à aplicação de uma película de material betuminoso sobre a camada devidamente limpa da sub-base ou base visando à penetração e à impermeabilização da camada;

·        esta imprimação será executada com asfalto diluído CR-250, numa taxa definida em trecho experimental e aprovada pela fiscalização;

·      antes de aplicação do ligante betuminoso, será efetuada a limpeza da superfície da camada, com a finalidade de remoção do material solto, por meio de vassoura mecânica tracionada por trator de pneus CBT 2105;

·        o material betuminoso será adquirido de fornecedor tradicional e armazenado em tanque apropriado e com sistema de aquecimento;

·       o material já aquecido, de acordo com sua especificação, em função da relação temperatura-viscosidade, será distribuído na pista, nas quantidades de Projeto, por meio de caminhão distribuidor de betume, capacidade de 5.000/6.000 l, equipado com sistema de aquecimento, bomba de pressão regulável, barra e bicos de distribuição para aspersão em leque;

·       o caminhão contará, ainda, com tacômetro acoplado à quinta roda para permitir o controle de velocidade na distribuição do material asfáltico;

·        serão tomados cuidados especiais na aplicação do produto, procedendo à verificação dos bicos da barra espargidora, com antecedência para não apresentar falhas na descarga, dentro das normas preconizadas pelo fabricante do equipamento de distribuição;

·        quando da aplicação do ligante, e para evitar superposição ou excessos nos pontos inicial e final das aplicações, serão colocadas faixas de papel transversalmente, para absorver os excessos;

·        imediatamente antes da aplicação do ligante, será procedida uma pequena molhagem da superfície por meio de caminhão pipa com 6.000 l de capacidade, para evitar que a superfície, estando muito seca, absorva todo o ligante sem permitir que uma fina película proteja esta superfície;

·        a aplicação do ligante será efetuada em faixas paralelas entre si, de modo que, no final do turno, a pista esteja imprimada em toda sua largura.

·        após a aplicação da imprimação, serão retiradas as faixas de papel e a camada ficará em repouso para a devida cura, estando fechada ao tr:ansito;

·        o laboratório da obra fará todos os ensaios exigidos na especificação, tanto para a qualidade do ligante como para a aplicação.

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7.20.4.2. Frentes de trabalho

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7.20.4.3. Produção horária da equipe mecânica

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7.20.4.4. Controle da qualidade

·         o material betuminoso deverá ser examinado em laboratório, obedecendo à metodologia indicada pelo DNER, e considerado de acordo com as especificações em vigor;

·         o controle constará no mínimo de:

ü um ensaio de viscosidade Saybolt-Furol para todo carregamento que chegar à obra;

ü um ensaio do ponto de fulgor, para cada 100 t;

ü um ensaio de destilação, para cada 100 t;

·         a temperatura de aplicação deve ser estabelecida para o tipo de material betuminoso em uso e verificada imediatamente antes do início da aplicação;

·         a uniformidade depende do equipamento empregado na distribuição.

        Ao se iniciar o serviço, deve ser realizada uma descarga de 15 a 30 segundos para que se possa controlar a uniformidade de distribuição.

       Esta descarga pode ser feita fora da pista, ou na própria pista, quando o carro distribuidor estiver dotado de uma calha colocada abaixo da barra distribuidora para recolher o ligante betuminoso;

·         a uniformidade de espalhamento longitudinal será determinada utilizando ­se bandejas com área de 0,25 m2, de forma retangular ou quadrada, colocadas na linha da faixa que será imprimada, a intervalos de 100 m;

·         a taxa é determinada, multiplicando o peso de asfalto coletado em cada bandeja por quatro, e é expressa em kg/m, com precisão de 10 gramas;

·         a uniformidade de espa;hamento transversal será verificada em intervalos de 1.000 m, ou menores, quando a fiscalização julgar necessário;

        Consiste em colocar transversalmente à estrada, em toda a largura de aplicação do material asfáltico, retângulos de tecido de algodão de 10 cm x 20 cm colocados sobre pedaços de papel e fixados um ao lado do outro numa lâmina metálica com 20 cm de largura e o peso de asfalto absorvido em cada pedaço de algodão permite determinar a uniformidade transversal de aplicação;

·         a taxa média para cada trecho e tipo de imprimação é determinada, diariamente, dividindo o peso de asfalto empregado pela área imprimada, e é expressa em kg/mg, com a precisão de gramas;

·         a taxa média não deve variar mais que 10% em relação às taxas fixadas experimentalmente e aprovadas pela fiscalização. Tolerar-se-ão variações de até 10% das taxas determinadas em relação à taxa média.

