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Empreendedor público - gestor de projetos

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Capítulo VI

Planejamento técnico, custos e BDI

15.21. Módulo: planejamento gerencial técnico e procedimentos do gerenciamento técnico

15.21.1. Expectativa com relação à contratada para execução do projeto (empreendimento)

O primeiro passo para se obter um orçamento apropriado é a realização de estudos técnicos de como executar o projeto (empreendimento), evitando distorções de valores de prazo e custos.
O objeto do empreendedor, governo (federal, estadual, municipal, companhia mistas, entre outras), prevê a contratação da empresa de engenharia, construtora, montadora, instaladora, controle tecnológico, consultores, especialistas, entre outros; para a realização de serviços de execução de um projeto (empreendimento).
As atividades técnicas a serem desenvolvidas pelas empresas contratadas, entre outros:
  • deverão garantir a execução do projeto (empreendimento), as obras, equipamentos e serviços previstos, tendo como objetivo, entre outros:
    • obediência aos dispositivos contratuais, inclusive os da proposta de técnica e de preços;
    • o atendimento, obediência aos projeto de engenharia, normas técnicas, (recomendações do empreendedor);
    • o cumprimento dos prazos e metas contratuais ou aquelas estabelecidas pelo empreendedor;
    • desempenho da estrutura da empresa na execução do contrato;
    • quantitativos dos serviços executados para fins de elaboração das medições;
    • prevenção e mitigação do impacto sobre o meio ambiente, decorrente das atividades construtivas e da implantação e utilização do canteiro de obras, alojamentos e instalações industriais.

15.21.2. Ponto de partida: projetos de arquitetura e engenharia

No tópico 11 / 27, detalhamos a valorização da execução dos Projetos de Arquitetura e Engenharia, incluindo os processos para assegurar que o projeto (empreendimento) satisfaça às necessidades para as quais foi criado.

Neste tópico apresentamos vários estudos relativos aos riscos na execução os Projetos de Arquitetura e Engenharia.

A seguir apresentaremos os fluxogramas da formulação do projeto e o planejamento gerencial técnico. 

15.21.3. Fluxograma: elaboração e consolidação do projeto de arquitetura e engenharia

15.21.4. Fluxograma: planejamento gerencial técnico

15.21.5. Detalhamento do planejamento gerencial técnico

No tópico 12/ 27 (Construtor), encontra-se detalhada a metodologia para a obtenção das informações técnicas para os procedimentos do seu gerenciamento, em síntese tem-se:

Módulo: planejamento gerencial técnico
Seção T1
Procedimentos do gerenciamento técnico
Seção T2
Análise e revisão dos projetos de arquitetura e engenharia
Seção T3
Serviços de consultoria
Seção T4
Procedimentos relacionados ao meio ambiente
Seção T5
Escopo dos serviços, lista de atividades dos eventos e quantitativos
Seção T6
Métodos construtivos
Seção T7
Controle tecnológico, procedimentos para a valorização do controle da qualidade da obra e dos serviços, materiais e equipamentos (41 a 44)
Seção T8
Cronograma de execução, histogramas
Seção T9
Produções programadas e níveis de produção
Seção T10       
Interdependência, serviços, equipamentos, mão de obra, atividades especiais, (equipamentos do ativo)
Seção T11       
Equipamento direto, arranjo físico, ciclo operacional, equipe mecânica
Seção T12       
Mão de obra direta, cronograma: horas trabalhadas e creditadas
Seção T13       
Incidência dos materiais, cronograma de aplicação
Seção T14
Composição técnica unitária para a execução dos serviços
Seção T15       
Serviços gerais e de apoio, manutenção, utilidades, centrais, transporte, escritórios e almoxarifados
Seção T16       
Instalações do canteiro de obras, arranjo geral e nas frentes de serviços, transportes,
localização de equipamentos fixos e centrais de produção
Seção T17       
Mobilização de equipamentos e veículos indireto, cronograma: unidade e horas trabalhadas
Seção T18       
Ações relacionadas ao meio ambiente, mitigações
Seção T19       
Organização dos indiretos, rede de precedência; fluxograma e atribuições das atividades, cronograma: horas trabalhadas, horas creditadas
Seção T20       
Instalações do acampamento, arranjo geral, edificações residenciais, alojamentos, área de lazer e  comunitária
Seção T21       
Riscos técnicos do projeto 