7.21. Processos para o controle tecnológico do concreto

7.21.1. Introdução

“O concreto, como qualquer outro produto industrializado que desempenha função de responsabilidade, precisa ser submetido a controle da qualidade”.

Há um grande número de variáveis que influenciam nas características do concreto.

Além de rigorosa seleção e ensaios de recebimento dos materiais e de competente estudo de dosagens, é indispensável, como para os demais produtos industriais normalizados, o controle tecnológico do concreto e das demais características do produto final ”Concreto Armado”.

7.21.2. Objetivo

Estabelecer eficiente programa de controle tecnológico do concreto para facilitar e atender rigorosamente às premissas de projeto, às especificações e, normas técnicas produzindo um bom produto, cumprindo os prazos previstos e reduzindo espaço útil durante a execução das estruturas; também, otimizar o uso de fôrmas, cimbramentos e economizar no consumo de cimento.

Fornecer orientações para elaborar o plano de controle tecnológico do concreto para estruturas de projetos residenciais e comerciais.

7.21.3. Diagrama de serviços de controle tecnológico em central e materiais componentes do concreto

7.21.4. Diagrama de serviços de controle tecnológico na obra

7.21.5. Diagrama de estudos de ensaios periódicos

7.21.6. Abrangência

Orientar os usuários, os consumidores, os projetistas e os executores dos serviços, de controle tecnológico do concreto e de seus materiais componentes, a contratar e executar os trabalhos pertinentes, bem como, o fornecimento de subsídios para interpretar os resultados dos ensaios realizados e os respectivos relatórios.

Esta especificação aplica-se a estruturas de concreto armado, protendido, pré-moldado e projetado.

Não se aplica ao controle de obras de pavimento rígido, barragens, concretos aerados, espumosos e argamassas.

7.21.7. Documentos de referência

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7.21.7.1. Normas NBR, ASTM, NM e CETESB para execução dos ensaios de controle tecnológico do concreto

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7.21.7.2. Concreto dosado em central

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7.21.7.3. Estruturas de concreto

·         NBR 6118 – projeto de estruturas de concreto – procedimento;

·         NBR 6122 – projeto e execução de fundações;

·         NBR 9062 – projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado – procedimento;

·         NBR 14931 – execução de estruturas de concreto – procedimento.

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7.21.7.4. Concreto endurecido – ensaios especiais e de durabilidade

·     NBR 7680 – extração, preparo, ensaio e análise de testemunhos de estruturas de concreto – procedimento;

·        NBR 8522 – concreto – determinação do módulo de deformação estática e diagrama tensão-deformação – método de ensaio;

·        NBR 9778 – argamassa e concreto endurecido – determinação da absorção de água por imersão, índice de vazios e massa específica;

·        NBR 9779 – argamassa e concreto endurecido – determinação da absorção de água por capilaridade;

·        NBR 10787 – concreto endurecido – determinação  da penetração de água sob pressão.

O ensaio de determinação do módulo de deformação fornece resultados úteis para avaliar e calcular as deformações da estrutura, as operações de desforma e a retirada de cimbramentos.

Embora a NBR 6118 permita a estimativa do valor do módulo de elasticidade pela expressão Eci = 5600 fck/2 (resistência características do concreto à compressão), na prática, raramente o módulo estimado é obtido, portanto, recomenda-se à execução do ensaio de módulo antes do início da obra, após definição da empresa de serviços de concretagem e confrontar os valores obtidos com os previstos em projeto.

Características da dosagem do concreto (consumo de cimento, relação água/cimento, teor de pasta e proporção de agregado graúdo), características dos agregados (dimensão máxima, tipo litológico) e idade do concreto são importantes fatores que exercem influências relevantes no valor do módulo de elasticidade.

Já os ensaios de durabilidade do concreto são indicados quando a estrutura está sujeita a agressividade do ambiente (micro ou macro). 

Durante os estudos de dosagens são estabelecidos os parâmetros de durabilidade, que por hora, infelizmente não são normalizados pelas NBR, daí a necessidade de consultar um profissional especializado que vai avaliar as condições da execução, do tipo de estrutura, do cimento e dos agregados da região, da agressividade do ambiente, resistência do concreto, da relação água/cimento, do consumo mínimo e de outros requisitos importantes.

7.21.8. Pedido de concreto

·        informe antecipadamente o volume da peça a ser concretada;

·      programe o horário de início da concretagem, o volume de concreto por caminhão-betoneira e os intervalos de entrega (viagens);

·       especifique a forma de lançamento: convencional, por bombas estacionárias ou auto bomba com lança, esteira, caçamba (gruas), etc.;

·       verifique o tempo previsto para o lançamento. 

       O concreto não pode ser lançado após o início de pega;

·       verifique o acesso à obra, subidas ou descidas íngremes podem impossibilitar a descarga do concreto no local desejado, ou mesmo a movimentação dos equipamentos de bombeamento.

Lembre-se:

·       a correta especificação do pedido é importante para que o concreto seja entregue na obra de acordo com o exigido em projeto;

·       especificações inadequadas- tipos de brita, abatimento, resistência, etc.- podem comprometer a qualidade da peça concretada;

·       prepare-se para receber o concreto de acordo com a frequência e a quantidade especificada no pedido, visto que é responsabilidade da obra a perda de consistência ocasionada por espera prolongada tanto para o recebimento, quanto para a descarga do caminhão- betoneira;

·      não se pode comprar um concreto para piso sujeito a trafego moderado ou intenso somente pelo fck, abatimento  e dimensão do agregado; tem-se que estudar uma combinação granulométrica para o tipo de solicitação do piso quanto à resistência ao desgaste por abrasão.

     Este é apenas um exemplo do que é comum acontecer, a compra do concreto pelo fck e menor preço, e posteriormente com o uso do piso, há soltura de pó, fissuras, delaminações e outras anomalias que afetam o desempenho e a durabilidade.

7.21.9. Controle tecnológico do concreto

Trata-se de um processo real e verdadeiro que visa ao registro e à garantia da conformidade ou a fatos não conformes e ações corretivas dos concretos produzidos e aplicados nas obras de concreto armado, protendido ou pré-fabricado, com as especificações técnicas de projeto estrutural ou de outros documentos técnicos.

Deve ser ressaltado que o concreto para cada tipo de estrutura deve atender às exigências nas normas NBR, a saber:

·       concretos para fundações – NBR 6122 considerando o tipo de fundação que pode ser rasa, profunda ou mista; dimensões e respectivas providências para minimizar efeitos danosos provocados pelo calor de hidratação gerado pelo cimento do concreto e, ao mesmo tempo, o atendimento às exigências da NBR 6118 quanto à relação água/cimento, espessura de cobrimento e ao grau de agressividade;

·       concreto para superestrutura devem atender às especificações da NBR 6118 em se tratando da qualidade, durabilidade e da NBR 14931, que trata da execução de estrutura de concreto.

7.21.10. Etapas de controle

O controle tecnológico de concreto abrange três etapas distintas ou associadas são estas:

·         controle dos materiais constituintes e da produção;

·         controle do concreto fresco;

·         controle do concreto endurecido.

Considerando as dimensões e a complexidade do tema, a competência deste procedimento é fornecer o mínimo de diretrizes orientativas para especificar, contratar e executar os serviços de controle tecnológico de concreto.

7.21.11. Nível de controle tecnológico

A intensidade, o rigor, o processo de controle, a amostragem, o tipo de ensaio e os resultados devem estar dimensionados e equilibrados com o nível de qualidade que se deseja para determinado projeto e a  responsabilidade da estrutura.

Em outros termos, o nível de controle tecnológico praticado em uma estrutura para durar 30 anos não pode ser o mesmo para uma estrutura cuja vida útil seja de 100 anos ou ainda, as exigências quanto ao grau de agressividade em ambiente moderado não podem ser a mesma para ambiente agressivo forte e muito forte. 

Consultar um tecnologista facilita o dimensionamento do controle, cujo preço será  equilibrado com o nível do controle tecnológico.

7.21.12. Etapas de execução do concreto e do controle tecnológico durante o preparo e a produção

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7.21.12.1. Caracterização dos materiais componentes do concreto – controle dos materiais

Os ensaios para recebimento, controle tecnológico e caracterização do cimento, dos agregados, da água de amassamento, das adições e dos aditivos devem ser executados conforme os procedimentos da NBR 12654.