15.22. Módulo: planejamento gerencial dos custos e BDI

15.22.1. Expectativa orçamentária

O empreendedor público tem a responsabilidade de calcular o orçamento para a execução de um empreendimento (projeto) da melhor maneira possível, evitando distorções e consequências graves para a sua gestão, inclusive para a contratação de empresas de engenharia que devem executar (implantar) o projeto. 
O objeto do empreendedor (contratista) prevê a contratação de empresa de engenharia, construtora, montadora, instaladora, controle tecnológico, consultores, especialistas; para realização de serviços de execução de um empreendimento, com custos competitivos, entre outros, que:
  • as atividades técnicas e custos a serem desenvolvidas pela empresa deverão garantir a execução do empreendimento;
  • obediência aos dispositivos contratuais e termo de referência da proposta de preços;
  • qualidade técnica dos serviços baseados em custos competitivos;
  • custos competitivos para a prevenção e mitigação do impacto sobre o meio ambiente;
  • para atender a esses objetivos e ao objeto do contrato o cliente espera que a empresa dê atenção aos seguintes requisitos considerados estratégicos na formação de seus custos:
    • execução técnica do empreendimento relacionada com seus custos;
    • custo direto planilhado (escopo dos serviços) baseado na execução dos serviços com parâmetros técnicos e custos alinhavados na utilização de equipamentos, mão de obra e materiais, incluindo-se os equipamentos do ativo;
    • custo indireto da empresa para a realização do empreendimento;
    • custo de serviço técnico;
    • custo do seguro civil do projeto;
    • custo da empresa: administração central, administração regional, riscos do país e do projeto;
    • equilíbrio do fluxo de caixa, levando-se em consideração os pagamentos da empresa e do contratante.
Partindo-se do planejamento técnico e com a mobilização das áreas de conhecimento da empresa, sua cultura e alocando recursos necessários à execução de cada serviço, construímos os custos do projeto.
O fluxograma a seguir mostra a interdependência entre a parte técnica do projeto e seus custos. 

15.22.2. Fluxograma: planejamento gerencial dos custos por projeto

15.22.3. Detalhamento do planejamento gerencial dos custos

Seção 22
Planejamento gerencial dos custos
 
Seção 23
Equipamentos diretos
 
Seção 24
Mão de obra direta
 
Seção 25
Consultores
 
Seção 26
Consultores meio ambiente
 
Seção 27
Materiais
 
Seção 28
Equipamentos pertencentes aos ativos do projeto
 
Seção 29
Serviços executados por subempreiteiros
 
Seção 30
Serviços executados pelo controle tecnológico dos materiais, equipamentos  e serviços
 
Seção 31
Escopo: serviços relacionados com o meio ambiente
 
Seção 32
Mão de obra indireta para a execução do projeto
 
Seção 33
Equipamentos indiretos para a execução do projeto
 
Seção 34
Riscos
 
Seção 35
Composição dos custos dos serviços
 
Seção 36
Planilha de serviços, mão de obra indireta, equipamentos indiretos, canteiro de obras, acampamento, serviços gerais
 
Seção 37
Fluxo de caixa, serviços, materiais, mão de obra direta e indireta, equipamento direto e indireto, terceiros 

15.22.4. BDI

No tópico 12/27, apresentamos em detalhes o cálculo do BDI, de suma importância para a definição correta do preço de venda de um projeto (empreendimento).
O objetivo da elaboração do conceito empresarial de venda de um projeto (empreendimento) será a apuração de valores que irão refletir na atividade da empresa e terão reflexos nas áreas financeira, econômica, administrativa, produtiva, engenharia, aquisição, marketing e patrimonial, além dos impostos direto e indireto, para finalmente remunerar o capital da empresa.
O termo BDI Benefícios e Despesas Indiretas, utilizado correntemente entre as empresas de engenharia, serve como instrumento de adequação para definir o percentual que se deve adotar como sobretaxa aos custos diretos dos serviços e/ou despesas decorrentes de sua execução, vinculados ao projeto, e se destinam a englobar as despesas não incluídas nas planilhas orçamentárias, inclusive o lucro previsto para a execução do empreendimento.
A determinação do custo direto e indireto dos projetos é um trabalho que requer bastante experiência do engenheiro, para obtê-lo é necessário um planejamento técnico e financeiro adequado, bastante preciso, pois, do contrário, estaremos diante de equívocos irreparáveis.
Partindo-se do planejamento técnico e de seus custos, chegamos às informações necessárias para a obtenção do fluxo de caixa, conceito fundamental para se alcançar uma justa rentabilidade.
O cálculo da taxa de BDI é uma atividade técnica que depende do uso de um plano de contas adequado, aprimorado e de uma abordagem matemática sofisticada, de forma a se obter um preço justo, de caráter interno de cada empresa.