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7.21.12.2. Ensaios de controle tecnológico do cimento

O controle tecnológico para recebimento do cimento Portland pode ser executado por meio de ensaios físicos e químicos, exigidos para cada tipo e que devem atender aos requisitos da NBR 5732 para o cimento CP I  e CP IS, NBR 5733 para o cimento CP V, NBR 5735 para o cimento CP III, NBR 5736 para o cimento CP IV, NBR 5737 e NBR 11578 para os cimentos resistentes aos sulfatos, identificados pela sigla RS em sua embalagem, e para os cimentos compostos CP II-E, CP II-Z e CP II-F.

·         ensaios físicos:

ü  finura na peneira 0,075 mm* - NBR 11579;

ü  área específica*- NBR 7224;

ü  tempos de pega* - NBR 11581;

ü  expansibilidade de Le Chatelier – NBR 11582;

ü  resistência à compressão* - NBR 7215.

* Ensaios mínimos de recebimento para o cimento

·         análise química:

ü  perda ao fogo – NBR 5743;

ü  resíduo insolúvel – NBR 5744;

ü  trióxido de enxofre SO3 – NBR 5745;

ü  óxido de magnésio MgO (exceto CP III) – NBR 9203 e NBR 5742;

ü  anidrido carbônico CO2 – NBR 11583;

Nota:  Outras exigências físicas e químicas, facultativas, podem ser solicitadas pelo empreendimento ou por  profissional especializado.

Destacam-se a determinação do teor de escória para cimentos CP II-E e CP III, teor de pozolana para o CP IV e CP II-Z e da atividade pozolânica do CP IV, o calor de hidratação também pode ser necessário para estudo de dosagem de concreto massa.

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7.21.12.3. Ensaio de controle tecnológico de agregados

A NBR 12654 em seus procedimentos define o controle tecnológico dos agregados em ensaios de qualificação cujos parâmetros a serem atendidos são definidos pela NBR 7211 e em ensaios de recebimento.

·      os ensaios para qualificação são mais abrangentes, compreende os ensaios de recebimento e ensaios especiais tais como:

ü     análise petrográfica – ASTM C 295;

ü     determinação da reatividade potencial álcalis-agregado da combinação cimento-agregado – NBR 9774, NBR 10340 e ASTM C 1260;

ü     determinação da resistência  ao esmagamento de agregados graúdos -  NBR 9938;

·      ensaios de qualificação para agregados miúdo e graúdo:

ü    análise granulométrica* – NBR NM 248;

ü    determinação da massa unitária – NBR 7251;

ü    determinação do teor de argila em torrões e materiais friáveis* – NBR 7218;

ü    determinação do teor de materiais pulverulentos* – NBR NM 46;

ü    determinação do teor de partículas leves* – NBR NM 53;

ü    determinação do teor de cloretos e sulfatos solúveis em água – NBR 9917;

ü    determinação de impurezas orgânicas húmicas em areia natural – NBR 7220;

ü    ensaio de qualidade em areia – NBR 7221;

ü    determinação do inchamento da areia – NBR 6467;

ü    determinação da massa específica da areia – NBR 9776;

ü    determinação da absorção de água da areia – NBR 9777;

ü    determinação da massa específica do agregado graúdo NBR 9937;

ü    determinação da absorção de água do agregado graúdo – NBR 9937;

ü    determinação da massa unitária compactada a seco – NBR 7810;

ü    determinação do índice de forma pelo método do paquímetro em agregado graúdo – NBR 7809;

ü    determinação do índice de abrasão “Los Angeles” – NBR NM 51;

* Ensaios mínimos de recebimento dos agregados.

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7.21.12.4. Ensaio de controle tecnológico de água de amassamento do concreto

O controle é feito pela NM 137 e a periodicidade pode ser a cada seis meses ou sempre que houver suspeita sobre a qualidade da água fornecida.

Quando a água for de poço artesiano, a amostragem deve ser conduzida por profissional especializado e  equipamentos de amostragem adequados ao processo.

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7.21.12.5. Ensaios de controle tecnológico de aditivos

Durante o estudo de dosagem, fase em que se definem os tipo de aditivos para melhorar o desempenho do concreto fresco e do concreto endurecido, recomenda-se a execução de ensaios para controle de qualidade e de recebimento dos produtos e os ensaios de uniformidade, segundo a NBR 10908, permitem monitorar a produção destes aditivos e as variações destes parâmetros (pH, teor de sólidos e massa específica) que podem perturbar as características do traço de concreto nas primeiras idades (tempo de pega, endurecimento e resistência inicial).

Outros ensaios para avaliar a qualidade dos aditivos podem ser exigidos para atendimento da NBR 11768 – aditivos para concreto de cimento Portland – especificação e NBR 12317 – verificação de desempenho de aditivos para concreto – procedimento e, normalmente, estes dois processos são recomendados para qualificar produtos e em testes comparativos de desempenho.

Outra informação importante é evitar que a parte sólida do aditivo se decante para regiões inferiores do reservatório ou da própria embalagem.

Para tanto, antes do uso, deve-se agitar o produto, conforme orientações do fabricante.

O ensaio de densidade facilita portanto este controle.

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7.21.12.6. Ensaios de controle tecnológico de adições minerais no concreto

Considera-se adições minerais os materiais de natureza hidráulica latente tais como a escória granulada de alto forno, a sílica ativa, o metacaulin, as pozolanas naturais e artificiais e os produtos inertes, tais como os pigmentos destinados a colorir o concreto.

Para os materiais de natureza hidráulica latente, o desempenho pode ser avaliado através de ensaios para determinar o índice de atividade pozolânica com o cimento portland, conforme NBR 5752.

Ensaios comparativos entre traço de referência sem adição e outros com adições, para verificação das propriedades do concreto fresco e endurecido, bem como a compatibilidade, também são possíveis e orientativos.

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7.21.12.7. Controle tecnológico da produção do concreto

·       muito bem definido na NBR 12655, existem duas modalidades de preparo do concreto:

ü       concreto preparado pelo executante da obra;

ü      concreto preparado por empresa de serviços de concretagem.

      Segundo a NBR 7212, esta assume a responsabilidade pelo serviço e deve cumprir as prescrições relativas às etapas de execução que compreendem desde a caracterização dos materiais componentes do concreto até o local de entrega, conforme contrato de fornecimento.

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7.21.12.8. Controle tecnológico do concreto preparado pelo executante da obra

·       a aceitação do concreto fresco faz-se pelo ensaio de consistência por meio da medida do abatimento quando:

ü   ocorrer alterações na umidade dos agregados;

ü   na primeira amassada do dia;

ü   na paralisação e no reinício da concretagem por período de pelo menos duas horas;

ü   na troca da equipe de operadores no preparo do concreto;

ü   na moldagem dos corpos de prova.

Rotineiramente, este tipo de controle tecnológico é exercido por um auxiliar de laboratorista experiente que também acompanha a medida dos materiais componentes do traço de concreto.

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7.21.12.9. Controle tecnológico do concreto preparado por empresa de serviços de concretagem

·        o controle na central é executado por um laboratorista experiente e mediante procedimentos básicos:

ü    tomada de conhecimento do traço de concreto a ser fornecido, verificando as características do concreto (abatimento, consumo dos materiais componentes da dosagem para 1 m3, fck ou outra especificação de resistência mecânica, endereço e nome do local de entrega).

     Normalmente, estas informações são fornecidas previamente à data da concretagem, inclusive de qual central será efetuado o fornecimento;

ü    acompanhamento ou solicitação da determinação da umidade dos agregados miúdos para correção da água de amassamento da mistura e medida do abatimento nos primeiros carregamentos;

ü   vistoria e inspeção dos caminhões-betoneiras para avaliação da limpeza e do desgaste dos misturadores de betoneiras (facas), que devem estar em boas condições, caso contrário a mistura pode ficar heterogênea, dificultando o lançamento do concreto fresco;

ü    verificação da data de aferição e validade com relação aos equipamentos de pesagem e medição de materiais componentes do concreto;

ü   verificação das condições de estocagem dos agregados.

   Visualmente são constatados se não há contaminações entre os agregados e a drenagem das baias de armazenamento;

ü    acompanhamento da pesagem do carregamento do traço do concreto, conferindo e registrando horários de início de mistura e da saída da central, volume de carregamento da água adicionada na central e da água retida para adição em obra, no caso de o abatimento estar fora da faixa especificada para o lançamento, respeitando as diretrizes da NBR 7212.

O acompanhamento na central controla a produção e o fornecimento do concreto e no verso do documento de entrega é carimbado um protocolo informando todas as características do carregamento.

Quando este tipo de serviço de controle tecnológico é contratado, no ato do recebimento do concreto a verificação do protocolo no verso do documento de entrega permite saber a quantia de água que sobrou para ser adicionada à mistura e os horários, facilitando com segurança estimar o tempo de descarga.

Este serviço é recomendado para acompanhar concretagens especiais e de grande volume ou quando há suspeitas entre o volume entregue em relação ao volume comprado e nas características do traço. 

Um relatório de acompanhamento é emitido no término do serviço.

Não é necessária a moldagem de corpos de prova na central.

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7.21.12.10. Outras considerações

O usuário já deve ter observado que constantemente a palavra recomendações é sugerida. 

Complementa os objetivos propostos por este documento informando o consumidor da variedade de serviços de controle tecnológico pouco praticado, talvez por desconhecimento dos benefícios quando executados e pela falta de previsão no orçamento da verba para controle.

Quando houver viabilidade para executar o controle contemplando os serviços mencionados anteriormente, o interessado deve solicitar consulta técnica a um profissional especializado de sua confiança. 

O ideal é fazer constar na documentação técnica do projeto essas exigências, do contrário, provavelmente os serviços não serão orçados pelos concorrentes interessados em executar ou gerenciar a obra.

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7.21.12.11. Controle tecnológico do concreto fresco

·       são serviços para proceder à aceitação na obra do concreto fresco, independente da modalidade de preparo;

·       no ato do recebimento, após verificar e conferir no documento de entrega do concreto as características solicitadas e contratadas, deve ser realizada para cada tipo de concretagem a execução dos seguintes ensaios de recebimento:

ü     amostragem do concreto fresco conforme NBR NM 33;

ü     medida da consistência do concreto fresco pelo ensaio de abatimento “slump test” conforme NBR NM 67;

ü     moldagem dos corpos de prova conforme NBR 5738, atendendo aos procedimentos da NBR 7212 para amostragem do concreto para moldagem dos corpos de prova.

·       para concretagens especiais, outros ensaios em concreto fresco podem ser exigidos a seguir :

ü     determinação do teor de ar incorporado e da massa específica no estado fresco, conforme a NBR NM 47 (para concreto pesado, por exemplo, além do ensaio de abatimento, a verificação da densidade do concreto fresco pode ser exigida de forma total ou parcial);

ü     determinação do índice de exsudação conforme a Norma NM 102 ou ASTM C 232.

    O mais comum é executar este ensaio em ambiente climatizado de laboratório durante o estudo de dosagem ou na verificação de traço proposto por empresa de serviços de concretagem. 

     Trata-se de um ensaio muito útil para avaliar o desempenho do concreto fresco quanto às probabilidades de ocorrer fissuração por retração plástica, superfície friável com pouca resistência ao desgaste por abrasão, delaminação da superfície, etc., principalmente em concretagens de pisos de alto desempenho;

ü     também para concretagens de piso ou para laje acabada, o ensaio de determinação do tempo de pega do concreto por resistência à penetração – NBR 9832 pode ser útil para informar a hora de início das operações de acabamento do concreto.

·       os ensaios para determinação do índice de exsudação e tempo de pega do concreto podem ser executados em obra, quando o objetivo for comparar os resultados entre os obtidos em ambiente de laboratório com o ambiente de obra;

·       para concreto auto-adensável, a consistência da mistura fresca pode ser executada pelo espalhamento na mesa de Graff - NBR NM 68.

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7.21.12.12. Controle tecnológico do concreto endurecido

·       são ensaios realizados em corpos de prova moldados durante a concretagem, onde os resultados obtidos servem para definir a aceitação ou a rejeição do lote de concreto controlado;

·       a determinação da resistência à compressão simples pela NBR 5739, em corpos de prova de concreto moldados durante a concretagem, atestando o fck (resistência característica do concreto à compressão) com o fck especificado é o ensaio mais corrente pelo serviço de controle tecnológico;

·       quando outros parâmetros de controle especificados são exigidos, o controle tecnológico deve moldar corpos de prova para execução dos ensaios, conforme as normas pertinentes;

·       os parâmetros em referência supracitados são:

ü      resistência à tração na flexão – NBR 12142 para controle de concretagem de piso ou pavimento rígido;

ü      resistência à tração por compressão diametral – NBR 7222;

ü      módulo de deformação estática – NBR 8522;

ü      ensaios de durabilidade do concreto da estrutura submetida a ambientes que podem gerar algum tipo de agressividade – Penetração de água sob pressão - NBR 10787, Absorção por imersão e índice de vazios – NBR 9778 e Absorção por capilaridade - NBR 9779;

ü      ensaio de retração conforme ASTM C 157, para controle em obras de piso de concreto.

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7.21.12.13. Outras considerações

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7.21.12.14. Preparo do transporte e do recebimento do concreto segundo a NBR 12.655/96

A NBR 12655/96 determina as exigências mínimas para executar o preparo e do recebimento do concreto destinado às estruturas de concreto armado, protendido e pré-moldado.

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7.21.12.15. Etapas de execução do concreto

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7.21.12.16. Aceitação do concreto fresco


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7.21.12.17. Responsabilidade pela composição e pelas propriedades do concreto

7.21.13. Estudo de dosagem do concreto

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7.21.13.1. Introdução

Por exemplo:

Para classe de resistência C15 ou superior, a composição a ser utilizada na obra deve ser definida, em dosagem racional ou experimental, com a devida antecedência à execução das concretagens.

Para classe  de resistência C10, o consumo mínimo para traço definido empiricamente é de 300 kg/m3 (6 sacos de 50 kg).

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7.21.13.2. Cálculo da resistência da dosagem

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7.21.13.3. Condições de preparo do concreto

O cálculo da resistência de dosagem depende da condição de preparo do concreto:

ü  Condição A 

      PARA CONCRETOS DE CLASSE C10 ATÉ C80.

      O cimento e agregados são medidos em massa, a água de amassamento é medida em massa ou volume com dispositivo dosador e corrigida em função da umidade dos agregados;

ü  Condição B

       PARA CONCRETOS DE CLASSE C10 ATÉ C25.

      O cimento é medido em massa, a água é medida em volume mediante dispositivo dosador e os agregados medidos em massa combinada com volume (padiolas);

       PARA CONCRETOS DE CLASSE C10 ATÉ C20.

      O cimento é medido em massa, a água de amassamento é medida em volume com dispositivo dosador e os agregados medidos em volume, a umidade da areia é determinada pelo menos 3 (três) vezes durante o serviço do mesmo turno e seu volume é corrigido pela curva de inchamento.

ü  Condição C  

       APLICÁVEIS APENAS A CONCRETOS DE CLASSE C10 E C15.

      O cimento é medido em massa, os agregados em volume, a água de amassamento é medida em volume estimando a umidade da areia pela determinação do abatimento do concreto.

      

Desvio Padrão (sd) para cada condição de preparo:

Ø  condição A = 4,0 MPa;

Ø  condição B = 5,5 MPa;

Ø  condição C = 7,0 MPa

Nota: Em nenhuma condição, mesmo para concreto com desvio padrão conhecido, o valor do desvio padrão (sd) adotado pode ser menor que 2,0 MPa

        Para condição de preparo C, quando o desvio padrão não é conhecido, para concreto de classe padrão não é conhecido, para concreto de classe C15, o consumo mínimo de cimento é de 350 kg/m3.

7.21.14. Ensaio de controle e de aceitação

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7.21.14.1. Ensaio de consistência – abatimento

Para concreto preparado na obra:

ü  na primeira massada do dia;

ü  sempre que houver alteração na umidade da areia;

ü  intervalo entre concretagens superior a duas horas;

ü  na troca de operadores no preparo do concreto;

ü  quando forem moldados corpos de prova;

ü  para concreto fornecido por empresas prestadoras de serviços de concretagens;

ü  em todas as betoneiras.

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7.21.14.2. Ensaio de resistência à compressão – NBR-5739

Em corpos de prova cilíndricos moldados durante as concretagens, em que os resultados obtidos nos ensaios devem servir para a aceitação ou a rejeição dos lotes.

7.21.15. Aceitação e rejeição de lotes

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7.21.15.1. Aceitação automática

Ocorre quando: fckestatistico  é maior ou igual fck

Onde fck  é a resistência característica do concreto.

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7.21.15.2. Aceitação não automática

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7.21.15.3. Não conformidade

Caso seja constatada a continuidade da existência da não conformidade para a estrutura ou parte dela, adotar as seguintes alternativas:

ü  determinar as restrições de uso da estrutura;

ü  reforçar a estrutura;

ü  demolir a estrutura.

7.21.16. Cálculo do valor estimado da resistência característica à compressão do concreto

ü     obter o valor potencial, único e característico de resistência à compressão de um certo volume de concreto, para comparar este valor com o valor do fck especificado em projeto;

ü    como os valores dos resultados dos ensaios são dispersos, variáveis de uma obra a outra, conforme o rigor de produção do concreto, a média dos resultados não é suficiente para definir e qualificar uma produção de concreto, é necessário considerar a dispersão de resultados pelo cálculo do desvio padrão;

ü     o cálculo do fck estimado (fckest) elimina o inconveniente de ter que trabalhar com dois parâmetros.

7.21.17. Resistência como característica do concreto

7.21.18. Outras considerações

O controle estatístico é uma importante ferramenta para avaliar a qualidade do concreto fornecido.

Ele permite avaliar a qualidade da produção pelo cálculo do desvio padrão.

É utilizado para fazer o aceite dos lote de concreto, quando não há aceitação automática do lotes.

O calculista utiliza o fckest para verificar o cálculo estrutural que facilita a análise dos resultados de ensaios.

Um único valor potencial caracteriza a resistência do lote inteiro.

7.21.19. Parâmetros de durabilidade do concreto

No mínimo, devem atender as especificações e às recomendações das normas da ABNT: NBR 6118, que define as classes de agressividade ambiental, a qualidade do concreto (relação água/cimento) e cobrimento nominal das armaduras; NBR 7211, que trata dos limites máximos para expansão devida à reação álcali-agregado e teores de cloretos e sulfatos presentes nos agregados; projeto de revisão da NBR 12655, que propõe os requisitos para concreto exposto a meios agressivos e a soluções contendo sulfatos e teores máximos de íons cloretos no concreto; e NM 132 que trata da qualidade da água de amassamento.

7.21.20. Aceitação ou rejeição do lote de concreto controlado

Os procedimentos para aceitar ou rejeitar um lote de concreto deve ser o que está proposto nas normas NBR 6118 e NBR 12655.

Entretanto, outros requisitos específicos podem ser exigidos, tais como:

ü   massa específica no estado fresco e no endurecido para concreto leve ou pesado;

ü   teor de ar incorporado para concreto preparado com aditivo incorporador de ar;

ü   parâmetros de durabilidade para concreto em contato com meios agressivos;

ü   índice de tenacidade para concreto reforçado com fibras;

ü   outras exigências.

A aceitação é automática quando todos requisitos especificados são atendidos, comprovadamente por ensaios em laboratório ou em campo.

Aceitação não automática ocorre pela existência de não conformidades.

Nesta situação, ações corretivas serão adotadas para solucionar a anomalia. 

A NBR 6118 estabelece os procedimentos para implantar as ações corretivas.

7.21.21. Qualificação de laboratórios de controle tecnológico

Os laboratórios convidados para participação do certame de qualificação devem ser de porte, capacidade e credibilidade equivalente entre si.

Deve ser exigido, ou recomendado, que os participantes sejam credenciados pelo INMETRO e tenham equipamentos aferidos por empresas credenciadas na RBC (Rede Brasileira de Calibração).

Outros detalhes a serem considerados são qualificação da equipe para executar os serviços contratados, instalações apropriadas, equipamentos especificados pelas normas para os ensaios solicitados, atestados emitidos por empresas idôneas acervados, referentes a projetos e serviços semelhantes aos que devem ser contratados.

A definição do trabalho a ser realizado e sua abrangência será à base de toda a programação do controle tecnológico e deve ser necessariamente desenvolvida por engenheiro especialista nas atividades de tecnologia do concreto, em sintonia com o sistema da qualidade da contratante.

A experiência e a qualificação da equipe deve ser comprovada por currículo, sendo indispensável para o engenheiro tecnologista, encarregado pelo controle tecnológico, conhecimentos para lidar com as exigências da arte da tecnologia do concreto, na teoria e na prática visando, à credibilidade e legitimidade dos pareceres que deverá emitir. 

Este será responsável pela análise dos resultados dos ensaios realizados, emissão de pareceres claros e conclusivos sobre a qualidade da obra e, na ocorrência de não conformidade ou anomalias, indicar ou auxiliar na tomada das providências e ações corretivas necessárias.